terça-feira, 16 de agosto de 2016

A Rentrée...

Não, ainda não terminei as minhas férias, nem estou de regresso a Lisboa. A minha rentrée é outra…
Na semana passada, incapaz de resistir à polémica em torno de umas viagens pagas pela Galp a uns secretários de estado da geringonça e a uns deputados do PSD ( o que confirma que o Bloco Central continua vivo, pelo menos em matéria de interesses)  voltei à leitura dos jornais cá da paróquia.
Na generalidade, não gostei do que li. A economia continua aos soluços, o estado continua a financiar empresas que pouco depois vão à falência, lançando milhares para o desemprego,  os bancos continuam a ser uma grande dor de cabeça, porque nem bancários nem consumidores têm juízo e o crédito mal parado continua a aumentar.  
Dos incêndios chegaram-me as imagens que vi pela televisão, para despertar a minha costela de justiceiro e pedir a condenação de quem extinguiu a Direcção Geral das Florestas e decidiu que a investigação de crimes de fogo posto deixasse de ser prioritária. Compreendo que os mafiosos pafiosos que tomaram estas medidas, sendo incendiários, se quisessem proteger, mas é altura de a geringonça os sentar no banco dos réus. É que, como já aqui escrevi em 2015, os incendiários e pirómanos não são apenas aqueles que ateiam fogos. São também aqueles que tomam medidas que os incentivam  a agir.
Mas adiante, porque também li coisas boas na nossa imprensa. Como, por exemplo, boas entrevistas no DN e na Visão, ou as crónicas de Lobo Antunes e o folhetim de Verão do Ferreira Fernandes no DN
Surpreendeu-me foi a profusão de seções humorísticas nos diversos jornais e revistas.
 Foi lá que li notícias como esta. 


2 comentários:

  1. Não há uma palavra portuguesa para "rentrée" — termo que os portugueses usam e abusam? —

    Até ao seu "regresso" a casa, Carlos, desejo-lhe alegria e boa disposição.

    As crónicas do Lobo Antunes são um mimo.

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