sexta-feira, 1 de julho de 2016

O homem que adivinhou o futuro





Talvez por ter desligado completamente das notícias e da Internet durante uma semana, só hoje soube da morte de Alvin Toffler. Provavelmente, já muitos lhe prestaram a devida homenagem. Eu limito-me a curvar-me perante a sua obra que conheci quando vivi nos Estados Unidos, na década de 70, e desde logo me prendeu a curiosidade.
O professor Lehman, que me recomendou a leitura de "O choque do Futuro" e "O Espasmo da Economia", alertou-me:
 Durante décadas muitos críticos e analistas vão chamar a isto ficção. Não lhes ligue. Toffler é o maior visionário do século XX e apenas nos está a mostrar o futuro. Se lhe dessem ouvidos, muitos problemas seriam evitados no futuro, mas preferem considera-lo meio louco. Daqui a umas décadas vão dizer que ele afinal era um génio.
O professor Lehman era aquilo a que à época se chamava um playboy. Acumulava essa faceta  com um comportamento um tanto ao quanto excêntrico, mas nenhum outro professor deixou marcas tão profundas na minha vida académica, como ele. Não tanto pelo que me ensinou em matéria de economia e gestão, mas pelos conselhos que me deu e me serviram para a vida. Ele também era  um visionário mas, provavelmente, não sabia.

1 comentário:

  1. Aqui só falaram, por acaso, e apenas se referiram à "A Terceira Vaga", que deve ser o único que os jornalistas que temos, viram falar. Foi de facto um grande visionário, muito à frente do seu tempo.

    Da "Revolução da Riqueza" uma súmula: " O conteúdo principal de A Revolução da Riqueza desvenda-nos a forma como a riqueza se criará no futuro, quem terá acesso a ela e como. Para estes autores, o século XXI não tem a ver com dinheiro e não pode ser entendido com base na mesma abordagem da Economia da Era Industrial. Neste texto, descobrimos as muitas ligações escondidas que existem entre os desportos extremos, as bolachas de chocolate, o software Linux, e como a "complexidade excessiva" em que a nossa sociedade vive e as mais vulgares transformações económicas irão ter implicações na sociedade, na política, na cultura, nas instituições e nos valores. Como eles escrevem, "nas primeiras sociedades relativamente imutáveis, os idosos eram respeitados não por conhecerem o passado, como nos disseram tantas vezes, mas por conhecerem o futuro - o qual, quando chegava, era pouco mais do que uma repetição do passado". É este tipo de reflexões que torna este livro uma agradável leitura e nos ajuda a ver para lá do mundo mais próximo e que nos rodeia."
    Mas, no nosso país, todos os seu livros estão esgotados.

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