quarta-feira, 13 de julho de 2016

Esclarecimento aos leitores



Depois dos atentados ao Charlie Hebdo  não fui " Je suis Charlie";
Nunca fui Bataclan;
Nunca usei a bandeira francesa no meu perfil do FB;
Nunca deixei de criticar a xenofobia e o chauvinismo dos franceses mas...
não é pelo facto de uns idiotas terem escrito coisas desagradáveis e insultuosas sobre a nossa selecção que deixarei de ser francófono.
AVISO: Não venham para aqui comparar o mau perder dos franceses com os ataques políticos que os alemães têm feito a Portugal.
Se algum dia um político francês fizer afirmações idênticas às deste estupor aqui estarei para o criticar.
Como fiz há tempos com Moscovici.

26 comentários:

  1. Fazer tais comparações é desconhecer causas e efeitos de cada situação. O mau perder dos franceses é muito semelhante ao dos portugueses se estivessem no seu lugar. É paixão contrariada
    O que os alemães nos fazem é outra coisa: soa um pouco - ou um muito - a vingançazinha perversa, a espezinhar os mais fracos; é o mal desapaixonado.
    L'amitié é canção que se ouve tão bem, todas as garotas copiavam o penteado de Françoise Hardy:)

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  2. Não sei bem se eles dizem o que dizem que dizem ou se há amplificação da comunicação social para uma intoxicação generalizada. Mas por cá tb temos quem faça parte do bando, perdão, da banda, como os dirigentes do psd capitaneados por cavaco e passes de coelho. É um autêntico massacre por quem se julga impune a acima da maioria que é esmifrada em benefício duma minoritária minoria muito poderosa, acolitada pelos seus manageiros.

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    1. essa dos manageiros, lembrou-me dos portugueses que noutras bandas dizem bricoleiros. Depois fiquei a saber que era o que assentava tijolos, ou seja pedreiro, porque lá não usam pedra nas construções.

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    2. o manageiro era o capataz ou maioral que dirigia os trabalhadores no trabalho das ceifas

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  3. As sanções são injustas e contraproducentes, Carlos, mas não é com insultos — desta vez apenas "estupor" — que se deve agir, mas sim, com argumentos.

    A França é para mim, Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre e o meu bisavô paterno.

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    1. E a Revolução Francesa e a Comuna de Paris e 1848 para alémda "Enciclopédia", Lavoisier e o casal Curie ente muitos outrod como Jules Verne :-)

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    2. Ema, Ela era polaca, mas nacionalizou-se francesa e casou com um francês. Duvido que hoje estivesse a defender a Alemanha, como a Teresa, só porque...E, sim, os alemães merecem, estes políticos, em especial, merecem todos os epítetos. Se uns têm défices excessivos é porque os outros têm superávites, porque ficaram com o dinheiro dos primeiros. Pior ainda: antes da crise financeira, durante vários anos, a Alemanha teve sempre défices excessivos e nunca foi castigada. Mais grave é também contribuir para a recessão e não ser castigada. Mais desastroso ainda, é que o pacto de estabilidade e..exije também, como regra fundamental, que nenhum país tenha uma dívida superior a 60% do PIB e a Alemanha tenha uma dívida de quase 70% e nenhum deles o cumpre e ninguém fala nisso. Foi a Alemanha, depois da queda do muro de Berlim, que destabilizou tudo, todos ajudámos e não nos queixámos. Depois foi também um euro que foi feito para 15 países, que inicialmente foi adoptado por 12, enquanto os outros se decidiam, e que depois tenham entrado uma caterva de países que não estavam em condições, para já não falar da Grécia que tinha entrado com a ajuda da Goldman Sachs, que lhe falsificou as contas e o principal responsável foi também comandar os destinos da UE.

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    3. Eu que defendo a ALEMANHA, não os políticos, com unhas e dentes não me nacionalizei alemã, embora tenha amado o meu alemão como ela o seu francês.

      Defendo o meu PORTUGAL com unhas e dentes, mas NUNCA um oportunista como um António Costa.

      Os políticos em questão são ambos uma trampa.

      Adorei como a Gisela defendeu o nosso "menino de d'ouro" e estou orgulhosa como um pavão pela nossa vitória. Caso o jogo ter sido contra a Alemanha também apoiava PORTUGAL.

      Saudações amigáveis de Düsseldorf.

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    4. Se tivesse visto o meu FB andaria comigo ao colo. Nós somos um país dos mais antigos do mundo, com as suas fronteiras definidas, não temos que ser subservientes para ninguém. Mas os portugueses que sempre foram humildes perante o poder, porque quem nos mandou, só soube estragar as riquezas que ganhámos ou roubámos. Quase sem excepção a nossa realeza foi perita a esbanjar. Só gostei dum e um pouco de outro.
      Quanto ao Costa, garanto-lhe que, apesar de estar no seu direito, e poder não gostar de misturas raças, apesar do seu pai descender da mais alta casta da Índia [(por causa das castas abandonei numa oral, de Ciências Sociais), porque o professor era um fascista e tendo eu respondido a tudo, apanhou-me o fraco das castas e resolveu fazer cinco perguntas sobre o mesmo assunto, que tinha dado na última aula extraordinária (suplementar) e quando não havia livros e tínhamos de tirar apontamentos)], e duma mãe que nas maiores dificuldades sempre lutou pela liberdade de imprensa. (Atendeu-me a mim e mais uns quantos às tantas da noite) e publicou uma notícia no jornal, quando estávamos a ser vítima duma grande perseguição. Além disso ele nunca foi sabujo, nunca enriqueceu com as política, sempre lutou por ideais, mas não pode fazer milagres com um povo e um mundo que continua imbecil. Procure informar-se melhor sobre ele. Pavão foi o Seguro, que nunca tomou uma verdadeira opção, só se manifestava em certas votações para dar nas vistas e não por ter algum ideal. Ele apesar de não ser nojento como o passos, tiveram um percurso político parecido. Não pensem que isto é ofensa, para mim ele era apenas um pavão de palha!
      Fique bem.

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  4. Carlos, a minha maior pena é a do francês ter sido substituído pelo inglês. Eu até me irrito quando o Carlos escreve blogs, quando já temos a palavra blogue. Não consigo subjugar-me à tecnologia. Como é doce o francês da minha juventude! Como é uma pena que as canções francesas de lindas letras e grandes cantores, assim como os grandes filmes, já quase não aparecerem no nosso país. Como eu gosto de Paris e detesto a cinzenta Londres. Chauvin foi apenas um grande patriota. Tomara nós sermos como eles! Isso não impede que eu os critique por terem MAGOADO o Ronaldo, mas o futebol é um mundo à parte. Nós cá também criticamos quem vive nas barracas e sobretudo os ciganos. Só louvamos quem tem dinheiro e até saímos às arrecuas. O meu ódio maior vai para os americanos apesar de dizerem que é o país das oportunidades. Detesto os homens que se fazem a si próprios, pisando e esmagando os outros. Até de Gaulle a quem eles devem muito, prejudicou os canadianos, quando foi a Montreal dizer: "Viva um Quebec independente". A cidade deixou de ter a sua importância porque toda a alta finança se mudou para Toronto.
    Eu não me estou a desdizer. Acho muito bem que eles tenham o seu orgulho, mas não gosto que não goste de Ronaldo e que tenha afirmado que teve esperanças a partir do momento que ele foi lesionado. Ele já tinha passado a ser um jogador líder da equipa. E ganhámos porque eles ficaram convencidos que tinham arrumado o assunto. Mas isto não tem nada a ver com a França, que nó invadiu e roubou, mas foi à Inglaterra que nós sempre tivemos de pagar dívidas, e que até ocuparam as nossas alfândegas para surripiarem as nossas tarifas aduaneiras. Mordem pela calada. e também foi graças a eles e aos alemães, que tanto português morreu em África, ao mesmo tempo que morriam na primeira GG. Vai entender o meu arrazoado, porque já sabe que misturo alhos com bugalhos, apesar de estar tudo ligado. Felizmente que já acabou o dia 13 de Julho, que representa os dois dias mais tristes da minha vida. Agora vou mandar os parabéns a um amigo que faz anos hoje com a Marselhesa como mensagem.

    https://www.youtube.com/watch?v=1ERveXU4SRc

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  5. Sanções!!!

    A Espanha já respondeu, Portugal ainda não.

    A Grécia é o único país a nosso favor, não são só os alemães contra nós.

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    1. Desculpe lá mas as situações são completamente diferentes, mas levaria muito tempo e espaço a explicar. A Espanha que nem tem governo, disse que tomaria medidas, em 2017, Portugal já está a tomar medidas com um orçamento que só foi aprovado depois do visto da UE. Tenho a certeza que lhe falta aí muita informação. Normalmente, no estrangeiro, quando dão uma notícia sobre Portugal é só para dizer mal, ou quando interssa a quem dá a notícia.

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    2. Teresa:
      Há muito tempo que ando para lhe fazer esta pergunta:por que razão odeia tanto o Costa? Pode apontar apenas um motivo concreto? Ou o seu ódio deve-se a questões políticas? ( Não quero acreditar que seja racismo).
      Não sou amigo de António Costa ( sou apenas amigo da mãe há muitos anos)mas conheço-o há muitos anos e tenho a certeza que é uma pessoa honesta e age sempre com o intuito de defender os portugueses.

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    3. Li a notícia num jornal português.

      Falta-me muita informação sobre a política portuguesa, porque tenho pouco tempo para me informar. Valores mais altos ocupam a minha vida, Gisela.

      Os meus comentários sobre a política portuguesa são apenas uma nota breve.

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    4. Odiar é um sentimento muito forte, Carlos, eu não sou mulher para sentimentos fortes.

      A jornalista Maria Antónia Palla — uma figura emblemática do feminismo e da luta pela liberdade — é para mim um ponto de referência. O filho, não.

      Paciência, Teresa!

      A Grace Patricia Kelly, a mulher mais bela do mundo, também nos deixou cá um Albert.

      Gosto dos homens loiros para ir para a cama, de resto tenho amigos de todas as cores.

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    5. Continua sem me apontar uma razão para detestar o Costa, o que me desaponta, confesso. Esperava mais objectividade da sua parte.

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    6. Carlos, eu não detesto o António Costa, só não gostei como ele atropelou o António José Seguro.

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    7. Se é por isso que não gosta do Costa, então está muito enganada, Teresa. Seguro estava a preparar tudo com Coelho para um Bloco Central após as eleições, o que seria o fim do PS e a continuação da desgraça dos portugueses que cá vivem. Eu sei que a comunicação social tuga, nomeadamente a imprensa, propagou a ideia dxe que Costa era um traidor. Mas sei, também, porque fizeram passar essa ideia para as pessoas. É que aos proprietários dos órgãos de comunicação social o Bloco Central funciona como um seguro de vida.Eles vivem das negociatas, da corrupção e de outras coisas que eu não digo, mas que o silêdncio que repentinamente caiu sobre os Panama Papers ajuda a expçlicar.
      Eu não tenho uma enorme admiração por Costa, mas reconheço que este governo está a salvar muitos portugueses da miséria profunda e eterna. Viver em Portugal, durante o governo Passos/Portas foi muito difícil, Teresa. Vi muita fome e muita miséria à minha volta, porque Passos e Marilú baixavam as cuecas cada vez que iam à Alemanha beijar o Schaueble. O anterior governo traiu o país, traiu os portugueses e vendeu-se à Alemanha. Um dia destes vou publicar um post com o que a minha amiga Petra me disse há dias, a propósito da posição do governo alemão. E olhe que a minha amiga, apesar de gostar muito de Portugal, é muito mais alemã do que pode imaginar. Fartou-se de chorar quando a Alemanha foi eliminada, por exemplo.E quando vem passar uns dias a Portugal no Verão, vai para a praia com um bikini com as cores da bandeira alemã, tem muito orgulho em o ser. No entanto é lúcida e sabe que o que o governo alemão está a fazer a Portugal é criminoso. E isso entristece-a!
      Tudo isto, amiga, para lhe dizer que está a ser injusta com Costa. Não emprenhe pelos ouvios e veja, por exemplo, o que escreveu o Wall Street Journal sobre as sanções a Portugal e Espanha.
      Um grande beijinho deste seu amigo tuga, com muito mau feitio :-)

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  6. Teresa, Não compare o Alberto (que sem sido um príncipe dissoluto, como quase todos os filhos de Grace, pelo menos fogem as cânones). Quem não se lembra da Carolina e do Roberto R. e do casamento que foi anulado porque não foi consumado! ah,ah,ah, fico-me por aqui], com o António Costa. Tampouco deve comparar Grace Kelly, (dos grandes artistas, de outrora, conheço quase todas as biografias, autorizadas e não autorizadas, era uma louca por cinema), que se serviu de tudo para subir na carreira, apesar da sua beleza, com Antónia Palla que tem sido uma mulher íntegra, com grandes princípios e lutadora por ideais, não casou para ocupar uma corte dissoluta, e para procriar para não perderem o Principado.
    Por outro lado eu também conheço o tipo de jornais que costumam circular no estrangeiro. No estrangeiro nunca encontrei os meus jornais. Agora, a maioria também está vendida aos interesses empresariais, mesmo cá. É preciso ter vontade para encontrar alguma coisa, o resto é só bodega. Temos outros media mas só quem conhece o meio consegue alguma informação mais decente. sabe que eu gosto de dizer o que penso e sei. até para poder informar alguém que saiba menos do que eu. O que não quer dizer nada neste caso, porque nem sei a sua formação, nem nada, mas que tenho de respeitar. Por isso os meus comentários são sempre tão extensos e baralhados. é tanta a informação na minha cabeça, que às vezes escrevo uma palavra quando estou a pensar noutra. Ainda não é propriamente senilidade, mas tenho de arranjar maneira de compartimentar isto. mas também nunca gostei de especializações micro porque nos tiram a noção do TODO.
    Cumprimentos e bom fim-de-semana.

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    1. Eu conheço a Maria Antónia Palla, por quem tenho uma grande admiração, dos meus tempos de Lisboa em casa dos meus tios, não através dos jornais estrangeiros.

      Eu gosto dos seus comentários. A Gisela ainda tem o idealismo que eu já perdi à muito tempo.

      Boa noite.

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    2. Perdão!

      Eu gosto dos seus comentários. A Gisela ainda tem o idealismo que eu já perdi hà muito tempo.

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  7. E, sobretudo, não uso correctores, porque não gosto de perder tempo, e aqui o quadrado nem me deixa ver o que já escrevi. Quando aparece um traço vermelho aqui na caixa, ainda me deixa mais irritada, porque nunca me propõe a palavra que eu quero e normalmente é para utilizar o infeliz desacordo Ortográfico.

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  8. Teresa, para sua informação eu que fui prejudicada porque nunca quis pertencer a nenhum partido, apesar me terem apresentado propostas, já assinadas, com determinada finalidade, inscrevi-me só para votar das eleições para SG do partido, porque estava farta da triste figura que o Seguro fez, que deixou o partido ser abocanhado por oportunistas que muitas vezes nem sabem o que dizem. Eu gosto de gente competente e não dos novos mestres e doutores, que surripiam teses na net, ou pagam a outros. E sei um pouco do que falo!

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    1. Também eu não gostava do António José Seguro, no entanto, a maneira como foi posto de lado, é que não foi correcta.

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    2. Desculpe este ditado popular: "Na política tem de se viver com uma mão na merda, outra na consciência". O António Costa que já tinha dado passos atrás, várias vezes, teve de agir naquela altura, arriscando tudo, até o seu futuro, porque conforme o Carlos bem lhe explicou, a situação não podia manter-se, porque corria-mos o risco de não mais haver democracia e cada vez mais miséria. E esta direita imbecil e reaccionária, os media incluídos, tudo têm feito para nos destruir. O Costa mais uma vez teve azar, em especial, por causa da crise internacional que não nos permite sair do poço. Pessoalmente estou muito preocupada com tudo, porque vivemos situações bem drásticas, económica e politicamente. neste momento ninguém sabe o que será o dia seguinte. nada está garantido. Nem os que julgam que estão bem. Eu já pensei arrancar a minha relva que me faz gastar muito água, para plantar couves, mas se crise vier a sério também mas vêm roubar. E as flores e as plantas são a única coisa que me faz mover, além dos gatos, para lhes tirar a sede. Boa noite!

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