sábado, 30 de julho de 2016

Dia do Postal Ilustrado (14)


Este postal foi enviado pelo Pedro Coimbra. Vem de Macau, obviamente, e reproduz a Praia Grande. Eu ainda a conheci (quase) assim, nos idos de 60, mas o Pedro creio que nunca terá visto aquela belíssima zona de Macau com vistas tão desafogadas. Que saudades!
É altura de dizer que o Pedro também nunca recebeu um postal com esta imagem. Foi pescá-lo à Net, para participar no desafio que lancei.
Pessoalmente acho que fez muito bem, porque apesar  de eu ter bastantes fotos desta belíssima zona de Macau, tiradas ao longo dos anos - e até ter encontrado há dias um postal igualzinho a este no meu espólio- esta memória da Praia Grande trouxe-me uma profunda saudade de um sítio onde fui muito feliz. 

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Até me dá náuseas!

Quando penso que Hillary Clinton poderá ser a nova presidente dos EUA até me dá náuseas, mas depois penso que a alternativa é Donald Trump e fico logo bom...

Crónica de um dia estranho

Um especialista em profecias anunciou num canal do  You tube que hoje haverá um terramoto que tornará insustentável a vida na Terra. Ou seja, o mundo vai acabar hoje.
Embora a NASA já tenha deixado claro que não está preocupada, eu devo confessar que, na sequência do anúncio do fim do mundo, fiquei muito preocupado com outras  notícias. Como, por exemplo, a de que o  Pentágono está preparado para um ataque de zombies
Mas há mais...Elon Musk, CEO da TESLA ( empresa especializada em automóveis eléctricos) lançou uma ONG para tentar impedir um apocalipse provocado pelos robôs
A possibilidade de a Inteligência Artificial poder terminar numa revolta das máquinas contra o Homem é um assunto que já preocupava a minha avó e que me assustava  de tal forma quando era miúdo, que ganhei alguma aversão às máquinas. 
Há muito tempo que pensava ter ultrapassado esse problema mas há umas semanas, ao ler uma entrevista na Visão  de  Pedro Domingos, professor de ciências da computação na George Washington University, voltei a ficar assustado.
É que este ilustre professor português, admirado por Bill Gates que ainda recentemente disse ao mundo ser indispensável  a leitura do livro  "The Master Algorithm", da autoria de Pedro Domingos, para perceber a Inteligência Artificial, disse na entrevista à "Visão" que  "o risco da Inteligência Artificial não é que os computadores se tornem demasiado inteligentes e tomem conta do mundo. O risco é que eles são demasiado estúpidos e já tomaram conta do mundo".
Ao ler isto pensei logo no Schaueble, no Durão e nuns quantos mais  e interroguei-me: serão zombies ou robôs?
Até agora, não encontrei a resposta, mas que eles tomaram conta do mundo, não me restam dúvidas

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Com jeito vai...

... e um dia destes, estes tugas inventam uma App que detecta a diferença entre malucos e terroristas

Olhó robot




Aproveito este tempo de adaptação ao meu novo Rochedo ( ainda ando a tatear os cantos à casa, não tenho TV por cabo nem pacotes de Internet) para avisar os leitores que podem estar descansados, porque não sou nenhum robô.
Não precisam, por isso, de me estar sempre a perguntar, quando faço menção de publicar comentários nos vossos blogs. 
É que o meu acesso à Net faz-se através de uma velha pen lentíssima e, só para confirmar que não sou um robô, perco um tempão precioso que me sai bastante caro.
Compreendam, então, que não vos visite com frequência, pelo menos até final de Agosto, pois até lá decidi viver sem TV nem Internet  grátis à disposição a toda a hora.
Aproveito para informar os leitores que vou tentar recuperar a rubrica "posts com música" que fez algum sucesso por aqui nos Verões de 2009 e 2010.
O  post anterior foi o primeiro desta nova série que tentarei aprimorar com o tempo.
Muito agradecido pela vossa compreensão.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Tá quetinho, ou lebas no fucinho



Soube-se hoje que a Comissão Europeia decidiu aplicar uma sanção zero a Portugal.
Passos Coelho, porém, já  tinha sido informado da decisão no domingo à noite. Ficou tão doente, que no dia seguinte faltou à audiência com Marcelo. 
O PSD está de luto. No CDS as opiniões dividem-se entre os crististas ( moderadamente satisfeitos) e os imbecis, também conhecidos por  melistas, que estão inconsoláveis.
Marilu está à beira de um ataque de nervos, mas telefonou a Schaueble que lhe disse para estar tranquila, porque em setembro vem aí o diabo cortar os fundos europeus. E até lhe enviou esta canção que tem no toque de telemóvel, para que ela perceba que a sanção zero a Portugal esconde uma ameaça, para o caso de a geringonça continuar a ter sucesso na redução da despesa e no equilíbrio das contas públicas.
Marilú decidiu adiar o internamento numa clínica psiquiátrica até que sejam confirmadas as previsões do seu amante  amigo alemão.
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Já reparou que o seu salário encolheu?

Para quem ande distraído, venho lembrar que a domiciliação da conta ordenado (salários e pensões) deixou de ser gratuita.
Os bancos têm de arranjar dinheiro, custe o que custar, por isso agora cobram custos de gestão mensais sobre essas contas.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Coisas que aprendi nos últimos dias

Não ler jornais, nem ouvir ou ver noticiários portugueses faz bem à saúde;
Não há terroristas na Alemanha, porque foram todos para França;
Os gajos que andam a matar e ferir  infiéis são todos malucos;
O governo alemão está cheio de pirómanos. Pensava que eram  malucos como todos os pirómanos, mas afinal são terroristas que querem destruir a Europa.

Oh my God!




A falta de pontualidade é uma característica dos portugueses que lhes confere alguma graça mas, por vezes, se torna irritante e mera figura de cartaz para turista ver.
Vem isto a propósito do constante atraso no início de espectáculos e na perturbação causada em espectáculos de ópera, cinema ou teatro por grupos de atrasados que parecem fazer gala em ser os últimos a entrar na sala.
Há algumas semanas fui ao Casino Lisboa ver My God, com Joaquim Monchique. Quando imprimi os  os bilhetes anotei, com agrado, o aviso deixado aos espectadores:
" O espectáculo começa imperetrivelmente às 21h30m, sendo proibida a entrada na sala, depois do início do espectáculo".
Rejubilei com o facto de haver gente civilizada no país que faz da pontualidade um ponto de honra.
O júbilo esfumou-se, porém, no dia do espectáculo. O espectáculo começou apenas às  21h45m e, depois dessa hora, já com o espectáculo a decorrer, ainda vi entrar algumas pessoas.
Este é apenas um exemplo da falta de respeito e civismo que impera neste país. Desrespeitaram-se os  cumpridores e mostrou-se aos incumpridores que podem continuar a chegar atrasados, porque os avisos são só para inglês ver.
Em Portugal, o único sítio onde os horários são cumpridos, é nos locais de trabalho. E mesmo assim, nem sempre, porque se há exigência no cumprimento da hora da entrada, já na hora da saída há muito patrão a pedir alguma condescendência se em vez de sair às 17, for preciso sair uma hora mais tarde, sem direito ao pagamento de horas extraordinárias.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

TERAPIA





No início do ano, a RTP exibiu a série TERAPIA. A acção decorre no gabinete de um psicólogo que, em cada dia (fixo) da semana, recebe um paciente.
Um desses pacientes era um atirador especial que, durante um assalto a um banco, procurou evitar a morte de reféns, abatendo o assaltante mas,  acidentalmente, matou também uma criança.
Durante as semanas de terapia, o agente insiste com o psicólogo que não tem quaisquer remorsos por ter matado a criança, pois cumprira a sua missão ao matar o criminoso e não tinha culpa do ricochete da bala que vitimara a criança.
O seu principal e repetido argumento era ter sido treinado para matar e ser  para isso que lhe pagam.
Quando a série estava a ser exibida na RTP fui ver "American Sniper" e comparei o filme ao agente de "Terapia". Entre os dois há um propósito comum: cumprir uma missão para a qual são pagos. O facto de o alvo ser um ser humano é completamente indiferente para ambos.
Lembrei-me da série e do filme a propósito das discussões que andam por aí sobre a barbárie dos terroristas. Muitos perguntam como é possível matar inocentes. Outros garantem que são gente perversa, com desequilíbrios mentais, ou fanáticos, porque gente normal não seria capaz de praticar tais crimes.
Permito-me discordar de quem assim pensa. Os terroristas que atacaram o Bataclan  e o Charlie Hebdo têm o mesmo esquema mental do Sniper ou do atirador especial. Nenhum deles, quando dispara, vê pessoas humanas. Vê apenas alvos. Iguais àqueles dos jogos da Play Station.
A única diferença é que o sniper e o atirador são pagos para matar, enquanto os terroristas do Daesh matam por ideologia, convicção e... FÉ!
Todos estão a cumprir uma missão. Mesmo que em alguns casos possa ser uma missão divina, recompensada com o Paraíso e umas dezenas de Virgens, após a morte. Ou seja, enquanto Sniper e agente são pagos a pronto, em cash, os terroristas do Daesh matam a crédito.

Eu sei que sou um sacaninha...

...mas há coisas que não me saem da cabeça.
Ano passado, por esta altura, avizinhava-se a campanha eleitoral e Passos Coelho deixava-se fotografar por tudo quanto era jornal e revista e chamava as televisões para se mostrar ao lado da mulher Laura, que lutava contra um cancro.
Um ano depois Passos Coelho está todos os dias nas rádios, televisões e jornais, fala da vinda do Diabo a Portugal com apreço,  mas de Laura nem sinal e da doença que a afecta nunca mais se ouviu falar.
Não, isto não é só uma crítica a Passos Coelho... é também ao jornalismo feito por badalhocos.

domingo, 24 de julho de 2016

Sigam o João!




O Comité Olímpico Internacional (COI) deverá decidir hoje se expulsa a Rússia dos Jogos Olímpicos, na sequência desta queixa.
Muito provavelmente, à hora a que lerem este post pré agendado, a decisão já será conhecida. Isso não é, no entanto, o motivo de voltar a abordar este assunto. Independentemente do resultado final, o espírito olímpico está desvirtuado e os JO do Rio fazem-me lembrar cada vez mais os de 1936, disputados em Berlim.
O clima de tensão existe e muito provavelmente haverá um Hitler encapotado a assistir nas bancadas. Só falta saber quem será o atleta a desempenhar o papel de Jesse Owens.
Não será certamente João Rodrigues, o velejador português que estará presente nuns Jogos Olímpicos pela sétima vez,sem nunca ter ganho uma medalha.
Dizia ele há dias à Antena 1, que a possibilidade de ganhar uma medalha é zero, mas isso pouco lhe importa, porque o mais importante para ele é poder participar. Era bom que os senhores do COI tivessem o espírito olímpico de João Rodrigues, na hora de decidirem, recusando ceder a pressões políticas dos EUA que querem aproveitar os Jogos do Rio para humilhar a Rússia.
Num mundo em efervescência, a última coisa que precisávamos era de uma birra dos americanos.
Por isso, o meu conselho aos senhores do COI é:  sigam o João, não sigam o Durão.


sábado, 23 de julho de 2016

Dia do Postal Ilustrado (13)

Este postal foge um bocado às regras mas, depois de ponderada avaliação, o júri ( moi même) decidiu aceitá-lo sem que para tal se sinta obrigado a dar explicações.
O postal foi enviado pela leitora Benedita que não tem blog, mas enviou  o historial deste belíssimo exemplar.
Trata-se da reprodução de uma pintura do artista brasileiro Zavala Rodrigues e tem a particularidade de ter sido pintado com a boca.  Zavala Rodrigues integra o grupo  paulista "Artistas Pintores Sem Mãos" e o postal, que reproduz uma inundação na localidade de Vilarejo, foi enviado à Benedita em 1991 por uma amiga.
Nessa época ainda não existia em Portugal a Sociedade de Artistas Deficientes Manuais (SADM). Fundada em 1997 e com sede nas Caldas da Rainha, a SADM é, desde há muitos anos, a minha fornecedora de postais de Natal e era já minha intenção publicar um ou dois trabalhos destes artistas. Irei fazê-lo mais tarde, mas não podia deixar de dar prioridade a este postal enviado por mais uma leitora brasileira do CR, a quem muito agradeço a participação.
Entretanto, quem quiser participar já sabe o que deve fazer, mas fica aqui de novo o endereço do mail para onde podem enviar os vossos postais ( num máximo de 3):
diabilhetepostal@yahoo.com

Estou muito mais descansado ( ou talvez não...)

O post anterior, em que levantava a hipótese de o ataque ao centro comercial em Munique ter sido uma encomenda de Erdogan,  continha uma boa dose de ironia.
É que depois de  Merkel ter dito que o que se passou em  Munique não  foi um ataque terrorista fiquei  mais descansado, mas  um bocadinho confuso.
Felizmente, umas horas depois, veio um senhor qualquer à RTP3 explicar que a senhora Merkel tinha razão. O que se passou em Munique não foi terrorismo, porque não foi um ataque jihadista.  Segundo o especialista em causa, terá sido "um acto ameaçador motivado por questões ideológicas que tinha por objectivo contestar a política europeia em relação aos imigrantes". E até comparou com o que se passou há cinco anos em Oslo, que para o dito especialista também não foi terrorismo.
Fica assim confirmado o que eu escrevera ontem. Quando a extrema direita mata não há terrorismo, mas sim divergência ideológica.
Graças à senhora Merkel  fiquei a perceber ainda melhor  as causas do estado a que a Europa chegou. Tornou-se absolutamente clara a razão de a UE não decidir nada e, melhor ainda, o silêncio sobre o golpe na Turquia.
Fiquei muito preocupado mas, felizmente, as  informações contraditórias da polícia alemã , a esclarecedora conferência de imprensa  e os  especialistas que vão às televisões descansar as pessoas explicando o que distingue um ataque terrorista de  "um acto ameaçador motivado por questões ideológicas que tenha por objectivo contestar a política europeia em relação aos imigrantes".
Não sei como isso encaixa com o facto de o atacante ser germano-iraniano, mas isso também não deve ter qualquer importância.
Fiquei com a sensação- mas isso o especialista não disse- que a Alemanha está livre de actos terroristas. E isso deixou-me muito mais descansado. Ou talvez não...

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Nem só o Daesh festeja o ataque de Munique

Ainda não se conhecem os autores mas, tendo em consideração que o DAESH não reivindicou o atentado, especula-se ( com algum fundamento) que o ataque possa ter sido da iniciativa da extrema-direita alemã , porventura para "comemorar" esta data.
O Daesh não reclama a autoria, mas congratula-se com a morte de infiéis.
Não restam dúvidas que na Europa há muita gente  feliz por ele ter acontecido.Como Erdogan, por exemplo.
Durante umas horas a Turquia desapareceu dos noticiários e o tiranete deve ter aproveitado esse período para fazer mais algumas barbaridades que assim passaram despercebidas.
E se o ataque tivesse sido perpetrado por alguém a mando do ditador turco?
Hipótese pouco provável, mas não descartável.

Vade retro Satanás!



Já há muito desconfiava que este pulha tinha relações privilegiadas com o Diabo. Por isso é que nos fez viver num Inferno durante quatro anos e meio.
Agora foi desalojado, mas mantém boas relações com o demo, ao ponto de saber quais os seus projectos . Vade retro, Satanás

Louco ou terrorista? (Actualizado)




Faz hoje cinco anos que um tipo alto e loiro, com ar  bem comportado, como gostam os meninos e meninas de uma certa direita, praticou um crime hediondo.
A direita garante que ele era louco.
Cinco anos depois, um muçulmano francês atacou uma multidão indefesa. A direita que chamou louco ao loirinho, considera que o muçulmano é um terrorista.
Pareceu-me oportuno, cinco anos depois, recordar o que então escrevi sobre o assunto e comparar com o atentado de Nice ( e já agora, com os que  o precederam ou seguiram). 
Adianto, desde já, que mantenho tudo o que então escrevi. Mais. Parece-me que o atentado de Nice demonstra que eu tinha razão quando escrevi sobre Breivik
Em tempo:Neste momento está a decorrer um tiroteio num centro comercial em Munique. Haverá registo de vários mortos e feridos.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Cobardes!

Que expectativas quanto ao futuro da Europa, se uma semana depois do golpe fabricado por Erdogan a que se seguiu uma purga que parece não ter fim, os líderes europeus continuam em silêncio ou, pior ainda, aplaudem a vitória da democracia?
Não é com lideres cobardolas  que se constrói uma Europa forte e solidária.

This is America, guys !



Não vos peço para imaginarem a Cavaca a fazer uma coisa destas. Sugiro, apenas, que pensem se há alguma primeira dama europeia ( ou primeira ministra, ou presidenta ) com coragem para ir a um programa de televisão popular com esta postura descontraída e bem humorada e ainda ter tempo para falar de coisas importantes. Claro que não.This is America, guys! And that makes the difference...
Mas não sou ingénuo e sei muito bem que esta senhora é um caso único na história dos EUA. Olho para trás e apenas vejo Jacqueline Kennedy com um perfil capaz de rivalizar com Michelle Obama. Só que os tempos eram outros e  Jacqueline também vinha de uma casta onde não podia expressar-se livremente.

E o Inferno aqui tão perto!



Estas imagens de soldados e civis turcos mandados prender por Erdogan deveriam envergonhar a Europa e obrigar a um repúdio por parte dos seus lideres.
Claro que os badalhocos calvinistas que dirigem a Europa não se impressionam com estes quadros de terror. Alguns deles anseiam mesmo que estas situações se generalizem. O importante para eles, o absolutamente indesculpável, porque demasiado grave,  é que um país pobre, a viver uma crise gravíssima, tenha ultrapassado o défice em 0,2%
Nunca pensei escrever isto, mas devo confessar que perante o que se está a viver na Europa, já não é a extrema direita que me assusta. Estes cabrões que ocupam o poder é que me metem medo, porque quando menos esperarmos, alguém manda ligar as câmaras de gás e as Merkels, os Djusselboem, os Schaueble, os Junkers e os Tusk continuarão no seu silêncio cúmplice.
Parafraseando o grande educador Cristiano Ronaldo, eu quero que esta Europa se foda!
Fotos partilhadas no FBpor Octávio Zaya


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Coelho no País das Maravilhas

Que Passos Coelho é um bandalho cuja palavra vale menos do que a de um criminoso de delito comum, já todos sabíamos. Não era preciso, por isso, dar-se ao trabalho de demonstrar mais uma vez que um acordo para  ele, só se cumpre se der jeito.

Não há pois razão para abrir a boca de espanto, quando ouvimos  Passos Coelho  atribuir a este governo a responsabilidade pelos problemas do BANIF, da CGD ou do Novo Banco.
Passos Coelho sofre de infantilismo. Nunca assumiu responsabilidades, nem cresceu para além das paredes dos prostíbulos. Comoveu-se com a falsa história de uma rameira que lhe dizia ter   seguido a mais antiga profissão do mundo, porque fora violada pelo padrasto ficara grávida e blá blá blá.
Quando descobriu que a prostituta o enganara sentiu-se traído e decidiu trocar as aspirações musicais pela política, seguindo o mesmo método da prostituta que o enganara para lhe sacar uma gorjeta.
Para ele a mentira começou por ser um meio para atingir um fim, mas rapidamente evoluiu para moeda de troca de favores.  
A partir de determinado momento tornou-se tão banal,  que ficou  incapaz de discernir entre realidade e ficção. No mundo de fantasia de Passos Coelho, de que ele é o centro,  não há espaço para a autocrítica, para assumir erros, nem para o reconhecimento da culpa. Essa é sempre dos outros.
Já vi paranóicos internados em hospícios por muito menos!

Onde está o dinheiro?



Em Outubro começará a ser discutido o OE para 2017. Sendo o partido do governo o responsável pela sua elaboração, compreende-se que os partidos que o apoiam comecem, desde já, a marcar posições, demarcando-se de algumas medidas que o governo tome até lá. É uma forma de BE e PCP mostrarem que são diferentes, não estão dispostos a pactuar com medidas que penalizem os trabalhadores e não apoiarão um governo que as queira implementar.
Era previsível esta demarcação, compreende-se, e até é salutar que assim seja. BE e PCP não podem ser confundidos com o PS e querem mostrar as suas diferenças.
No caso de o governo apresentar medidas que  apontem para um regresso à austeridade, ainda que mitigada, BE e PCP não poderão aprovar o OE. Logo, num cenário de eleições antecipadas, essa demarcação ajudará a convencer os eleitores de esquerda que o PS está encostado à direita e não se pode confiar nele.
Embora se compreenda  e aceite esta posição, será avisado que BE e PCP não comecem a pedir o impossível. Num momento em que o mundo está em recessão e a Europa ameaça Portugal com sanções, há que ponderar os riscos de um derrube do governo.  O exemplo de 2011 não se pode repetir, pois isso significará o regresso, em força, de medidas de austeridade impostas por um governo de direita, que aproveitará para se vingar nos trabalhadores, retirando-lhes ( eventualmente de forma ainda mais gravosa e severa) as reposições de salários, pensões e regalias laborais conseguidas com este governo.
Neste contexto, considero desaconselhável fazer finca pé no aumento de salários para a função pública, já em 2017.
Parece-me também pouco sensato reclamar a abolição de portagens na ponte 25 de Abril em Agosto.
Durante a campanha eleitoral oPS comprometeu-se a baixar as portagens no interior. Embora a redução de 15% seja quase marginal, parece-me mais justa porque beneficia o interior. É um pequeno balão de oxigénio para muitas empresas, mas também para famílias, pois há muita gente que é obrigada a utilizar diariamente as auto estradas  para se deslocar para o trabalho. Além disso, a redução das portagens pode potenciar o turismo para o interior, beneficiando assim as economias locais.
Reclamar a isenção de portagens na ponte 25 de Abril, para que os lisboetas possam ir à praia, é popular mas revela, por parte de BE e PCP, um enorme desrespeito pelas populações do  interior.
Claro que o melhor era baixar ( ou até eliminar) as portagens em todo o país, mas isso teria um peso enorme no OE. É tempo de BE e PCP perceberem que a demagogia e o populismo saem, muitas vezes, extremamente caro a quem trabalha. Alguns sacrifícios e cortes terão de ser feitos, para evitar o aumento da dívida e a subida do défice.  Sinceramente, prefiro que o défice abaixo dos 3% seja alcançado e a dívida seja paga à custa do automóvel, do que dos salários e pensões.

Boas e más notícias





A cadeia de supermercados espanhola Mercadona distribuiu  257 milhões de euros pelos  76 mil funcionários.  
Foi um gesto de agradecimento pelo seu desempenho que permitiu à empresa encaixar lucros  na ordem dos 540 milhões.
Esta é uma boa notícia, mas remonta já a 2015.
Outra boa notícia é que a totalidade dos trabalhadores da Mercadona tem contrato de trabalho permanente.
E o que é que isso nos interessa? Perguntarão alguns leitores
Em boa verdade, estas boas notícias apenas interessam, pelo facto de a Mercadona vir para Portugal, onde vai abrir quatro supermercados ( numa fase inicial) e criar algumas centenas de postos de trabalho. O que é uma boa notícia.
A má notícia é que só virá em 2019. Até lá os portugueses terão de continuar a encher os bolsos dos Santos e Belmiros, merceeiros bem menos dispostos a partilhar lucros com os seus funcionários e muito menos com os consumidores.
As "campanhas de descontos" são feitas à custa dos fornecedores, os impostos são pagos na Holanda( Pingo Doce) e até a generosidade dos portugueses é aproveitada para aumentar os lucros. Como acontece, por exemplo, com as campanhas dos Bancos Alimentares.
Espera-se que a entrada da MERCADONA em Portugal contribua, pelo menos, para tornar os nossos merceeiros menos avarentos.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Insiste, insiste, flecte, flecte...



Este energúmeno  que foi pm de Portugal, roubou milhões de portugueses e vendeu o nosso património a troco sabe-se lá de quê, tem a distinta lata de  dizer que o actual governo lhe roubou o poder.
A mãe de Passos Coelho talvez não tenha culpa nenhuma de ter parido um filho desta estirpe, mas apetece perguntar que raio de educação deu a este cretino para ele se comportar da forma tão canalha e se sentir no direito de insultar um país inteiro.

O cúmulo dos cúmulos

É a UE estar a pagar à Turquia para receber refugiados e Erdogan simular um golpe de Estado para tornar a Turquia um estado islâmico dentro da Europa.

Que Deus lhe perdoe!

Quando um padre diz que a vida de um toureiro vale mais do que a de todos os comunistas, somos obrigados a assumir que batemos no fundo e a Igreja  tem, entre os seus, criminosos e bandidos tão perigosos como delinquentes da sociedade civil.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Não estraguem mais, porra!




O mundo já está de pantanas e o espírito olímpico é uma farsa, mas não era preciso os comités olímpicos americano e canadiano virem por mais achas na fogueira, reclamando a expulsão da Rússia dos JO do Rio.
Insinuar que todos os atletas russos estão dopados é uma canalhice que apenas esconde o medo que os .americanos têm de enfrentar a Rússia, mesmo dizimada de alguns dos seus melhores atletas.
Sejamos claros... Ben Johnson, canadiano recordista do mundo, admitiu ter-se dopado, mas o Canadá não foi expulso dos jogos. O mesmo já se passou com atletas americanos e os EUA não foram expulsos. A que propósito pedem a expulsão da Rússia.
Espera aí... às tantas os EUA já estão a pensar no Mundial 2018, que muitos países europeus querem boicotar, mas ninguém se chega à frente e parece cada vez mais difícil mudar o país organizador. Por isso, não utilizem o desporto para prosseguir intuitos meramente políticos.
Compreendo que os EUA estejam interessados em levantar suspeitas e criar conflitos. São useiros e vezeiros em lançar a confusão no mundo.
Custa-me, porém, ver o Canadá alinhar ao lado dos americanos. Um país civilizado, exemplo de multiculturalismo e de tolerância, não pode pactuar com as jogadas sujas dos EUA.

O meu Ramadão




Só no Verão me dou ao luxo de dispensar a comunicação social durante uns dias. Esta experiência de me desligar do mundo é fantástica e  usava-a mesmo quando estava no activo, mas podia dar-me ao luxo de gozar uns dias de férias descansado, sem televisão, jornais ou Net por perto.
Na sexta-feira, ainda impressionado com a tragédia de Nice, decidi iniciar um período de blackout noticioso logo após o almoço, que só terminou esta manhã.
A tarefa foi facilitada pelo facto de a casa para onde me estou a mudar, no Estoril, ainda não ter Internet, nem televisão e, muito menos, pacotes MEO, sobrando-me por isso tempo para namorar, ler e desfrutar da vista sobre a baía de Cascais. Apenas  vim duas ou três vezes ao blogue para ler os comentários dos leitores. Quanto ao telemóvel, optei por desligá-lo, porque queria mesmo reviver essa experiência de estar mais ou menos isolado do mundo, como quando exercia a minha actividade profissional e, durante as férias, me refugiava em locais recônditos deste planeta.
Não soube, por isso, da tentativa de golpe na Turquia. Só hoje de manhã, ao retomar o contacto com a imprensa e a televisão,  soube do sucedido.
Como qualquer ex-fumador que um dia volta a viciar-se, porque pensou que não tinha mal nenhum tirar só uma fumaça, confrontei-me com a minha dependência e fui ler e ver tudo o que podia sobre o assunto. 
Após uma "overdose" noticiosa, dei graças por estes dias de isolamento monástico.
É que estou a imaginar o que teria escrito, ao aperceber-me que toda a Europa e EUA suspiraram de alívio com a derrota dos golpistas e celebraram efusivamente a vitória da democracia.
I beg your pardon?
Eu sei que aquilo que menos precisamos é de um governo militar na Turquia, mas desde quando é que Erdogan é um democrata?
Um tipo que quer reintroduzir a pena de morte, mandou prender 7  mil opositores, despediu um terço dos juízes e  acusa um inimigo pessoal de estar por trás de um golpe, com o pretexto de exigir a sua extradição pelos EUA é um democrata? É a um tipo deste calibre, apoiante do DAESH,  que a Europa entrega a solução do problema dos refugiados e paga milhões de euros por dia para que a Turquia os esconda debaixo do tapete?
Estamos cada vez menos exigentes com a democracia. Não será por isso de espantar, que um destes dias alguém se lembre de reabrir as câmaras de gás e que um ditador psicopata seja eleito para dirigir a Europa. Afinal, não seria a primeira vez...
Pior do que isto, só a minha mente perturbada, que de imediato tilintou e me enviou esta mensagem ao meu único neurónio que estava acordado àquela hora. Dizia ela que este golpe foi orquestrado pelo próprio Erdogan, para reforçar o seu poder.
Nem imaginam o trabalhão que eu tive para a obrigar a calar-se e deixar de debitar ideia tão estapafúrdia!

TARADOS!





Não vi as imagens exibidas pela CMTV na noite dos atentados de Nice, mas li relatos no FB, no dia seguinte, que me deixaram estupefacto.
Tentei encontrar resposta à pergunta "Como é possível que uma estação de televisão  considere informação transmitir exaustivamente imagens de corpos decepados,  cabeças  esmagadas, crianças mortas e pessoas a debaterem-se contra a morte?"
A primeira resposta que me veio à cabeça foi " estes tipos são um grupo de tarados com carteira de jornalista".
Minutos mais tarde, depois de  admitir  que o jornal para que estes tipos trabalham é o mais lido em Portugal e o canal de televisão aumenta diariamente o seu share, fui obrigado a rever a minha resposta. "Os jornalistas do CM e da CM TV são realmente uns tarados mas,  ao exibirem aquelas imagens, estavam apenas a satisfazer o apetite voraz de um vasto grupo de espectadores igualmente tarados que gostam de ver sangue e se comprazem com a desgraça alheia. Se não houvesse quem visse, eles não mostravam". Certo?
Foi então que, num "zapping" pelos canais franceses, vi um jornalista a perguntar a um homem chorando convulsivamente, que acabara de perder a mulher no atentado  de Nice:
"Boa noite senhor, acaba de perder a sua mulher. Qual é a sua reacção, em directo, para a  France 2?" 
Ainda incrédulo perante esta cena, de resposta em resposta, dei por mim a admitir que o atentado de Nice afinal pode não ter sido obra de um muçulmano radical, mas sim de um qualquer tarado que passa os dias diante do televisor a ver a CMTV, a France 2, ou qualquer outro canal que sirva o directo sem critério, argumentando "estar em cima do acontecimento". 
A mim, parece-me é que eles estão a viver em permanência numa clínica psiquiátrica não vigiada, onde o jornalismo serve de terapia e  lhes é permitido fazer tudo em nome da liberdade de imprensa que tanto prezam.
É certo que a France 2 veio pedir desculpa aos franceses, o que deixa uma leve esperança quanto à possibilidade de cura. Já os jornalistas da CMTV insistem que aquilo que fazem é informação. São, definitivamente, um caso perdido.
Em tempo: esta manhã,  após dois dias e meio de blackout noticioso a que me obriguei como terapia, fiquei a saber que  o homem que conduzia o camião bebia álcool, era mulherengo, gostava de menores e de mulheres europeias, tinha mau feitio, não frequentava a mesquita e não cumpria o Ramadão. Logo, nada o qualifica como radical islâmico, mas sim como TARADO.
Uma espécie que se reproduz vertiginosamente e está numa fase de ascensão social e política que existe em todas as partes do mundo e com as quais convivemos diariamente. Nos transportes públicos, no trânsito, nos restaurantes, nos centros comerciais, nas ruas, no prédio em que vivemos, onde pensamos estar a salvo destas criaturas, e até na comunicação social, como se demonstra pelo que foi escrito neste post.
Tenham uma excelente semana.



domingo, 17 de julho de 2016

E que tal nacionalizá-los?

Compreendo a decepção de Rui Jorge por não poder levar ao Rio de Janeiro a melhor selecção. Era um grupo que dava garantias, pois já conquistou várias competições e poderia aspirar a uma medalha.
Convém no entanto lembrar que são os clubes que pagam os jogadores e não podem prescindir deles quando estão envolvidos em competições, porque é aí que obtêm as receitas.
Poderia o FC do Porto dispensar jogadores para a selecção, quando vai disputar a pré- eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, principal fonte de receita dos três grandes?
Outras equipas com selecionáveis, como o Rio Ave, estão também a disputar o acesso às competições europeias e Sporting e Benfica, se prescindissem de alguns dos seus jogadores, estavam a colocar em causa a pré-época, período fundamental de preparação para uma época extremamente dura.
O futebol tornou-se uma indústria que me parece incompatível com o espírito olímpico, pelo que o presidente do Comité Olímpico  português pôs o dedo na ferida ao dizer que a FIFA tem de decidir se vale a pena o futebol estar presente nos JO, ou dar lugar a outras modalidades.
O calendário sobrecarregado das equipas ( principalmente as europeias, onde jogam os melhores jogadores) é incompatível com a participação de jogadores profissionais em JO. Há, por isso, que fazer opções. E a melhor não será, certamente, fingir que no torneio Olímpico as selecções apuradas se apresentam  ao melhor nível. Nem Portugal, nem nenhuma selecção europeia ou sul americana.
É altura de equacionar a presença do futebol nas Olimpíadas e optar entre a alteração dos calendários internacionais em anos de JO, ou um modelo que permita o despontar de valores mais jovens. Os clubes é que não podem ser prejudicados. Se a ideia for impor aos clubes a obrigatoriedade de dispensar os seus jogadores para as selecções, também nas Olimpíadas, o melhor é nacionalizar os jogadores e, eventualmente, os  clubes.

sábado, 16 de julho de 2016

Dia do Postal Ilustrado (12)



Peço desculpa aos leitores que me têm enviado imensos postais para o passatempo que aqui lancei, mas esta semana vou interromper para publicar um postal do Promenade des Anglais, em  Nice , onde ocorreu o bárbaro atentado da noite de 14 de Julho, matando pelo menos 80 pessoas.
É uma forma de me associar à dor que sinto e de recordar que, não fosse ter sido desaconselhado pelos médicos, por estes dias andaria por ali a passar férias.
Embora este postal seja mais antigo, foi praticamente assim que conheci o Promenade des Anglais, no início dos anos 60.
Durante muitos anos, aproveitando a minha estadia na Cote d'Azur para fazer a cobertura do Festival de Cannes e do GP do Mónaco, passeei muitas vezes por ali durante o mês de Maio.
Hoje em dia, apesar de bastante diferente, continua a ser imponente e uma imagem de marca não só de Nice, mas da Côte d'Azur.
Estou cheio de vontade de lá voltar!

Eu seja ceguinho...

...se não desconfiei da notícia sobre a posição de Cavaco no Conselho de Estado. Parecia-me ouvir o duende que sempre me aconselhou ao longo da vida de jornalista a nunca escrever nada sem ter certezas a dizer " não caias nessa, pá!".
E eu replicava:
"O Cavaco deve ter interesse em que isto se saiba, senão já tinha desmentido".
Escrevi o post, mas deixei-o em stand by 24 horas à espera de um esclarecimento, justificação ou desmentido, mas nada. 
Por isso avancei. Quinta feira, ao final do dia, o "Expresso" noticiava que afinal Cavaco nem se tinha pronunciado sobre as sanções.
Não fiquei descansado. Nem furioso. Fiquei apenas triste por não conseguir saber qual dos jornalistas estava a mentir. Uma situação que já se tornou recorrente, tantos são os casos de manipulação jornalística.
Foi para isto que criaram os cursos de comunicação social? No meu tempo não era preciso ter um curso. Aidoneidade era suficiente e quem fizesse uma borrada destas tinha o destino traçado.
Agora, que temos os jornalistas doutores, chegámos ao ponto de não podermos confiar numa palavra do que escrevem.
Adenda: o pedido de levantamento de sigilo feito por Lobo Xavier ao PR, desfez-me a maioria das dúvidas. Só fico sem saber se o jornalista que escreveu a mentira foi enganado pela fonte ou, pelo contrário, enganou deliberadamente os leitores. Era importante saber a resposta mas, infelizmente, nunca saberemos.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Fazer pior e mais barato

Pagar 10 mil euros por mês a um barbeiro talvez seja um bocado escandaloso, mas a verdade é que  manter o Hollande despenteado deve dar uma trabalheira do caraças!
Mais escandaloso é pagar 24 mil por mês de reforma a um tipo que dedica todo o seu tempo à engorda e cujo curriculum profissional se reduz a três alíneas:
especialista em servir cafés;
esmerada técnica de abanar a cabeça a quem lhe dá ordens;
capacidade comprovada para destruir o prestígio das instituições por onde passa.
Como característica pessoal, tem uma visão apuradíssima que lhe permite ver armas de destruição maciça e outros objectos não identificados, de acordo com a vontade do cliente. 

Eu não sei quanto é que a Goldman Sachs lhe vai pagar mas, se é para fazer merda em tudo o que toca, eu faço pior e mais barato!

Politicamente incorrecto



Eu sei que o que vou escrever não é muito popular. Critiquem-me se quiserem, mas não me chamem xenófobo ou racista, porque isso não admito.
Eu só queria fazer uma pergunta:
- Quando é que nós, europeus, vamos perceber que os atentados são perpetrados por pessoas aparentemente bem integradas na sociedade francesa, que detestam o modo de vida europeu? Quantas vezes mais será preciso o DAESH dizer que Paris é a capital do pecado e da devassidão, para percebermos que o combate deles  é contra o nosso modo de vida?
Pronto, está dito...
Só mais uma coisinha:
Eu sei que "Nice foi um caso isolado".  Como foi o Bataclan. Ou o Charlie Hebdo. Mas três casos isolados em França no espaço de 15 meses, mais os casos isolados ocorridos na Turquia que provocaram, no total, várias centenas de mortos já começam a fazer-me lembrar uma multidão de lobos solitários actuando na Europa.

A ver se nos entendemos

Isto era o que este escroque dizia quando Passos Coelho era pm e Marilú se ajoelhava diante dele para lhe massajar o ego.
Agora, para premiar o sucesso, exige umas sanções de incentivo. O Wall Street já escreveu que o gajo é maluco.
E depois não querem que mande este paraplégico de merda para o c@#&£$o!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Falta de juízo (Actualizado)



Quem o diz não sou eu, mas sim o insuspeito Wall Street Journal:
"Os ministros das finanças da UE continuam a punir os países por fazerem aquilo que funciona".
Por razões que desconheço, o link não está a funcionar, por isso deixo aqui o endereço:
https://www.dinheirovivo.pt/economia/sancoes-wsj-diz-que-europa-tem-defice-de-bom-senso/sthash.

À vos places, mesdames et messieurs




E porque hoje os franceses comemoraram a tomada da Bastilha, aqui fica este belo momento de Casablanca. 

Contra os consensos marchar, marchar

Já aqui me manifestei diversas vezes contra os consensos. Embora os considere úteis em matéria de política externa, a nível interno apenas servem para legitimar as críticas dos que dizem que os partidos são todos iguais.
O requerimento do PCP para ouvir Durão a propósito da cimeira das Lajes, que abriu a porta à guerra do Iraque, é um bom exemplo para sustentar a minha posição. É que graças aos consensos  entre o Centrão e o apêndice CDS, os ex-governantes não são obrigados a ir à Assembleia da República prestar contas das besteiras que fizeram.
São estes acordos tácitos que permitem a sebosos como Durão Barroso e badalhocas como Marilú, olhar para os cargos políticos como uma oportunidade de promoção pessoal e não como serviço público.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Esclarecimento aos leitores



Depois dos atentados ao Charlie Hebdo  não fui " Je suis Charlie";
Nunca fui Bataclan;
Nunca usei a bandeira francesa no meu perfil do FB;
Nunca deixei de criticar a xenofobia e o chauvinismo dos franceses mas...
não é pelo facto de uns idiotas terem escrito coisas desagradáveis e insultuosas sobre a nossa selecção que deixarei de ser francófono.
AVISO: Não venham para aqui comparar o mau perder dos franceses com os ataques políticos que os alemães têm feito a Portugal.
Se algum dia um político francês fizer afirmações idênticas às deste estupor aqui estarei para o criticar.
Como fiz há tempos com Moscovici.

Curriculum de um biltre à procura da Europa


O homem que tem, entre os seus amigos, alguns dos mais destacados criminosos e corruptos portugueses;
O homem que enriqueceu graças à influência dos seus amigos criminosos e ladrões;
O homem que recebia donativos da  família Espírito Santo;
O homem que "comprou" o director de um jornal  para vender uma história falsa sobre  escutas, com o intuito de fazer chegar ao poder a sua dilecta amiga, então presidente do PSD;
O homem que nunca tem dúvidas e raramente se engana ( o que prova que as escolhas que fez nas três alíneas anteriores foram deliberadas e não acidentais);
O homem que assistiu impávido aos insultos dirigidos a Portugal pelo PR da República checa;
O homem que derrubou um governo com incentivos à revolta do povo nas ruas contra a  austeridade;
O homem que, depois de ver o seu partido vencer as eleições, criticou esse mesmo povo por protestar contra a austeridade; 
O homem que declarou sentir-se confortável a viver  em ditadura;
O homem que recusou uma pensão a Salgueiro Maia, mas a atribuiu a dois ex agentes da PIDE;
O homem que recusou estar presente no funeral do nosso único prémio Nobel da Literatura e proibiu que um livro de Saramago concorresse a um prémio europeu;
O homem que recusou felicitar Carlos do Carmo quando recebeu o Grammy;
O homem que ordenou a um dos seus governos que votasse a favor do apartheid na África do Sul;
O homem que apadrinhou a entrada de um ditador para a CPLP;
O homem que, em plena crise, viajava acompanhado de séquitos ao estilo da corte de D. João V; 
O homem que  fomentou a divisão entre os portugueses e viveu uma década num palácio, à custa dos contribuintes e os insultou ao faltar às comemorações da implantação da República, no último ano do seu mandato...
Tem a falta de vergonha, de pudor e de honestidade suficientes para ir a um Conselho de Estado apoiar as sanções contra Portugal.
Pena que a comunicação social não esclareça se Passos Coelho apoiou Cavaco mas, embora a comunicação social não o diga, ficamos hoje a perceber que, dentro em breve, Cavaco será convidado para um lugar de destaque numa qualquer instituição europeia de mafiosos.



terça-feira, 12 de julho de 2016

O bom, o mau e a sanção



Quando dois emblemáticos comentadores de direita criticam os seus próprios partidos, com argumentos inatacáveis, por serem a favor das sanções a Portugal,  percebe-se melhor o baixo nível de gente  como Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque ou Assunção Cristas. Vale a pena seguir o link e ver o vídeo, acreditem!

Sushi? Alli(há)gato





Há uns anos a ASAE, num  momento infeliz, decidiu fazer uma investida contra os restaurantes chineses. Logo na altura alertei para o facto de haver muitos restaurantes portugueses que trabalhavam em condições de higiene mais deploráveis  do que muitos chineses e uma reportagem da RTP, dias depois, viria confirmar as minhas palavras.
A verdade é que na sequência desta bem intencionada, mas mal pensada, acção da ASAE, muitos restaurantes chineses foram obrigados a encerrar, porque os portugueses começaram a evitar a comida chinesa.
Anos mais tarde, alguém se lembrou que a comida japonesa é que era boa. Primeiro timidamente, depois em força e desordenadamente, começaram a abrir restaurantes japoneses por toda a parte. Alguns ocuparam mesmo o lugar de restaurantes chineses. Com a particularidade de os proprietários de alguns destes restaurantes japoneses, que viraram moda gastronómica na Tugalândia, serem os mesmos chineses que viram os seus restaurantes encerrados pela ASAE.
Nem imaginam o que me ri há dias com um amigo chinês, proprietário de um desses restaurantes...

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Foi bonita a festa, pá!

Aviso prévio:
Como não me dá muito jeito escrever posts enquanto conduzo, ou estou diante de um televisor a ver os lisboetas na rua a festejar a selecção, só agora venho aqui dizer o que penso e sinto.
Se não tiverem paciência para ler o post, recomendo-vos que vejam o vídeo que está no final do texto.

Como qualquer português, vibrei ontem à noite com a vitória da selecção portuguesa. Pelo que ela representa para a auto estima dos portugueses, por ter sido conquistada frente ao país organizador,  por ter sido uma reposta exemplar a quem apelidou a nossa selecção de  nojenta, por termos sido campeões a jogar mal, quando já perdemos títulos a jogar bem
 Seria no entanto hipócrita se dissesse que sempre acreditei que seríamos campeões europeus. Na verdade, nunca acreditei. Foi só durante a final que comecei a pensar nessa possibilidade. Primeiro, com a lesão de Ronaldo, pensei que um azar nunca vem só, mas  acreditei que sem ele a equipa poderia responder melhor aos ataques sucessivos dos "coq au vin"
Também não acompanhei as críticas dos que diziam que Payet  lesionou propositadamente o nosso capitão.
Compreendo que a "vox populi" pense assim, mas ver jornalistas desportivos dizerem-no e escrevê-lo na comunicação social, enoja-me e  demonstra bem o calibre de alguma desta gente com carteira de jornalista desportivo.
Nenhum jogador, por mais canalha que seja, lesiona um colega de profissão deliberadamente.
Depois, quando Griezmann falhou um golo que em condições normais não falharia, comecei a pensar que talvez fosse possível. Mas foi aos 89 minutos, quando aquela bola bateu na trave da baliza de Rui Patrício, que disse: vamos ser campeões com um golo de Éder. As pessoas à minha volta riram-se, mas lembraram-se das minhas palavras quando Éder bateu Lloris.
Depois do jogo festejei e confirmei o que sempre disse sobre Fernando Santos. Ele foi a alma da nossa selecção. É um grande treinador, um grande líder que uniu uma selecção de forma que não se via desde Londres 66, o grande obreiro deste título. Já tivemos equipas melhores do que esta, mas nunca tivemos um treinador que conjugasse a dimensão humana e a competência profissional de Fernando Santos.
Confesso que me surpreendi com o discurso de agradecimento do nosso treinador. Seja-se crente ou ateu, há que reconhecer que Fernando Santos  teve coragem ao assumir que as suas primeiras palavras foram de agradecimento para "Quem" o colocou à frente da selecção. Só grandes homens assumem a sua Fé nestes momentos. Chapeau!
Devo ainda dizer que, em minha opinião, o herói de ontem, no Stade de France não foi Éder, mas sim Rui Patrício.  De nada teria valido o belíssimo golo do jovem mal amado nascido na Guiné, se o guardião português não tivesse feito um punhado de defesas impossíveis ao longo do jogo.
Como portista, sou insuspeito se disser que a grande figura da selecção ao longo de todo o Euro 2016 não foi Cristiano Ronaldo, mas sim o guardião sportinguista. Esteve exemplar em todos os jogos e foi o jogador português mais regular em toda a competição, acompanhado de perto por Pepe e Guerreiro.
Bem, mas nada disto interessa, porque são apenas opiniões de um adepto leigo.  O momento mais importante de todo o Euro foi protagonizado pelo miúdo que vemos neste video. São momentos como este que me fazem acreditar que poderemos vir a ser um povo melhor.
Hoje já me emocionei mais de uma dezena de vezes ao ver este vídeo. Por isso o vou guardar aqui para mais tarde recordar. Quem ainda não viu, por favor não perca!