quinta-feira, 9 de junho de 2016

O regresso adiado



Na primeira volta das presidenciais no Perú , realizadas em Abril, Keiko Fujimori, filha do ditador que liderou o país na última década do século XX, venceu com quase 40% dos votos.
Keiko passou à segunda volta juntamente com Kuczyncski, ministro de centro direita que obteve, então, menos de 25%.
A segunda volta realizou-se no domingo e uma sondagem à boca das urnas anunciava um empate técnico. Foi necessário recorrer ao photofinish para encontrar o vencedor.
Ainda não foi desta que os Fujimori regressaram ao poder, mas mais um país  sul americano virou à direita, com a vitória de Kucszyncski por menos de 1 ponto percentual. A luta foi taco a taco e, como é habitual nestas situações, a candidata da direita arruaceira reclamou vitória.
Registe-se, para memória futura, que no Peru, como em Portugal e muitos outros países do mundo ocidental os eleitores mais pobres votaram na candidata de direita, filha do ditador que andou fugido à justiça, mas acabou por ser extraditado para o Perú,onde está a cumprir uma pena de 25 anos de prisão pela prática de crimes de sangue e corrupção,
Mesmo sabendo isso e  que Alberto Fujimori mentiu sobre o local do seu nascimento para se poder candidatar à presidência do Perú, os eleitores mais pobres preferiam ver a filha do ditador assassino a ocupar o palácio presidencial em Lima. Isto dá que pensar...


8 comentários:

  1. Muito estranho, Carlos!! Ignorância pura e dura! Por cá acontece o mesmo. :(

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  2. Lá, como cá, quanto mais pobre mais religioso, que é como quem diz, católico, não é? Porquê a admiração?

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  3. Não comparo

    Mas não consta que em tempos salazarentos
    o regime tenha perdido uma única eleição

    Mudam-se os tempos
    adequam-se as técnicas

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  4. Chamarignorantes onde estiveram à espera que os votos que desempatassem chegassem de burro ou de carroça é não conhecer mesmo as fáceis acessibilidades do Chile. Eu não considero uma perda. Pois preferiram votar no centro para evitar que a filha dum ditador, canalha, chegasse ao poder. Infelizmente a América latina e não só, ainda hoje, sofre as consequências da sua colonização.

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    1. Tem toda a razão Carlos. Mas o Chile nunca me sai da memória ( e ainda por cima tem a Isabel Allende, que eu associo ao Chile e que até nasceu no Perú)). É apenas vizinho do vizinho que eu disse que era seu vizinho de adopção. Podia ter sido por ignorância, mas não foi. O problema é que quando meto uma coisa na cabeça e começo a rebaptizar tudo não há nada a fazer. Olhe que eu até sei quem são os dois países da América Latina que não têm contacto com o mar. Mas os considerandos que fiz continuo as fazê-los.

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  5. os populistas conseguem bons resultados eleitorais em toda a parte, Carlos.

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