quarta-feira, 22 de junho de 2016

Estamos sempre a aprender

A notícia mais falada do dia, a seguir à passagem de Portugal aos oitavos, foi o microfone do CM arremessado à água pelo CR7.
A atitude de Cristiano poderá não ter sido elegante mas, perante a perseguição que aquele pasquim tem feito a Ronaldo e família, parece-me perfeitamente admissível  a reacção que teve.
Dizer que ele deveria ter refreado os seus intentos, porque é capitão da selecção e está a representar Portugal e blá, blá, blá, é muito bonito em teoria. Gostava de ver a reacção de muitos que o criticam. Mas adiante...
 Quando um jornalista sai a terreiro para criticar a atitude de Ronaldo e escreve que se pode discutir se  o CM faz mau jornalismo, mas  que criticar  o jornal é um atentado à liberdade de imprensa, apetece-me perguntar qual foi a escola de jornalismo onde bebeu tais ensinamentos.
Um jornalista deve saber que não há bom e mau jornalismo. Há jornalismo e ponto final. Os seus intérpretes ( jornalistas) e os seus veículos ( jornais) é que podem ser bons ou maus, honestos ou desonestos, competentes ou oportunistas, profissionais ou meras correias de transmissão de interesses (por vezes) inconfessáveis. Agora, jornalismo, só há um.  É feito por  jornalistas,  testemunhas de uma história  transmitida fielmente aos leitores.
Não se confunda jornalismo com manipulação para vender jornais ou satisfazer determinados interesses ou grupos. Isso não é bom nem mau jornalismo. É vigarice!
Combater a manipulação noticiosa, a mentira ou a  vendetta, não é um ataque à  liberdade de expressão. É garantir o jornalismo de qualidade.
Em tempo: Cristiano Ronaldo atirou para o charco o microfone de uma entidade que se distingue por atirar pessoas para o charco. Toda uma lição de semiótica ( lida por aí)




6 comentários:

  1. Concordo com todas as palavras desta crńica, Carlos.

    A atitude de Cristiano foi demasiado inofensiva perante a perseguição que aquele pasquim tem feito a Ronaldo e família.

    Se eu fosse o CR7 não atirava para o charco o microfone, mas sim o jornalista, depois de lhe ter dado uns bons murros.

    "Cristiano Ronaldo atirou para o charco o microfone de uma entidade que se distingue por atirar pessoas para o charco. Toda uma lição de semiótica." Realmente, uma óptima lição de semiótica.

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  2. Foi o melhor golo de Cristiano Ronaldo. Furam a segurança, querem "caixas", pasquim ordinário e nojento. Que pena a água não ter provocado um curto-circuito em todo o material desta canalha. Oxalá que o microfone não tenha envenenado os peixes.

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    1. Pois é...
      ...nem pensei nos peixes, que não tem culpa nenhuma no assunto...

      :)

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  3. Também estou de acordo com todas as suas e vossas palavras e só acrescento que ele nunca respondia ás perguntas feitas pelos jornalistas desse jornal, portanto eles já sabiam que não valia a pena tentarem....
    xx

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  4. Discordo. Há muita forma de boicotar um jornalista, mesmo que seja mau e haja uma pendência contra o jornal a que pertence, sem tomar tal atitude. Outro qualquer talvez fizesse o mesmo. E eu condenava o gesto da mesma maneira. O que já me está parecendo mal é que toda a gente faça disso notícia. Passou.

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