sexta-feira, 10 de junho de 2016

Até o 10 de Junho está diferente!



Felizmente, Portugal mudou bastante desde que a geringonça começou a governar o país e Belém passou a ser habitado por um homem - e não por um oportunista à cata de bons negócios que no 10 de Junho celebrava o Dia da Raça


Cavaco condecorou todos os amigalhaços sem cuidar se eram corruptos, porque o único critério era a amizade pessoal e a afinidade político-partidária. ( Uma ou outra excepção apenas confirma a regra).
Marcelo Rebelo de Sousa - pelo menos neste primeiro 10 de Junho do seu mandato- optou por condecorar gente que se notabilizou por actos de solidariedade, ou por ter contribuído para dignificação dos emigrantes portugueses. Entre os condecorados, encontra-se um  fotógrafo haitiano que fez mais pela defesa da dignidade dos emigrantes portugueses em França, do que Cavaco e a maioria dos seus condecorados.
Gérald Bloncourt é uma figura incontornável na história da emigração portuguesa  dos anos 60 e 70. Foi ele que fixou as imagens que perpetuarão  a saga da emigração e as condições miseráveis em que viviam os portugueses nos bidonvilles.
Outros condecorados são emigrantes portugueses que passaram de ilustres desconhecidos a capa de jornais, na sequência de actos solidários na fatídica noite de 13 de Novembro de 2015, mas também empresários e outras personalidades desconhecidas da maioria dos portugueses, que se destacaram pelo papel desempenhado junto da comunidade portuguesa.

15 comentários:

  1. Que injustiça!!!

    Eu, emigrante de primeira água, não fui condecorada.

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    1. Prescindo, camarada Rogério, como também prescendia se fosse uma emigrante que partiu para lutar por uma vida melhor, que às vezes era ainda muito pior.

      Nada está diferente. Sempre a mesma fantuchada.

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  2. Outros ventos, outras vontades...

    Ótimo fim de semana, Carlos.

    Beijinho,
    ~~~~

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  3. Tudo diferente, para melhor.
    Bom fim de semana.

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  4. Bem diferente.
    Abraço e bom fim de semana

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  5. Fico satisfeita pelas merecidas condecorações mas....não consigo deixar de temer que esta animação e boa disposição pode desaparecer a qualquer momento :)))
    Vivamos o momento!
    xx

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  6. Uma mudança de 180 graus, de facto!! O anterior «pgresidente» era, foi sempre uma nódoa!!

    De qualquer forma, nada disto me dá, pelo menos para já, para ter confiança neste presidente-comentador...

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  7. Tem sido triste a nossa história e apesar de algumas mudanças todas as nortadas se viram contra nós.
    A mim estas condecorações também me envergonharam. Tinha de ser a porteira que abriu a porta porque era essa a sua função...
    Estas imagens de Gérald Bloncourt ficam para a história, mas a outros bem antes desta época ninguém lhes bateu uma chapa. Alguns nem chegaram à Argentina ou à Venezuela, ou por lá desapareceram para sempre. Para França era o caminho mais perto e dos mais desvalidos e mesmo assim havia os que enriqueciam com isso. Tive uma tia-avó que com o marido e num grupo foram até França a pé. De dia escondiam-se e de noite caminhavam e alimentavam-se da fruta ou de outros produtos que conseguiam surripiar durante o caminhada, pois não levavam nada de seu (o pior eram os cães que davam o alerta).

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    1. Estou consigo, Anfitrite, estas condecorações são uma verdadeira farsa. Que nojo!

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  8. Os tempos mais difíceis para os emigrantes já datam algumas décadas. A nossa atenção poderia ser agora encaminhada para os casos de grande sucesso de imigrantes portugueses. Não esqueceríamos o passado tenebroso, mas ficaríamos com o conhecimento dos grandes “feitos” que foram possíveis num passado não tão longínquo. É certo que o Canadá é – e sempre foi – um país mais acolhedor...

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    1. Estou convencida que ainda hoje a Alemanha é um país mais acolhedor para os imigrantes do que a França.

      Além do pessoal do consulado, só conheço o Fernando que vem da Serra da Estrela, trabalha num gelateria aqui do bairro e vive na mesma rua do que eu, rua essa, que nada tem a ver com os bidonvilles franceses, pelo contrário, as rendas são mais altas do que na Foz do Douro.

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  9. Entretanto, penso que fui injusta ao criticar as palavras e as condecorações do Presidente da República. Os elementos das elites portuguesas que estavam no Terreiro do Paço foram a causa da minha irritação.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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