quarta-feira, 8 de junho de 2016

A Selva das marionetas

Um país onde a presidente é destituída através de uma golpada, orquestrada por um grupo de revoltosos pouco fiável, já levanta algumas suspeitas, mas se o cenário montado para a destituir se assemelha mais a um circo do que a um Senado, então as dúvidas quanto à bondade dos  revoltosos desvanecem-se.
Quando se fica a saber que o homem que a substituiu e acusou de corrupção está impedido de ser eleito para qualquer cargo público por um período de oito anos e  que pelo menos um ministro foi apanhado em escutas onde confessa que o impeachment da presidente se destinava a impedir a investigação no processo Lava Jato, começa a perceber-se que os revoltosos são um grupo de bandidos.
A confirmação só surge, porém, quando a PGR pede a prisão de um ex-presidente, do presidente do Congresso que liderou a golpada e do presidente do Senado, todos acusados de quererem obstruir as investigações e parar o processo.
Nessa altura, muitos já estarão a pensar que o Brasil é uma selva. Estão enganados. Na selva costuma dominar o mais forte. No Brasil foi assim durante muito tempo, mas com Dilma as coisas mudaram e parece que a justiça tem uma palavra a dizer. Ora isso é o que mais incomoda um grupo de bandidos, ansiosos por um regresso ao passado. Principalmente, quando são os manipuladores de grupos de marionetas de amarelo vestidas, que gritam de forma acéfala aquilo que os bandidos mandam.
Que bom seria se pudéssemos dizer que em Portugal a justiça funciona e prende os poderosos! Infelizmente, nesse jogo de comparações, a única coisa que nos aproxima do Brasil é o traje amarelo das marionetas. Já os manipuladores, por cá, vestem de preto.

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