quinta-feira, 30 de junho de 2016

Deixa-me ver se percebi...

Pode criticar-se Angola à vontade, porque é uma ditadura, tem um governo corrupto que não respeita a liberdade e viola constantemente os direitos humanos.
Já o Brasil, um país que tem um governo fantoche e golpista, cheio de ministros corruptos, um dos quais  já admitiu que Dilma foi afastada  para  impedir que a Justiça investigue o Lava Jato,  não se pode criticar, porquê? Porque é um país irmão, ou porque o governo corrupto que está no poder é irmão do que esteve no poder em Portugal durante 4 anos e meio?
Às tantas, nem uma coisa, nem outra. Não se pode criticar o governo do Brasil, porque há gente importante em Portugal metida em negócios muito escuros com o irmão.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Vamos contar mentiras

Há cerca de dois meses, a comunicação espalhou a notícia de que o TIPP ( Tratado Transatlântico  para o Comércio e Investimento) estava a ser negociado às escondidas.
Durante uns dias foi uma indignação  geral mas, de repente, ninguém mais falou nisso.
Uma vez que as negociações começam em Julho, pareceu-me oportuno  voltar ao assunto, começando por esclarecer que é mentira que o TIPP ande a ser negociado às escondidas.
O grande problema é ser demasiado transparente...
Em 2014 participei numa sessão de esclarecimento do ministério da economia sobre o TIPP. Fiz as perguntas que quis, mas não recebi as  respostas desejadas. Apenas fiquei com mais  dúvidas, que tentei esclarecer com recurso a outras fontes. Obtive alguma informação complementar e escrevi um artigo sobre o assunto que ofereci a dois jornais. Nenhum deles manifestou interesse na sua publicação. Alegaram ser um assunto que não estava na ordem do dia.
Compreende-se. Sempre é mais fácil, mais barato  e vistoso, pegar num artigo de um jornal com prestígio e, a partir dele, fazer  um artigo "corta e cose", como se tivesse sido elaborado depois de aprofundada investigação.
A nossa comunicação social foi "apanhada com as calças na mão" em matéria de TIPP, porque anda distraída com as intrigazinhas internas e não deu ouvidos aos que alertaram em diversos fóruns para os perigos que se escondiam por detrás do TIPP. Vai daí, para se desculpabilizarem da sua preguiça, optaram por dizer que  o acordo estava a ser negociado nas costas das pessoas. É verdade, mas a denúncia é muito tardia.
Por outro lado, o grande problema do TIPP não é falta de transparência...é ser claro demais e não deixar dúvidas sobre a sua falta de democraticidade, o atropelo à justiça, o retrocesso civilizacional e os efeitos desastrosos para trabalhadores, consumidores e produtores.
Modelos  de produção e investigação que se mantêm diferenciados dos dois lados do Atlântico;  desinvestimento na informação ao consumidor, nomeadamente pela simplificação da rotulagem, que permite, por exemplo, ocultar dos consumidores a  inclusão de produtos transgénicos na produção ( nomeadamente alimentar);  alteração da etiquetagem, eliminando a denominação de origem ou recurso a testes com animais em laboratório, são algumas das questões preocupantes para os consumidores e produtores europeus.  
Preocupante é a intenção de fazer  tábua rasa dos acordos ambientais, ignorando não só os acordos de Paris ( eu tinha avisado na altura...) mas permitindo o regresso a métodos de fabrico e utilização de produtos altamente poluentes. 
A desregulação da actividade bancária e  a flexibilização laboral, são outros temas em cima da mesa, mas nenhum  deve causar grandes problemas a um grupo de bandidos que, sem mandato para isso, estão a negociar com os EUA um acordo selvático que empobrecerá a Europa e representa um retrocesso civilizacional de várias décadas.
Os pontos de maior fricção  durante as negociações deverão centrar-se  na salvaguarda de produtos europeus  protegidos, de modo a garantir a origem do produto  e a proibição de utilizar a mesma denominação quando produzida noutros locais ( Ex: vinho do Porto, Champagne, queijo Roquefort, etc só poderão ser comercializados com esse nome, desde que produzidos nas regiões demarcadas).
 A lista inicial tem vindo a encolher, estando agora reduzida a 150 produtos, dos quais 20 são de produção portuguesa ( Vinhos do Porto e da Madeira; Ameixas de Elvas, Pera Rocha  e Ananás dos Açores; Azeites de Moura, Alentejo Interior, Beira Baixa, Trás os Montes e Ribatejo; Queijos de Niza, S. Jorge, Serra da Estrela, Serpa e Castelo Branco. Finalmente, em matéria de enchidos, Chouriça de Carne, Salpicão e Linguiça de Vinhais, Chouriço de Portalegre e Presunto de Barrancos).
Há ainda questões relacionadas com produtos farmacêuticos,  medicamentos, uso de animais em testes laboratoriais  cujas divergências não domino, mas que prometem fazer subir a temperatura nas salas de reuniões dos diversos grupos de trabalho.
Todas estas questões são conhecidas desde há muito e têm sido alvo de debate aprofundado na comunicação social americana e em alguns países europeus. Foi mesmo debatido no âmbito do Parlamento Europeu, com fortes críticas dos deputados que, numa fase inicial, tiveram dificuldade de aceder a toda a informação. Por cá, os jornais acordaram há dois meses e voltaram a adormecer. Um dia destes acordam estremunhados e vai ser um fartote de primeiras páginas e debates televisivos.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Encalhado numa tarte de maçã





-Então hoje não leva maçãs reineta?
- Não.
-Porquê?
- Porque as últimas vezes que levei maçãs daqui estavam todas bichadas por dentro.
- Coitados dos bichinhos, também têm direito a comer maçãs.
- Pois têm mas o PAN que pague as maçãs deles, porque eu não tenho dinheiro para alimentar os meus vícios, quanto mais os dos animais.
- E continua a gostar de tarte de maçã?
- Sim. Como sabe?
- Servi-o  muitas vezes, durante vários anos, num restaurante ao pé da AR. Sempre que o senhor  chegava eu já sabia o que queria: hambúrguer com batata assada e, de sobremesa, tarte de maçã. Era sempre eu que o servia e nunca mais me esqueci da sua cara!
- E lembra-se quando foi isso?
- Claro que lembro. Trabalhei naquele restaurante entre 89 e 94!
- Muito bem. Boa memória!
- O senhor não se lembra de mim, pois não?
- Não. Peço desculpa, mas nunca fui muito bom a fixar nomes e caras. É um problema, porque às vezes faço figura de malcriado…
- Não tem mal. Eu compreendo…
( Momentos depois, já na rua)
- Então ias àquele restaurante e não te lembras da rapariga? Ao menos podias ter dito “ai, agora que fala estou a reconhecê-la…”- Mas como é que eu podia dizer isso se nem sequer vivia em Portugal naqueles anos?
- Então porque é que não desfizeste o engano?
- Viste o sorriso de felicidade dela por me ter reconhecido?
- Vi…
- Achas que tinha o direito de lhe dizer “ olhe, deve estar enganada, não era eu, deve estar a confundir-me com outra pessoa…”

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Aviso aos leitores

Estou de férias desde quinta-feira e é muito provável que durante a minha ausência surjam  problemas no blog.
Para já, além de o sinal de rede ser fraco, deixei de ter acesso ao arquivo das mensagens, o que me causa um grande problema.
Como tenho o vício de fazer do blogger auxiliar de memória, agendo posts apenas com o título e depois , quando tenho tempo, escrevo-os.
Será portanto provável, que vos apareçam posts só com o título, se continuar sem acesso ao arquivo de mensagens.
Se isso acontecer estejam descansados. Ainda não enlouqueci. Foi o blogger que amuou por qualquer razão ainda desconhecida.

A Fúria do açúcar ( com papas e bolos...)

É tempo de colocar as multinacionais no seu devido lugar e obrigá-las a respeitar os interesses da sociedade.
Vem este aviso a propósito de uma notícia, já com alguns meses, que divulgava a intenção da Coca Cola processar o governo britânico, pelo facto de Cameron  pretender criar um imposto sobre as bebidas refrigerantes açucaradas.
Já há décadas que a Organização Mundial de Saúde (OMS) adverte para a necessidade de moderar o consumo de açúcar, sendo os refrigerantes açucarados um dos alvos de campanhas da organização em favor de uma dieta sã.
O imposto que o ministro da saúde britânico, George Osborne, pretende lançar  sobre as bebidas açucaradas dentro de dois anos visa, acima de tudo, proteger a saúde dos cidadãos, pelo que a reacção da Coca Cola é absolutamente destemperada.
É dever de um governo proteger a saúde dos consumidores, avisá-los para os perigos de determinados produtos ( açúcar, sal, tabaco,  fastfood,etc) e tomar as medidas que considere convenientes para  reduzir o seu consumo e não sobrecarregar os custos do sistema de saúde. Às empresas compete respeitar as leis.
Convém, no entanto, lembrar que o consumo de produtos como o tabaco, o açúcar ou mesmo as bebidas alcoólicas foi incentivado durante décadas, através da publicidade, tendo sido os governos europeus  sempre avessos à regulamentação de publicidade a produtos considerados "lixo alimentar". contrário, a preocupação da UE foi regulamentar a curvatura do pepino, o tamanho dos tomates e outras bizarrias idiotas.
Muitos anos depois, começam a fazer contas e a perceber que os custos para o Estado, em saúde, são muito superiores as receitas provenientes da venda desses produtos.  Daí que se socorram de taxas e impostos para equilibrar as contas, já que medidas restritivas do consumo, como as adoptadas para o tabaco, não são exequíveis.
Era chegada a altura, porém, de restringir a comercialização de produtos com elevado teor de açúcar e sal em determinados locais públicos. Como, em boa hora, fez o actual governo ao obrigar à retirada desses produtos em organismos dependentes do ministério da saúde. Ou como anteriores governos fizeram em relação à venda de determinados produtos nas escolas, que motivou forte reacção dos professores. Argumentavam eles que a venda desses produtos nas cantinas escolares era uma fonte de receita para as escolas, dando assim razão ao adágio popular " Com papas e bolos, se enganam os tolos".



domingo, 26 de junho de 2016

Um ano depois, a história repete-se

Na próxima madrugada disputa-se a final da Copa América (edição do Centenário).
Tal como ano passado a final é entre Chile e Argentina. Mas há uma grande diferença. Ano passado estava em Moscovo, quando me levantei para tomar o pequeno almoço o jogo estava no prolongamento e  ainda assisti a essa fase penosa do jogo, decidido a favor dos chilenos na marcação das grandes penalidades,
Este ano estou em Portugal, o jogo será um pouco mais cedo e talvez consiga assistir. Se me der o sono, tenho sempre hipótese de ver no dia seguinte.
Espero é que não seja um jogo tão chato como dizem terá sido o de 2015 e que desta vez ganhe a Argentina. Finalista em quatro das cinco últimas edições da Copa América, a Argentina não venceu nenhuma. Pode ser que este ano quebre o enguiço e conquiste o 15º troféu, igualando o Uruguai, país com mais triunfos alcançados nesta competição.

sábado, 25 de junho de 2016

Dia do Postal Ilustrado (9)




Esta semana  começa a internacionalização ( fora da Europa, entenda-se...) deste Dia do Postal Ilustrado, que se prolongará por mais duas semanas, graças à colaboração de leitores de vários continentes. É esta partilha além fronteiras e abrangendo todos os continentes, que me fascina na blogosfera. Não há FB, nem rede social alguma,  que consiga igualar este fascínio da blogosfera que muitos dizem estar morta, mas está bem viva, como a participação neste passatempo demonstra.
Esta semana os postais vêm do Brasil, enviados pela Chica.(https://www.blogger.com/profile/18024789355281721651) Ela vive em Porto Alegre (cidade onde aportei pela primeira vez na minha infância e  conheci meus tios e uma prima maravilhosa de quem tenho imensas saudades - Olá Branca! Um dia destes vou aí ver-te!) mas os postais que enviou para este passatempo são da magnífica Bahia.  Saravá!
Deliciem-se com estas imagens do Brasil e façam as malas, porque na próxima semana vamos viajar muito para Norte.
Entretanto, já sabem que podem enviar os vossos postais para

diabilhetepostal@yahoo.com

Por estes dias estou de férias o sinal de rede não é famoso mas, logo que regresse, acusarei a recepção. Está a ficar uma colecção muito variada, não vos parece? E nem vocês imaginam o que ainda está para vir por aí! 
Tenham excelente fim de semana e vão passando por cá, porque se a tecnologia não pregar partidas, há  posts agendados e... fresquinhos, com temas quentes 




O que mais me irrita....

sexta-feira, 24 de junho de 2016

É só para lembrar...

... que amanhã, às 20 horas, Portugal joga contra  a Croácia.
Em virtude da tendência que temos demonstrado para o empate, o mais provável é que haja prolongamento e até grandes penalidades.
Será mais avisado só combinarem  jantares para depois das 11, a fim de evitar congestões.
Anda lá Ronaldo! Logo pela manhã manda outro microfone à água. Parece que dá sorte...

Cobardia?

Se a Inglaterra está hoje de saída da UE, o principal responsável chama-se David Cameron. Foi ele que, ao ver fugir-lhe a possibilidade de uma vitória nas eleições de 2015 cedeu à pressões do UKIP e prometeu fazer um  referendo sobre a permanência na UE.
À custa desse compromisso venceu as eleições e cumpriu a promessa ( coisa rara e de louvar). A vitória do Brexit confirma que Cameron apenas conseguiu adiar a derrota. Tiradas as ilacções, Cameron demitiu-se dizendo que deve ser outro a liderar as negociações com a UE para a saída.
Já ouvi dizer que a decisão é um acto de cobardia. Discordo. É apenas a consequência natural de uma derrota num referendo em que ele tinha posto a cabeça no cepo. E ele sabe que, pior ainda do que o Brexit, esta derrota significa a desagregação da Grã Bretanha. Ser-lhe ia impossível continuar em Downing Street com um ambiente tão desfavorável.

Suspiro de alívio?

A vitória do Bremain era tão desejada em toda a Europa, que ontem à noite, depois de encerradas as urnas, todas as notícias apontavam para uma vitória  do sim à permanência. Inclusivamente, segundo alguma imprensa, os defensores do Brexit já teriam reconhecido a derrota e os mercados respiravam confiança.
Esse era o resultado que eu também esperava desde este dia .
Deitei-me com a certeza de que hoje iria escrever um post onde diria que depois de um grande susto, a Europa voltaria estupidamente a respirar de alívio, convencida uma vez mais que a crise tinha sido ultrapassada. Até ao próximo sobressalto.
Foi com grande surpresa e já a fazer as malas para uns dias de férias, que soube da vitória do Brexit.
A partir de hoje é  oficial: a Europa acabou. A não ser que, neste tempo extra em que os ânimos vão andar alvoroçados e mais alguns países vão  suscitar um referendo ( isso aconteceria na mesma, no caso de ter ganho o Bremain) os líderes europeus parem finalmente para pensar.  O funcionamento das suas instituições e a sua política, mas também a recuperação da identidade que lhe granjeou simpatias por todo o mundo: a solidariedade do Estado Social.
O caminho para uma Europa com estados de primeira e de segunda não pode continuar a ser prosseguido e gente como Schaueble ou o holandês de nome impronunciável, tem de ser definitivamente afastada das questões europeias.
Hoje deveria ser o primeiro dia de reflexão sobre a necessidade de resgatar a Europa e libertá-la da tirania dos mercados e do pensamento neoliberal.
Hoje podia ter sido um grande dia para a Europa. Infelizmente, penso que será o primeiro dos dias do fim.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

As saudades que eu já tenho...

... de ir ao S. João do Porto!

A morte (física) de um ET


Muito poucos me fizeram rir como ele;
Raros conseguiram pregar-me à televisão, diariamente, com hora marcada;
Quase ninguém está tão presente como ele na minha memória, quando se fala de séries de  humor em televisão;
Milhões riram e aplaudiram este homem, quando aparecia em cena;
No entanto a sua morte, na semana passada, passou praticamente despercebida nas redes sociais.
O homem da foto  era um actor húngaro, chamava-se Mihaly Michu e dava corpo a essa figura extraordinária que era  ALF, um adorável e desconcertante extra terrestre cujo regresso foi anunciado em 2011, como Algoritmo, para satisfazer os caprichos de alguns. 


Europa: Eutanásia, ou cuidados paliativos?

Continuo a manter a convicção de que os ingleses vão votar, hoje, pela permanência na UE. Não só por isto, mas também por uma razão que pesa decisivamente sobre todas as pessoas, em qualquer país democrático, no momento de colocar a cruzinha no boletim de voto: o medo do desconhecido.
Há dias, um inglês a residir no Algarve explicava isso mesmo ao dizer" voto pela permanência porque, apesar de ser má, já sei com o que conto, e uma saída da Europa é uma aposta no escuro".
Há quem defenda que  a possibilidade de a Grã Bretanha  sair da Europa já foi um susto suficiente para obrigar os lideres europeus a repensar o futuro.
Considero esta posição  muito ingénua. Nas duas últimas décadas, foram inúmeras as vezes em que a Europa foi posta à prova e, o que aconteceu, foi que uma vez ultrapassada a crise, não se voltou a pensar no assunto e ficou tudo na mesma
As consequência de um Brexit  poderão ser um cataclismo de dimensão bíblica que provoque a implosão da Europa e, no limite,  conduza a uma guerra no espaço europeu dentro de uma década.
O Bremain  não irá, porém, resolver nenhum dos grandes problemas com que a Europa se debate. Apenas  prolongará o sofrimento e a agonia da Europa e dos seus cidadãos.
A morte da Europa está há muito anunciada. O que o referendo de hoje irá decidir é se a Europa irá para uma unidade de cuidados paliativos, ou recorrerá à  eutanásia.
Voto, sem quaisquer dúvidas, pela eutanásia. Pelo seu passado, a Europa merece uma morte digna. 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Estamos sempre a aprender

A notícia mais falada do dia, a seguir à passagem de Portugal aos oitavos, foi o microfone do CM arremessado à água pelo CR7.
A atitude de Cristiano poderá não ter sido elegante mas, perante a perseguição que aquele pasquim tem feito a Ronaldo e família, parece-me perfeitamente admissível  a reacção que teve.
Dizer que ele deveria ter refreado os seus intentos, porque é capitão da selecção e está a representar Portugal e blá, blá, blá, é muito bonito em teoria. Gostava de ver a reacção de muitos que o criticam. Mas adiante...
 Quando um jornalista sai a terreiro para criticar a atitude de Ronaldo e escreve que se pode discutir se  o CM faz mau jornalismo, mas  que criticar  o jornal é um atentado à liberdade de imprensa, apetece-me perguntar qual foi a escola de jornalismo onde bebeu tais ensinamentos.
Um jornalista deve saber que não há bom e mau jornalismo. Há jornalismo e ponto final. Os seus intérpretes ( jornalistas) e os seus veículos ( jornais) é que podem ser bons ou maus, honestos ou desonestos, competentes ou oportunistas, profissionais ou meras correias de transmissão de interesses (por vezes) inconfessáveis. Agora, jornalismo, só há um.  É feito por  jornalistas,  testemunhas de uma história  transmitida fielmente aos leitores.
Não se confunda jornalismo com manipulação para vender jornais ou satisfazer determinados interesses ou grupos. Isso não é bom nem mau jornalismo. É vigarice!
Combater a manipulação noticiosa, a mentira ou a  vendetta, não é um ataque à  liberdade de expressão. É garantir o jornalismo de qualidade.
Em tempo: Cristiano Ronaldo atirou para o charco o microfone de uma entidade que se distingue por atirar pessoas para o charco. Toda uma lição de semiótica ( lida por aí)




Os (outros) cromos da bola

Agora, que os espíritos se acalmaram com o apuramento da selecção para os 1/8 final, podemos voltar a falar de coisas importantes.
Estas criticas de Bruxelas metem-me um bocadinho de nojo.
Eles obedeceram cegamente às ordens da troika e recebem um puxão de orelhas de recompensa?
E já agora... o que é que a troika andava a fazer quando vinha cá? A gozar os SPAS dos hotéis?
Tenham vergonha, pá!

Agora com desenho, a ver se eles percebem


Uma hora antes de começar o jogo a táctica é esta...


Deixaram intactas as viennoiseries agora...


... empanturrem-se com húngaros...




Senão, quando regressarem a Lisboa, em vez de pastéis de nata...



... vão ser recebidos com tomates podres.
Entendido? Então, vamos lá cambada!




Visões

Na final da Liga dos Campeões Europeus, Cristiano Ronaldo marcou o penalty que decidiu a final a favor dos merengues. Depois do jogo disse aos jornalistas que tinha tido uma visão, que lhe permitiu saber  que deveria ser ele a marcar a última grande penalidade e dar a vitória ao Real Madrid.
No Portugal-Áustria,  CR 7 falhou  a marcação da penalidade que nos poderia ter dado a vitória pelo que, presumo, não terá tido nenhuma visão.
Esperemos que hoje, perante a Hungria, Cristiano volte a ser bafejado com visões, mesmo que não marque golo nenhum.
O importante é que ele saiba qual o resultado ideal que devemos fazer com a Hungria, para evitarmos o segundo lugar. Confusos? Eu explico...
Antes de começar o campeonato, todos pretendiam e vaticinavam a nossa vitória no grupo, para evitar os tubarões logo nos oitavos de final.
Só que com o decorrer do campeonato, tudo mudou e  agora todos preferem o 3º lugar ao 2º, para evitar os tubarões até à final. O primeiro lugar também dá, mas esse não parece estar ao nosso alcance. O segundo é que não dá mesmo jeito nenhum.

terça-feira, 21 de junho de 2016

O regresso do Grilo Falante


Já  há umas semanas se sabia que Roma iria ser dirigida por uma mulher. Ontem, a segunda volta das eleições autárquicas em Itália confirmaram a vitória de Virginia Raggi, candidata do Movimento 5 Estrelas.
As mulheres em Itália sempre  tiveram dificuldade  em alcançar lugares políticos de topo, pelo que  a escolha de uma mulher para dirigir a capital italiana era algo impensável há poucos anos. Beppe Grillo, porém, apostou nas mulheres e além de uma vitória histórica em Roma, conseguiu também eleger prfesidente a sua candidata em Turim,
A vitória de Virginia Raggi surpreende, também, porque  ela manifestou a sua oposição à candidatura de Roma aos JO de 2024 e desferiu fortíssimos ataques à Mafia.
Contrariando o que escrevi em 2013 sobre o Movimento 5 Estrelas,  Beppe Grillo regressa à ribalta especialmente graças a duas mulheres. 
Não é claro que os resultados das eleiçõea autárquicas em Itália reflictam o sentido de voto numas legislativas, que poderão estar próximas, se em Outubro o  referendo convocado por Matteo Renzi para alterar o sistema político for rejeitado pelos italianos.
Nesse caso haverá legislativas antecipadas e ficar-se-á a saber  se o 5 Estrelas pode aspirar a voos mais altos ou, pelo contrário, a grande beneficiada não virá a ser a extrema direita. É que Georgia Meloni, candidata que ficou em terceiro lugar na primeira volta das eleições de Roma, diz-se admiradora de Mussolini e  admite ter uma boa relação com o fascismo, sendo apoiada pela Liga Norte.
Entre a vitória de uns radicais de extrema esquerda absolutamente loucos e uma extrema direita ansiosa por regressar ao poder para acabar o trabalho de Mussolini e Hitler, venha o diabo e escolha. Vêm aí dias difíceis e Itália será apenas mais um problema para esta Europa feita em cacos.
 

O salteador da Caixa perdida

Ele tinha avisado ao que vinha antes de ser eleito



Desta vez não se trata de má fé, atirar poeira para os olhos, mentir, ou fingir que não é nada com eles. Não, desta vez, trata-se mesmo de  assumir que o objectivo é a privatização e, muito provavelmente, ganhar uns trocos com isso. Ou, no mínimo, uns tachos por fora da actividade política para a pandilha onde ele se move.
Pedro Passos Coelho há muito que deixou de ser um mero canalha, para se transformar num saqueador do nosso património, que entrega aos interesses privados mais convenientes para o PSD. Tudo em nome do interesse do país, obviamente
Abaixo de cão!

As vacas e a publicofobia

Ontem um professor de  uma  escola pública pediu   aos alunos para escreverem uma redacção sobre a vaca. Esta manhã, o  Zequinha  foi o primeiro a ser chamado a ler o que tinha escrito.
"Nos últimos tempos aprendi muitas coisas sobre as vacas.
Eu já sabia que as vacas francesas também riem como a hiena mas, como nunca fui a França, nunca as vi rir. Só sei isso porque ouvi o meu avô um dia dizer ao meu pai que uma vaca francesa lhe tinha roubado 5000 francos numa noite em Paris e  devia estar-se a rir por ele ser tão parvo.
A vaca de que o meu avô fala deve ser aquela que tem uma fotografia nuns queijos, mas não tenho a certeza. A conversa do meu avô é que nunca me saiu da cabeça.
Eu pensava que as vacas eram muito infelizes porque todos os dias alguém lhes espremia as mamas para nos darem o leite, mas fiquei a saber há uns meses, por um senhor que era presidente da República, que pelo menos as vacas dos Açores  são  felizes. Não sei se a D.Helena Matos é açoreana, mas sei que ela também  gosta que lhe apalpem as mamas, porque li isso na Internet e por isso deve ser muito feliz.
Há umas semanas vi o senhor primeiro ministro mostrar aos portugueses uma vaca que voa. Eu não a vi voar, mas a verdade é que a vaca tinha asas e se este  senhor primeiro ministro diz que ela voa, é porque é verdade, porque o aldrabão já se foi embora.
Portanto, em menos de um ano, aprendi que as vacas são felizes quando lhes apalpam as mamas e que também podem voar. Pensei que já tinha aprendido tudo mas, no sábado, fiquei a saber que as vacas também falam. Ouvi uma vaca dizer, durante um almoço, que não ia à manifestação em defesa da escola pública porque estava lá a FENPROF.
Eu não sei o que é a FENPROF, nem a razão de aquela vaca ter tanto medo dela, a ponto de a impedir de ir a uma manif em defesa da escola pública,  mas também não me  preocupei em saber, porque fiquei demasiado espantado quando vi que as vacas falavam e não gostam da escola pública.  Devem sofrer de publicofobia.
No sábado também percebi que há vacas muito mentirosas que não sabem fazer contas e devem ver muito mal, mas isso é outra história onde não me quero meter, porque se disser mal daquelas vacas corro o risco de ser acusado de bêbado. Gostava era de saber qual é a doença das vacas mentirosas. Tenho uma ideia, mas não tenho a certeza, por isso o melhor é terminar por aqui".



segunda-feira, 20 de junho de 2016

Eu gosto é do Verão!


O Verão começou hoje. Simpaticamente, apresentou-se com um calorzinho agradável amenizado por uma leve brisa.
Parece-me que escolheu uma forma muito decente de anunciar a sua chegada, mas passei o dia a ouvir pessoas que lamentavam o atraso do Verão, a  reclamar contra o calor que hoje se fez sentir em Lisboa.
Há gente que nunca está satisfeita e depois queixa-se que o clima está maluco. Decidam-se se querem Verão mesmo, ou a continuação da histeria primaveril. E não reclamem muito, caso contrário o Verão vai mesmo embora e só volta para o ano.

Vale uma aposta?


Esta semana será decisiva para o futuro da Europa. Dia 23 ficaremos a saber se a Inglaterra se mantém na Europa e, no dia 26, se Espanha vai ter um governo de esquerda.
É minha profunda convicção, desde o dia em que Jo Cox foi assassinada, que os ingleses vão votar pela permanência na UE.
Devemos, porém, estar preparados para avitória do Brexit, uma péssima notícia para Portugal, mas  também para a Europa, que terá os dias contados. O efeito dominó será irreversível e começará pela desagregação do próprio Reino Unido.
Em relação a Espanha, seja qual for o resultado das eleições, Portugal ficará sempre a perder. Se a esquerda vencer e conseguir formar governo,  Portugal terá mais um parceiro na Europa disposto a bater o pé a Bruxelas mas, em contrapartida, é certo que a Alemanha e o Eurogrupo não deixarão de exigir pesadas sanções contra Portugal e Espanha.
Se Rajoy vencer, talvez nos livremos das sanções, mas Bruxelas ganhará mais força para nos impor fortes medidas de austeridade como contrapartida.
Há ainda uma terceira hipótese que até parece ser a mais provável. A avaliar pelas sondagens e pelas declarações dos lideres dos principais partidos em relação a alianças,  das eleições de domingo não vai resultar a possibilidade de formar governo.
Se assim for, qual será o futuro de Espanha? Muito difícil de prever. A única certeza é que não haverá novas eleições.
Bem, mas apesar de a Europa e uma boa parte do mundo ocidental estar suspenso com os resultados do Brexit e as eleições espanholas aposto que, pelo menos até quarta-feira, o que vai estar no centro das notícias nas nossas televisões é o Euro 2016 e a discussão sobre o (não) apuramento de Portugal para a fase seguinte. Vale uma aposta? 

Vamos falar claro?


Anda por aí um grupo de carpideiras  indignadas com as  pessoas  que reagiram com veemência, nas redes sociais e no site do Público, a uma notícia assinada por Clara Viana  sobre a manif em defesa da escola pública. Dizia-se na notícia que estavam duas mil pessoas quando a manif começou.

Não sei qual o momento em que a Clara Viana escreveu, mas não foi  no início da manif, certamente, porque nessa altura já havia muitos milhares de pessoas no Marquês. A indignação de leitores e manifestantes poderá ter sido, por vezes, exagerada, mas as desculpas que hoje começaram por aí a circular são uma tontice. Não as cito aqui, porque muita gente já as terá lido e também não dou cobertura a argumentos que invocam questões técnicas para justificar uma notícia falsa.

E não o faço apenas  pela pobreza dos argumentos, mas também porque as falsidades da notícia não se limitam ao número manifestantes presentes, mas também a factos que na realidade não ocorreram, como a presença de Jerónimo de Sousa e Catarina Martins no palco dos oradores.

Corporativamente, a defesa de Clara Viana pelos seus pares, é compreensível e aceitável. Como jornalista, também já saí muitas vezes em defesa dos meus pares.  Tive, porém, sempre a sensatez de não insultar quem os criticou, como fez Ana Sá Lopes ao apelidar os críticos de bêbados.
Não pode, por outro lado,  Clara Viana nem  qualquer jornalista esquecer que mais do que a fidelidade a quem lhe paga, tem uma obrigação de fidelidade aos leitores. E isso passa, inequivocamente, por ser honesto e verdadeiro nas notícias que dá.

Ora acontece que o Público também mentiu quando noticiou a manif das canárias das escolas privadas. Dessa vez ampliou os números. Ontem, encolheu-os. Ou seja, o Publico calcula o número de pessoas em função dos interesses que quer servir. Como o árbitro que só vê os penalties que favorecem a equipa do seu coração. O jornalismo não é opinião. Nem notícias fabricadas à mesa de um café da Av. de Roma O jornalismo faz-se com  factos. E os factos  relatados pela Clara Viana  não jogam lá muito bem com a realidade. Nem com a verdade. E nem sequer o calor serve de desculpa para tanta mentira.


Dizem as defensoras de Clara Viana que a culpa das falsidades da notícia não é da jornalista.  A culpa será de  outrem no jornal (que não identificam) e de um pormenor tecnológico duvidoso. Admito que seja verdade mas, nesse  caso, ela sabe como se pode defender. E era bom que o fizesse, em nome dos leitores que apreciam o seu trabalho. Quanto ao Público, já não precisa de fazer nada para ser um jornal credível. Há muito perdeu a oportunidade de mostrar que aquele episódio da Av de Roma foi meramente acidental. Pelo contrário, todos os dias temos provas de que o jornalismo por ali está circunscrito a um reduzidíssimo número de profissionais.
Deixem-se de tretas: a acérrima defesa de Clara Viana pelas suas amigas visa, acima de tudo, lançar uma cortina de fumo que desvalorize a manif de sábado e desvie as atenções da manipulação orquestrada por alguma comunicação social que apoia descaradamente as escolas privadas.
Seria bom que soubéssemos quais os interesses que movem alguns dos detentores de órgãos de comunicação social mas, como já aprendemos com os Panama Papers, quando saltam para a ribalta notícias sobre o envolvimento de jornalistas e detentores de órgãos de comunicação social, as notícias esfumam-se, a investigação suspende-se  e não se fala mais nisso.
Em tempo: o pedido de demissão de Clara Viana feito pela deputada Gabriela Canavilhas ( o exemplo das ameaças de Relvas a jornalistas deixou frutos) é descabelado e inadmissível, mas não se empole a disparatada reacção de uma deputada, para escamotear a manipulação noticiosa prosseguida pelo “Público”.

Desculpem se não sou patriota...

Antes de começar uma das semanas mais importantes das nossas vidas, escrevo um post sobre coisas  soft  como a bola, que tanto preocupa milhões de portugueses.
Ontem, depois do infortúnio do Portugal-Áustria,  estive a ver o Argentina- Venezuela para Copa América.
O futebol entediante  que se  está a jogar no Europeu e (quase) sempre na Europa, foi-me  afastando progressivamente dos estádios e está a afastar-me do televisor. No entanto, quando vejo a Copa América, reconcilio-me com o futebol. Rápido, vistoso, empolgante, quiçá violento por vezes, é certo, mas sempre emotivo.
O Argentina/Venezuela de ontem foi um exemplo disso, mas não só. Ao fim de um quarto de hora confirmei aquilo que sempre disse. CR é um grande jogador, mas Messi é extraordinário. Um fenómeno a jogar à bola que encanta com a sua magia. É mesmo o melhor do mundo!
Talvez alguns considerem a minha opinião pouco patriótica, mas é o que eu penso.
Sorry!

domingo, 19 de junho de 2016

É tudo tão previsível...

Tudo está a correr como eu previ depois do sorteio. Saiu-nos o grupo mais fraco e não nos damos bem com facilidades e favoritismos
 Como era expectável, não vencemos a Áustria. É certo que somos a MELHOR equipa do grupo,tivemos ALGUM  azar, mas também MUITA falta de concentração e POUCA atitude. E, claro, faltou-nos o Ronaldo dos grandes jogos. O normal. Seria contra natura chegarmos à última jornada da fase de grupos sem necessidade de recorrermos à calculadora.
Também não ganharemos à Hungria, mas talvez passemos como um dos 4 melhores terceiros classificados.
Vamos a ver e, às tantas, o melhor é  mesmo ficarmos por aqui. A jogar assim, como vamos enfrentar equipas como Alemanha, França, Itália, Espanha ou mesmo Croácia e Bélgica?

sábado, 18 de junho de 2016

Dia do Postal Ilustrado (8)





Os postais desta semana vieram do Algarve e foram enviados pela Luísa.
O primeiro representa uma chaminé algarvia, foi produzido nos anos 60 e, imagine-se, por uma gráfica do Porto.
O  segundo também não precisa de identificação. É um exlibris de Londres e foi enviado pela Luísa aos pais em 1975.
Entretanto, aproveito para informar os leitores que ainda não saibam, que a Luísa tem outro blog ( em parceria) que é um mimo.
Tem o sugestivo nome de Pinta-amores e por lá se encontram... o melhor é seguirem  o link e  irem lá surpreender-se.
Ao que parece, há leitores que ainda desconhecem este passatempo dos Postais Ilustrados. Assim, informo que quem quiser participar o pode fazer enviando os postais (num máximo de três), para o seguinte endereço:
diabilhetepostal@yahoo.com 

Olhó robô!




Um dia destes  os robôs vão exigir pilhas Duracell, para não ficarem apeados...

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Ó Pedro, não era preciso fazeres um desenho!

O PSD não precisava de insistir na urgência do inquérito parlamentar à CGD para mostrar aos portugueses que se está marimbando para eles e para o país, porque a única coisa que move os seus actuais dirigentes é a sede de ir ao pote.
A maioria dos que rodeiam Passos Coelho são retornados ressabiados que detestam Portugal e querem vingar-se do 25 de Abril.
 Conheço muitos pobres diabos - alguns até ocupa(ra)m lugares importantes em organismos internacionais que, 40 anos depois, continuam a falar de Mário Soares como um traidor que " deu as colónias aos comunistas".  
Eles acreditam, convictamente, que se não fosse Mário Soares e o 25 de Abril ainda hoje viveriam sossegadamente em Angola, a fazer os seus negócios e a explorar os "pretos".

E se uma criancinha lhe der um empurrão? Isso é Impulse?





Na Academia de Santa Cecília, colégio privado de  enorme reputação, não ensinam às crianças que não devem empurrar as pessoas quando querem passar e alguém lhes está a obstruir o caminho.
Lembrei-me disto, porque sou frequentemente abalroado por criancinhas daquela escola no supermercado em frente, onde se vão empanturrar de Coca Cola, batatas fritas e chocolates. Ainda hoje, estava a aviar-me de maçãs,  um rapazola  mais balofo que o Mercedes do papá deu-me um empurrão para que eu me mexesse e ele pudesse passar.
Chamei-lhe estúpido e ele respondeu "Cota de merda".
A Academia de Santa Cecília não tem contratos de associação com o Estado. Será por isso que não tem verbas para educar as criancinhas?


Amanhã, às 14h30m  há uma manifestação em defesa da escola pública. Onde os professores não podem ensinar as criancinhas a  ser bem educadas, porque correm o risco de serem acusados de maus tratos.  A escola pública pode não cumprir o seu papel  nesta matéria mas, pelo menos, é mais barata!
É também por isso que amanhã não vou faltar à manifestação!

E se fosse consigo?




A Impresa está felicíssima porque o programa da SIC " E se fosse consigo?" foi líder de audiências no grupo programas de informação de todos os canais.
Eu compreendo a satisfação da Impresa, muito especialmente da SIC, mas dizer  que um programa baseado em  encenações ao estilo dos "Apanhados" é um programa de informação, desprestigia a informação e o jornalismo em geral.
Podem dizer que "E se fosse consigo?"  é uma espécie de talk show, um programa de entretenimento ou ficção, o que quiserem, mas não confundam aquilo com  informação.  Admitir que se trata de informação é reconhecer que, hoje em dia, as notícias são fabricadas ou encenadas para atingir determinado fim.
Pensando bem... reflectindo melhor... a Impresa é capaz de ter razão. Basta recordar o folclore em volta dos Panama Papers, a quantidade de notícias fabricadas para agradar a um determinado espectro político ou tentar influenciar uma decisão judicial, para aceitar que  " E se fosse consigo?" se enquadra dentro dos parâmetros que hoje regem a informação a que temos direito...

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A vacina



No próximo dia 18, vamos exigir uma vacina contra a febre amarela e a chulice.
É importante a presença de todos, em defesa da escola pública.

Perdoai-me, Senhor, por ser tão desconfiado

Talvez haja por aí muita gente a acreditar  que a deputada britânica  hoje assassinada foi vítima de um tresloucado. Eu não.
A História ensina-nos que devemos desconfiar de actos tresloucados, quando a sua consequência altera o rumo dos acontecimentos. Por isso me convenço, ainda mais, que no dia 23 os ingleses votarão por permanecer na UE. Com um pé dentro e outro fora, como sempre fizeram, mas com Cameron a salvar a pele e a Europa a respirar de alívio. 
Em função das últimas sondagens, que dão a vitória ao Brexit, era preciso fazer uma vítima que alterasse o rumo da História. Só falta saber se foi suficiente.

O meu momento cota



Sinto imensos calafrios quando ouço Donald Trump reagir ao massacre de Orlando, dizendo que irá banir a entrada nos EUA de imigrantes muçulmanos. O homem ainda não percebeu que o autor do massacre era um cidadão americano? Se Trump vier a ocupar a Casa Branca, preparemo-nos para o pior. Um ignorante, fanático e louco como Trump, nunca terá consciência das consequências de acionar o arsenal nuclear. Para ele, carregar no botão vermelho será como estar a ver uma daquelas séries americanas  de televisão, onde a violência gratuita impera, se disparam 300 tiros por segundo e no fim ganham sempre os bons.  Ou apenas mais um jogo de guerra da Play Station.
Diga-se, em abono da verdade, que Hillary Clinton também não deixa ninguém sossegado. É perceptível que está tão atarantada quanto qualquer comum mortal e não tem a mínima ideia do que irá fazer para evitar ou prevenir novos ataques. A proibição de venda de armas é uma medida positiva, que se saúda na Europa, mas não é do agrado dos americanos. Além disso, quem conhece os EUA, sabe que a medida não resolve o problema. Será sempre muito fácil comprar armas em terras de Tio Sam. O preço é que poderá disparar.
E agora, o meu momento cota:
- Se não fossem tão lerdos, já todos os americanos teriam percebido onde está a origem da violência que ameaça os EUA e a Europa. Bastava seguir o método  Joachin Low e encontravam a resposta no seu enorme umbigo. A isso se chama provar do seu próprio veneno.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Se fossem submarinos...

... Portas teria negociado melhor. Mas uma nau? Quem se interessa por essas velharias?

Talvez não seja má ideia pensarem, antes de decidirem...( Actualização)




Há muito venho escrevendo que anda por aí gente a querer destruir a ADSE.
No meu último post sobre o assunto, escrevi que a geringonça estava a tratar do assunto com os pés e que o alargamento, na forma em que estava a ser equacionado, era uma estupidez.
Já se sabia que o anterior governo tinha aldrabado as contas da ADSE e enganado os beneficiários, ao justificar o aumento das quotizações com a sustentabilidade do sistema.
 Sabe-se, há muito,  que a causa da possível falência da ADSE não se prende com a quotização dos beneficiários, mas sim com a extensão da sua aplicação a um alargadíssimo número de familiares, sem contrapartida financeira.
A ADSE tem de ser paga por quem dela usufrui. A não ser assim e manter a ideia peregrina de alargar a filhos até aos 35 anos, está-se a condenar a ADSE à falência. Não em 10 anos, mas provavelmente em menos de cinco.
Os hospitais privados, que recebem mais de 1/3 dos beneficiários da ADSE, não vão gostar da ideia.

Actualização: O PSD quer uma audição urgente do Director Geral da ADSE para esclarecer o pagamento indevido de 29,8 milhões de euros à Madeira, com dinheiro dos beneficiários da ADSE, o qual  foi efectuado   durante o governo do PSD e do CDS.
Se a falta de vergonha pagasse imposto, esta trambilhada do PSD/CDS saldava rapidamente a dívida do país. PQP!

Não misturem as coisas, seus debochados!

Já critiquei de forma inequívoca esta decisão do governo.
Estou por isso à vontade para defender a ideia de  que uma injecção de capital na CGD não é a mesma coisa que atirar dinheiro para cima  do Espírito Santo, ou de qualquer outro banco privado. Insistir na tecla de que é tudo a mesma coisa, é próprio de debochados de direita, habituados ao empreendedorismo privado, feito à custa dos dinheiros públicos.
A CGD é um banco público ao serviço de todos os contribuintes e cuja existência é fundamental para o país e até para a nossa independência. Pagar para garantir a sua sobrevivência parece-me, por isso, aceitável. Isso não impede que seja legítimo a qualquer cidadão exigir que o Estado cumpra o seu papel, reclamando junto da justiça  indemnizações aos administradores por si nomeados que utilizaram dinheiros públicos como se fossem propriedade sua. Nenhum governo pode eximir-se, também, à aplicação de sanções administrativas  previstas na Lei a  administradores que delapidaram bens públicos, seja por incompetência, seja porque utilizaram os seus cargos para satisfazer clientelas partidárias ou amigalhaços.
Quanto à banca privada, se compreendo a necessidade de salvar um banco com a dimensão do Espírito Santo, pelas implicações que a sua falência acarretaria para todo o sistema financeiro,  já não me conformo  quando sou chamado a contribuir para salvar bancos privados de pequena dimensão, cujos proprietários e administradores fizeram gestão danosa, cientes de que o Estado os socorreria em caso de necessidade. O caso BPN é, nesta matéria, o exemplo mais flagrante de um banco criado para satisfazer amigos e clientelas partidárias, com recurso a uma teia de vigarices. Não pode o Estado dar-se ao luxo de "salvar" vigaristas. Quanto a mim, isso só foi possível, porque Portugal foi governado durante décadas por um bloco central de interesses, que se protegia mutuamente quando surgiam problemas.
O que se exige à geringonça é que acabe de uma vez por todas com essa teia de interesses. Isso é tão importante como restituir aos trabalhadores, desempregados e reformados, o dinheiro que o governo Passos /Portas lhes roubou, para meter nos bolsos dos mais poderosos.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Descendo à terra...

Agora que os portugueses desceram à terra e talvez deixem de sonhar com finais e títulos europeus e essas tretas todas, há duas explicações para o empate:
- Apesar de no estádio os portugueses serem quase o dobro dos islandeses, os nórdicos faziam muito mais barulho;
-Não jogamos nada!(Principalmente depois de estarmos a ganhar).
E porque é que não jogamos nada, depois de termos feitos jogos de preparação fantásticos?- pergunta um tipo que não deve ter visto o jogo com a Inglaterra
-Porque os jogos eram a feijões e as selecções com quem   jogamos "fantasticamente" durante a preparação, não se apuraram para o Euro.



O segredo é que é a alma do negócio...

Anda aí muita gente escandalizada porque Portas foi trabalhar para a Mota Engil. Sinceramente, parece-me exagerado tanto alarido. Afinal, Portas já trabalhava para a empresa quando estava no governo
Agora a sério. O que me preocupa não são estes casos conhecidos da opinião pública, mas sim aqueles que ninguém conhece...

E o resto é conversa. Da treta!


Dentro de poucas horas, começa o percurso da selecção portuguesa em terras gaulesas. Desta vez a canção de "apoio" à selecção  é de Pedro Abrunhosa.
Como acontece com quase todas as canções criadas para apoiar a nossa selecção, daqui a uns meses ninguém se recordará dela.
Deixemo-nos de tretas. A única canção que a esmagadora maioria dos portugueses recorda da nossa presença em competições internacionais é esta, bem velhinha, mas sempre presente na nossa memória. O resto é conversa. Da treta.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ai meu rico Santo António!



Esta é, segundo o brasileiro Cícero de Moraes, especialista em reconstrução de feições a partir de crânios, a VERDADEIRA FISIONOMIA DE SANTO ANTÓNIO
"A face do santo foi reconstruída no começo de 2014 a pedido do Museu de Antropologia da Universidade de Estudos de Pádua e do Centro Studi Antoniani em parceria com o grupo de pesquisas arqueológicas Arc-Team da Itália. A apresentação da face aconteceu em junho de 2014 na cidade de Pádua, onde estão os restos mortais do Santo. Os resultados foram sintetizados por Luca Bezzi numa imagem digital, ilustrada acima.
Dos três bustos impressos, um foi doado a Basílica do Santo em Pádua, um à Diocese de Chapecó e outro à Diocese de Santos."
E Lisboa? Nada? É menos do que Chapecó, é?"
Encontrei este texto e imagem no FB ( Helena Pato)
Quando vi a imagem, fui logo assaltado por um pressentimento pelo que, face à questão colocada, a resposta surgiu-me espontânea.
Nada disso! Em Lisboa temos o sósia em carne  osso, por isso não precisamos de um busto. A diferença é que este só faz milagres com bola


Ó p'ra eles tão contentinhos!



Li por aí que a PSP  sacou pontos a 9889 (olha  uma capicua! Terá sido por  acaso?)  condutores nos primeiros cinco dias após a entrada em vigor da carta por pontos. Pelo que leio na comunicação social,  este número é considerado um grande feito, resultante do trabalho esforçado da PSP ( o Correio da Manha chama-lhe caça à multa, mas os pasquins têm originalidades ininteligíveis para um comum mortal como eu) .
Pois quero dizer aos senhores jornalistas e aos responsáveis da PSP que 2000 infracções diárias em todo o país, num dia, é um número muito mexeruca e revela muita falta de produtividade dos agentes da autoridade.
Garanto que se me contratassem para fazer esse serviço conseguiria, num só dia, em Lisboa, atingir pelo menos 1000, entre as 8 da manhã e as 8 da noite ( com pausa para almoço e dois coffe breaks) e sem recurso a punições por excesso de velocidade.
Desrespeito pelas passadeiras e outras passagens para peões, estacionamentos em segunda fila e locais proibidos e reservados, cargas e descargas em locais não autorizados e desrespeito pelo sinal vermelho, seriam infracções suficientes para atingir esse número.
Mais informo os senhores jornalistas e agentes que, apenas numa noite no bairro do Lumiar  entre a meia noite e as 4 da manhã poderiam atingir com toda a facilidade as 200 infracções, por estacionamento irregular, mas como não será possível pagar horas extraordinárias, esse número pode ser alcançado durante um período normal de trabalho diurno, abrangendo todo o tipo de infracções.
Duas mil infracções diárias em todo o país? Só 93 por excesso de álcool? Que mexeruqice! É urgente aumentar a produtividade dos agentes da autoridade.