segunda-feira, 2 de maio de 2016

O futuro sobre rodas



Não é bem a mesma coisa. Esta  é uma visão redutora de quem não percebeu todas as vertentes da questão 

Eu nunca recorri aos serviços da UBER mas, pelos relatos que tenho ouvido de quem já experimentou, sou levado a pensar o seguinte:

Ainda bem que existe a Uber para podermos chamar um táxi sem estarmos dependentes da disposição da menina do call center  e com a certeza de que viatura e motorista são asseados, a nossa bagagem não tem de viajar acompanhada por um estendal de roupa interior, não levamos em cima, logo pela manhã, com as opiniões broncas do taxista, o rádio em altos berros a dar informações de trânsito e as notícias  do Correio da Manhã.

Mas será mesmo assim? Não, não é.
Hoje em dia já existem taxistas educados e que percebem bem que muitos males da profissão poderiam ser banidos, se os profissionais dos táxis fossem obrigados a respeitar um código de conduta e, sempre que houvesse uma queixa, o visado fosse punido.

A melhor forma de combater a UBER não é  fazer manifs em que os taxistas mostram a sua raça pela violência física e verbal. É obrigando-os a comportarem-se como seres humanos civilizados.






3 comentários:

  1. http://irritado.blogs.sapo.pt/inadequacao-814668
    Filipe Bastos:
    – « Voltando à Uber, a regulação doce estende-se ao costume: aos lucros obscenos que mama de um “simples” software, onde o trabalho é feito por milhares de funcionários voluntários, sem encargos para a Uber, e aos impostos que esta (não) paga.
    Os offshores são o corolário, a cereja no bolo desta era. Um mamão paga os impostos que quer. E todos aceitam este estado de coisas, a começar pela carneirada, que encolhe os ombros e descarrega mais uma app.
    Depois, lentamente, os condutores da Uber percebem que ganham cada vez menos – pois há cada vez mais – enquanto o lucro da Uber é sagrado. Sempre para paraísos fiscais...»

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  2. Eu conheço mais do que um taxista, que tiveram que recorrer a este meio de sobrevivência por razões várias. Um deles educado no Colégio Militar, porque o pai era piloto aviador na Força Aérea, que teve a pouca sorte de morrer na Guiné porque não havia outro piloto para transportá-lo para ser tratado. Este meio amigo teve de deixar de fumar por problemas pulmonares. Mas mais tarde voltou, porque como ficou com o olfacto mais apurado, não conseguia aguentar o mau cheiro de muitos clientes que transportava, não só por falta de higiene, como de varinas com peixe e fico-me só por aqui para pensarem um pouco, deixarem se ser bestas e pensem no nosso país. No outro dia dei mais uma das minhas descascas no embaixador Seixas da Costa por estar a relatar os benefícios e as vantagens de utilizar a Uber. Acho que como embaixador que foi do nosso País devia ter vergonha, de andar clandestino, de certeza porque tem bons seguros de vida.

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  3. Não há taxistas mais porcos, mais sabujos, mais vigaristas, que os de Macau.
    Se o serviço de táxis fosse bem porque é que se iria pagar mais por um outro qualquer???

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