terça-feira, 17 de maio de 2016

Isso é que era bem feito!

Em frente ao prédio onde vivo, em Lisboa, há um colégio particular. Não tem contrato de associação, mas às horas de entrada e de saída, a aglomeração de topos de gama é tal, que às vezes tapam a entrada da garagem para o meu prédio.
Não se pense que é coisa de somenos, porque os avozinhos ( mais do que os paizinhos que estão a trabalhar e se puderem entregar essa tarefa aos avós é um alívio para eles) param os carros em cima de passadeiras, em esquinas e em frente ao portão da minha garagem, saem lentamente das viaturas, vão buscar as criancinhas que para se arrumarem nos luxuosos topo de gama demoram uma eternidade e só depois é que arrancam.
Alguns acidentes já ocorreram aqui, porque o estacionamento selvagem em cima de passadeiras e esquinas retira a visibilidade a automobilistas e peões.
Já várias vezes fui tentado a chamar a polícia, mas sei que não vale a pena.
A poucas centenas de metros de minha casa, em frente a uma esquadra da polícia, existe outro colégio privado onde a cena é idêntica. Os carros chegam,os condutores  estacionam em segunda ou terceira fila, ligam os piscas e lá vão buscar os rebentos, gerando um pandemónio. Em dias de chuva, à hora do almoço, circular na Avenida onde estão instalados, frente a frente,um colégio e uma esquadra da polícia é tarefa assaz complicada.
Se a polícia multasse estes condutores fazia uma receita extraordinária bastante avultada, muito útil aos cofres públicos. Isso é que era  bem feito!

4 comentários:

  1. Querer que a polícia actue é, no mínimo, dar trabalho aos agentes. Uma 'cansêra'!
    Pensar que os papás e os vovós dos meninos e meninas se importam com terceiros, é mero exercício mental que não passa disso mesmo.
    Desenrascam-se e os outros que se lixem.

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  2. Pois...são os tais 5 minutos que fazem toda a diferença!

    E porque é que o Carlos ou outro morador do prédio não pede a intervenção da autoridade? Se fosse aqui vinham logo rebocar o veículo em transgressão, mas tratando-se de topos de gama, não sei bem, não!!

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  3. Também vejo isso por aqui, Carlos.
    Quando convém são cegos, surdos e mudos.
    Mas só quando convém...

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  4. Conheço tantos casos desses que quase posso afirmar que é prática corrente à porta de qualquer colégio.
    Tenho que passar por um onde mães/pais/avós, tanto faz, param em segunda fila, numa curva sem visibilidade, pisando traço continuo, pondo em risco a propria vida a das crianças e a dos outros que por acaso têm que passar por lá. Chamámos a policia e a coisa melhorou bastante mas tive que me zangar com uma senhora :(
    Bjs

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