segunda-feira, 23 de maio de 2016

E vão pagar as custas com os nossos impostos?

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Eu não pensava voltar a este assunto, mas a desinformação- a roçar a desonestidade - que grassa na comunicação social, transmitindo a ideia de que estamos perante um ataque generalizado ao ensino privado ( e depois sabe-se lá a que outros sectores), obriga-me a regressar uma vez mais ao tema.  Desta vez, para escrever sobre a decisão de algumas escolas porem o Estado em Tribunal, alegando incumprimento do governo na atribuição de subsídios.
Trata-se de uma acção condenada ao fracasso. Não só porque pretende que o governo viole a Constituição, mas também porque assenta numa falsidade.
Como já escrevi há dias no FB, directores de escola e professores ou são ignorantes, ou andam a enganar os alunos, com a preciosa ajuda de uma comunicação social acéfala e, por vezes, mal intencionada. 
Apesar da actuação dos "lesados"  demonstrar a fraca formação cívica e moral de educadores que assim agem, refuto a hipótese de má fé e inclino-me para ignorância dos seus mentores. O que não deixa de ser grave, porque estão a enganar os seus alunos, invocando uma ameaça que não existe.
As professoras e directoras de escolas deveriam saber que não há cortes nos subsídios.  Como então escrevi, apenas não serão dados subsídios para abertura de novas turmas em escolas privadas, quando haja escolas públicas com turmas disponíveis na mesma zona. Os restantes apoios mantêm-se até final do ciclo. Ou seja, por mais dois anos lectivos.
Só quem estiver de má fé  não vê que o governo apenas pretende acabar com a concorrência desleal que escolas privadas estão a fazer à escola pública  e reduzir gastos desnecessários onde há sobreposição, até porque as turmas nas escolas públicas são muito mais baratas do que nas privadas.
Percebe-se que assim seja, quando os salários dos profs são inferiores aos dos que exercem actividade na escola pública?
E percebe-se que Passos Coelho que sempre exigiu rigor nas contas, combateu o despesismo e defendeu a utilização rigorosa dos dinheiros públicos ande numa campanha desenfreada  a favor da manutenção destes privilégios?
A resposta a ambas as perguntas é SIM, mas por razões que nada têm a ver com liberdade de escolha, qualidade de ensino ou cumprimento da lei. As razões de Passos Coelho nada têm a ver com educação, nem com lei, nem sequer com respeito pela palavra dada. 
Recorde-se a vigília nocturna em Fátima, ou na inauguração do túnel do Marão. Estabeleça-se a ligação com as palavras de D. Manuel Clemente e ficamos esclarecidos.
Há, porém, uma pergunta que eu gostaria de ver respondida: as escolas que apresentaram a acção contra o Estado ( proposta logo na noite de sexta-feira por Pedro Passos Coelho perante os jornalistas)  vão pagar as custas com o dinheiro dos subsídios, ou seja, dos nossos impostos?

Esclarecimento:nada me move contra as escolas privadas. A minha indignação é contra chulos que se alimentam de subsídios do estado e esgrimem crianças para garantir a manutenção da chulice. Há centenas de escolas privadas em Portugal que não recebem subsídios do Estado e funcionam  em concorrência directa com a escola pública. Por outro lado, nem metade das 79 escolas com contratos de associação entraram nesta furiosa onda de intoxicação da opinião pública.






4 comentários:

  1. Deixem -nos espernear. Espero bem que o governo não ceda às chantagens.

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  2. O dom Manuel Clemente nunca se preocupou com o que passos fez aos portugueses, tirando-lhes o trabalho, a casa, a esperança, a dignidade e muito mais. Apenas se preocupa com os colégios católicos para elites sociais. Devia ter vergonha e seguir os conselhos e exemplos do Papa Francisco, quando refere que é com os desvalidos e os que sofrem que nos devemos preocupar.

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  3. Só conheço a situação do colégio que frequentei.
    Que não era nada elitista, muito menos para meninos ricos.

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