segunda-feira, 9 de maio de 2016

Até quando vai este governo permitir o trabalho escravo?

O último Sexta às 9 confirmou-me que, pelo menos um, é muito difícil de realizar. Só que continuo sem perceber porquê...
O grande problema da ACT  reside no facto de os inspectores do Trabalho terem sido desviados para outras tarefas pelo governo dos Mafiosos Pafiosos. O importante para o governo que apostava no crescimento da economia, assente em trabalho escravo, era retirar aos inspectores capacidade e meios que lhes permitissem fiscalizar as empresas, detectar as irregularidades e agirem em conformidade. Ao entregar-lhes tarefas burocráticas, Pedro Mota Soares, a beata de duas rodas, deixou os patrões em roda livre, para praticarem todas as violações aos direitos dos trabalhadores.
No último Sexta às 11, ouvi depoimentos  (de rosto destapado) de trabalhadoras a quem é negado  pelos patrões irem à casa de banho ou beber água, durante os horários de trabalho, uma doente com cancro a quem foram descontados os dias em que teve de deslocar-se ao hospital e outras atrocidades praticadas por abjectos vigaristas, que se intitulam empresários.
É certo que estes monstros  têm  a conivência de muitas  empresas de trabalho temporário que fomentam e "legalizam"  a exploração do trabalho escravo através de esquemas abjectos, que  escarnecem dos trabalhadores, mas o actual governo não desconhece a situação e já devia ter tomado medidas que acabassem com esta exploração, que já não via desde o dia em que visitei uma fábrica de uma grande multinacional no Vietnam.(Situações bem piores, há que dizê-lo...)
Por outro lado, PCP e BE tinham obrigação de denunciar estas situações e exigir a António Costa que dote a ACT de condições para fazer o seu trabalho. E já agora, de caminho, exigir o mesmo em relação à ASAE, porque estes casos que se passam na indústria também ocorrem- embora a outro nível e noutra escala- nos estabelecimentos de restauração, feiras ou mercados, colocando diversos problemas de saúde pública resultantes da falta de segurança alimentar.

5 comentários:

  1. Cá por estas bandas, também fiz um pedido à Angie, mas a IDIOTA, não me ouviu... mas os dias dela estão contados.
    Os dias do Dr. António Costa também estão???

    Abração da amiga tuga.

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    1. Infelizmente ( ou talvez não...) todos nós nascemos com os dias contados. Só não sabemos quantos nos foram concedidos, minha querida amiga.

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    2. Os dias contados na cadeira do poder.

      Embora não goste do vosso Dr. António Costa e estar muitíssimo zangada com a Angie, desejo-lhes muitos anos de vida longe da cadeira do poder.

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  2. Ainda há excepções - multimilionários que levam os seus trabalhadores a conhecer a Europa, outros que reduzem os seus salários para aumentar os dos trabalhadores.
    Pessoas que percebem que o sucesso das empresas NUNCA é independente do desempenho e da felicidade dos seus trabalhadores.

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    1. Felizmente sempre houve empresários dignos. Sou neto de um, que ainda hoje é lembrado na terra onde montou a sua indústria, quer pelas autoridades públicas, quer pela população. É muito bom passar por lá e ver como há marcas dele , como fazia questão de me lembrar o meu avô perpetuadas por todo o lado.
      O problema, Pedro, é que estes casos não deviam ser excepção e sim a regra, como o meu avô fazia questão de lembrar quando o queriam homenagear em vida.

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