segunda-feira, 4 de abril de 2016

Uma canadiana do Mundo




Em Março de 2011, o CR teve uma rubrica  diária dedicada a mulheres, denominada Mulheres do Mundo.
Hoje, uma delas volta a ser notícia, porque publicou mais um livro onde expressa, sem rodriguinhos, a sua opinião sobre as causas do desastre ambiental para que caminhamos alegremente. Distraídos com a Internet e as novas tecnologias, preferimos ignorar que estamos a condenar os nossos netos a  um futuro catastrófico, mas a escritora e  jornalista faz questão de nos alertar.
Refiro- me a Naomi Klein, a número  6 da minha lista de Mulheres do Mundo que, com o seu mais recente livro "Tudo Pode Mudar" volta a agitar a opinião pública mundial.
Rigorosa na análise, sem recorrer a linguagem panfletária, Naomi Klein coloca no modelo capitalista liberal e na arrogância e irresponsabilidade das empresas o ónus da ameaça ambiental que pode fazer colapsar o planeta.
Vale a pena, a propósito, ler a entrevista que dá esta semana, em exclusivo à Visão, para ficarmos  a perceber a hipocrisia de quem  governa e a sua cumplicidade com os atentados ambientais perpetrados pelas grandes empresas onde, sem surpresa para quem anda neste meio há décadas, se encontra uma das pioneiras dos crimes ambientais, dada a conhecer ao mundo com o acidente do Exxon Valdez. Uma entrevista que vale a pena ler.
Convido também os leitores a lerem o que então escrevi sobre Naomi Klein que conheci em 1997, quando era jornalista do diário canadiano" Globe and Mail" e preparava o seu primeiro livro (No Logo: a Tirania das Marcas) que resumi como " uma azeda crítica à sociedade de consumo e um feroz ataque à globalização".
O que escrevi sobre Naomi Klein, que justificou a minha escolha para uma das Mulheres do Mundo, pode ler aqui

8 comentários:

  1. ~~~
    Gratíssima pela partilha, CO.
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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  2. Como eu gostava de ler a rubrica diária dedicada a mulheres, denominada Mulheres do Mundo.

    Também eu estou gratíssima pela partilha, Carlos, e desejo que esta rubrica continue...

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  3. Haja quem agite as águas paradas da indiferença e do comodismo, Carlos!

    Não sei se ainda iremos a tempo de «Tudo Poder Mudar» a nível dos estragos ambientais já perpetrados.
    Mas, se Naomi conseguir que os todo poderosos que governam o mundo, pensem no legado insustentável que os seus netos irão herdar, possa haver mais comedimento na sua desmedida ambição.

    Obrigada Carlos, por nos pôr também a nós a reflectir, sobre esta ameaça global.

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  4. Não rotulo ninguém por números e sou contra seriações numeradas. Mas concordo consigo, é uma mulher de peso. Li a entrevista da Visão e gostei. Parece-me usar de honestidade intelectual suficiente para confiarmos nas suas opiniões.

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  5. Serão precisas muitas vozes dessas...

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  6. Não acredito que façamos alguma coisa de verdadeiramente importante. E nem Naomi Klein. Foi o que depreendi da entrevista. Uma coisa é que se afirme "ainda é possível" e outra que essa afirmação possa significar crença na boa vontade e empenho real de quem governa o mundo. O mundo é governado por usurários sem ética e assassinos do futuro. Nós? somos suicidas sem conhecimento, temos o pescoço na guilhotina, mas com sorte, a morte arrebata-nos antes. Ou talvez não, os desastres naturais sucedem-se imprevisíveis.

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  7. Quando se fala em Naomi Klein, pensa-se imediatamente na Esquerda. Muito admirada e considerada radical, por vezes.

    Que coincidência; não foi há muito tempo que eu e uma amiga, ao longo da nossa conversa telefónica, falávamos de Stephen Lewis (sogro de Klein), um político e diplomata que sempre admirei (independentemente do seu partido político); carismático, inteligente, com uma grande facilidade de expressão. Por associação, mencionámos Naomi Klein. Ficou de me emprestar um dos seus livros quando confirmei que ainda não tinha lido nenhum. Hoje, devido ao seu post, já tenho no meu tablet “No logo” e “This changes everything...”.

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    1. Conheci Stephen Lewis quando ambos trabalhávamos na ONU, mas só muito mais tarde vim a saber que era sogro de Naomi Klein, que só conheci em 1997.
      Tem dois bons livros no tablet para se entreter, Catarina :-)

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