domingo, 10 de abril de 2016

Bibó Porto (69):Uma visita ao museu




A minha proposta para esta semana pode parecer um pouco bizarra mas,  se lerem o texto até ao fim, perceberão o motivo da escolha, mesmo discordando dela.
Durante dois anos e meio, acreditei que ainda não tinha chegado o tempo do fim de ciclo. Agora, já começo a ter  dúvidas. O mal generalizou-se a todas as modalidades onde os portistas foram  incontestáveis vencedores durante muitos anos. Este ano, a única coisa que poderão ganhar será a II Liga. Nas modalidades, nem hóquei,nem andebol, nem basket. Um dos sinais de decadência foi o recurso ao ciclismo. Quando o SLB se estava a afundar, fez o mesmo...

Desde que se confirmou a desconfiança quanto às capacidades de Lopetegui para dirigir o FC do Porto, manifestada logo que o seu nome foi anunciado, tenho deixado aqui expressa a minha opinião sobre as razões que levaram o FC do Porto a bater no fundo. Ainda tenho uma réstea de esperança na mudança de rumo. Apesar de tudo, continuo a acreditar que Pinto da Costa é o único que, neste momento, pode colocar o Titanic azul e branco a flutuar de novo.
Pinto da Costa conhece bem as raízes do problema e, se não fizer a limpeza necessária a nível do balneário, mas também na própria estrutura, será mesmo o fim de ciclo.
Há, no entanto, uma coisa que ninguém de boa fé e que não esteja cego por clubismos idiotas pode negar: Pinto da Costa mudou o futebol português, deu ao FC do Porto projecção internacional e tornou-o no clube português com mais títulos conquistados a nível internacional.
No Museu do FC do Porto, as grandes conquistas europeias e mundiais ainda não ganharam bolor. A História de uma instituição secular, mal amada pela cúria dos fanáticos da segunda circular,  está naquele edifício de notável inspiração e nada nem ninguém a pode apagar. Tudo está lá documentado e prova, à saciedade, que o FC do Porto é um clube com um património desportivo invejável.
Mesmo ao lado, o estádio do Dragão continua a ser um dos mais belos do país e, em minha opinião, o que tem a localização mais privilegiada.



Em tempo: o FC do Porto  perdeu hoje em Paços de Ferreira. A crise agudiza-se e é urgente varrer o lixo que há nos balneários e nos órgãos dirigentes do clube. É altura de exigir a Pinto da Costa que devolva ao clube, o que perdeu desde a contratação descabelada de Lopetegui. Há jogadores que não têm fibra para representar o clube e dirigentes que envergonham os sócios.
Só será possível evitar o fim de ciclo, se a próxima época começara  ser preparada desde já. E isso passa por correr com os mercenários, encontrar um  treinador à Porto e recuperar o prazer das vitórias

3 comentários:

  1. Onde é quer eu assino, Carlos??
    Chega de vergonhas, porra!

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  2. Quando vejo uma obra desta senhora penso no que ela meteria numa mochila se tivesse de ser refugiada. Depois do que deixou no Porto talvez ficasse um pouco mais aliviada, dado que devido à crise os caixotes do lixo estão cada vez mais vazios.

    Em tempo: O FCP só é mal-amado devido à arrogância das suas gentes. Eu até simpatizava com o Porto no tempo de José Maria Pedroto, foi ele que fez o clube. Depois o seu presidente mais os seus capangas e a eternização no lugar, com os negócios que permitem, fizeram o resto. Desde que passou a dedicar mais importância às senhoras de alterne e às "netas" brasileiras, que lhe vão chupando o dinheiro, que não lhe custa a ganhar, já não há hipóteses. Quando as árvores criam muitas raízes secam tudo à sua volta. Será preciso revolver a terra, ficar em pousio e recomeçar de novo, se houver gente para isso.

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  3. Pinto da Costa fez muito pelo clube , por vezes com trafulhice (frutalhice?), mas fez. Acabou, no enranto, porque a idade já não ajuda (consta que se esquece frequentemente do combinado na véspera) e tudo tem um tempo.
    O FCP terá que fazer a sua travessia do deserto e quanto mais cedo a iniciar (ciclo pós Pinto da Costa), mais cedo reencontrará a glória

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