sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Sócrates, o que é de Sócrates





As viagens de CBO
Quando tirei esta fotografia, ainda não havia processo nenhum  contra ele,  mas esta associação  entre Sócrates, Serpentes e Confecções já na altura me parecia oportuna.


Em entrevista à Antena 1, Sócrates afirmou que "nunca teria sido primeiro ministro sem ter ganho as eleições".
Compreende-se esta farpa a Costa. Sócrates, além de arrogante, nunca gostou de quem não lhe prestasse vassalagem. E não esquece a "afronta" de Costa.
Se Sócrates fosse um comum mortal e não estivesse impregnado daquela ideia de ser o maior da sua rua, mas um incompreendido,  teria a humildade de dizer:
- Quando governei nunca tive, nem procurei criar, condições para um entendimento à esquerda. Queria entender-me com Passos Coelho, com quem mantinha uma excelente relação mas ele, aconselhado pelos seus barões, traiu-me.
Com estas palavras teria sido fiel à História. Com o que disse à Antena 1, tentou falseá-la.
( Para ouvir a entrevista, siga o link)

15 comentários:

  1. «A Sócrates, o que é de Sócrates»

    A cicuta?

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  2. Não gosto de Sócrates, cuja arrogância é-lhe tão inerente que se vê à vista desarmada mesmo em situações informais.

    Salve Pacha Mama, amigo.

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  3. Pois eu sempre gostei de Sócrates! Além das asneiras, ou seja o que for, ninguém lutou tanto pelo país como ele, por isso a ninguém é indiferente. Até defende os assassinos calculistas, mas ele é o maior bandido, porque as pessoas não gostam que haja pessoas superiores a ele, por isso continua a ser ponto de referência para tudo.
    Desculpe lá, mas acabei de ler e afinal são as mulheres que são mesmo burras.
    http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_antonioloboantunes/2016-04-21-O-meu-filho-mais-novo

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  4. Esqueci-me de dizer outra coisa: ele não está a ser incoerente nem a dar chutos a ninguém. Ele sempre afirmou em várias entrevistas que o maior erro que fez foi ter aceitado ser governo em minoria. e realmente foi. hoje não seria o saco de boxe para toda a gente, porque já ninguém se lembra do Lehman Brothers e companhia, cujos efeitos ainda não terminaram e não sei se não se agravarão em breve.

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    1. Lehman Brothers é sempre bem lembrado. Os mais distraídos precisam disso.

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  5. Ouvi a entrevista em directo (RDP).
    Goste-se ou não de Sócrates, há que reconhecer que o homem é um poço de inteligência. Não dá abébias nem a jornalistas - desculpem se me enganei no termo - nem à Justiça.
    Essa directa - sim, foi mais que uma indirecta - a Costa, podia ter sido evitada mas, por esta altura, Sócrates está numa de arrasar. Venha quem vier.
    Se o ex primeiro ministro tira dividendos desta sua maneira de estar, é coisa para ver mais adiante.
    Está tudo em aberto.

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  6. Ninguém é perfeito, de facto.

    Mas a um homem muito magoado há que desculpar muita coisa. Nem que seja a arrogância.

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  7. tambem não vejo em que é que Sócrates ofendeu Antonio Costa; a meu ver ele refere-se precisamente ao facto de não ter a mesma capacidade de "dialogo" que Costa tem...lamento que em tudo o que diz respeito a Sócrates se procure sempre o "mal"...Se há coisas que sempre apreciei nele foi o não entrar nesse tipo de jogos de ataque pessoal...não creio que seja isso...

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  8. Como há coisas que mexem comigo venho apenas lembrar o que disse ontem Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo. Mais ou menos isto: "Não se esqueçam que o PCP não mudou..." e se ele sabe da história do Partido - e a prova são os excertos de cassete que temos aqui de vez em quando.
    E para lembrar a história, porque se aproxima o fim de semana, deixou-vos aqui o Diário da AR de 23 de Março de 2011 - dia em que caíu o PEC IV. vale a pena ficar por dentro do que se passou. Leiam o dircurso vergonhoso de Miguel Macedo a partir da página 69 e o lancinante discurso do ministro da Presidência (Pedro da Silva Pereira) a partir da página 74. Tudo isto vem publicado no "Diário da Assembleia da República" de 24 de Março de 2011-I série número 67.

    http://app.parlamento.pt/darpages/dardoc.aspx?doc=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a5447566e4c305242556b6b76524546535355467963585670646d38764d734b714a5449775532567a63384f6a627955794d45786c5a326c7a6247463061585a684c3052425569314a4c5441324e7935775a47593d&nome=DAR-I-067.pdf

    (como há quem se divirta à nossa custa)

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  9. Caro auto-convencido,
    Sim, convencido e muito como fica claro na legenda da fotografia acima e em muitos post aqui produzidos onde quase sempre aparece conversa à cavaco como esta recente; "Como era óbvio e eu já escrevia em 1991 na Tribuna de Macau".
    Isto para o situar que é daqueles que disfarçam sua própria arrogância, essa sim arrogâmcia mal disfarçada, apontando a outros aquilo que são.
    Onde é que está a farpa a Costa a não ser no seu preconceito que faz coro com o mercantilismo do jornalismo avençado e a soldo dos donos e dos mercados.
    Se se ver bem, retrospectivamente todo o passado e, mais até o passado-recente de Sócrates, alguma vez ele deixou de dizer aberta e francamente o que pensa sobre determinado assunto? Se diz, enfrentando sem medo, franca e directamente o que tem a dizer aos inescrutináveis e todo-poderosos juízes e magistrados, porque razão não diria o que pensa, sob opinião pessoal, acerca do PS e do seu actual governo?
    Talvez esteja mais a confessar que com ele não teria sido possível, como diz um anónimo acima, e portanto nunca o faria por falta de condições. Porque, se o caro quisesse ver de outro modo a questão e, não fazer coro com os cínicos que argumentam "sim ele até pode ser inocente mas, lá que se pôs a jeito, lá isso pôs-se", podia pensar que também o acordo com Costa só foi possível porque antes já houvera o erro político gritante, agora reconhecido, da esquerda na votação do PEC IV.
    E se quisesse pensar assim, o que seria mais racional e sério, o caro nunca poderia vir falar em falseamentos da história (outra nota de grande auto-convencimento)pois que, pensando desse modo mais lógico, chegaria à conclusão que talvez quem mais está falseando este episódio histórico é o caro.
    " o pôr-se a jeito", "o tom", "a arrogância", "a ideia de ser o maior da sua rua, mas um incompreendido", blá, blá, blá, faz parte da mesquinhez dos medíocres oportunistas e calculistas e vai naquele malfadado sentido da História da civilização de ostracizar, exilar e mandar matar os melhores para, logo depois, em estado de total catarse do povão, os reabilitar e fazer heróis da pátria.
    Porque uma coisa é certa, dos pequenos e mesquinhos calculistas, não reza a História.

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  10. Deixo apenas o meu beijinho com muito carinho.

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  11. Eu continuo a ter um fraquinho pelo José Sócrates.

    Bom fim de semana, Carlos.

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