domingo, 10 de abril de 2016

A Homenagem que faltou


A Constituição que nos rege faz agora 40 anos. As televisões deram grande destaque à data durante o fim de semana, mas em nenhum canal vi mencionar ou prestar homenagem a um homem que teve um extraordinário contributo na aprovação da versão final. Chamava-se Henrique de Barros, foi Presidente da Assembleia Constituinte, onde teve de superar enormes dificuldades (carências técnicas, de equipamento e de dinheiro para comprar, por exemplo, alguns microfones, pois só havia 18 para 250 deputados).
Além de ter sido sequestrado, durante o célebre cerco à Assembleia, Henrique de Barros teve de lidar com a intolerância daquele tempo em que as ameaças físicas e verbais entre deputados eram uma constante. Henrique de Barros foi um dos mais ilustres portugueses do século XX, mas os jornalistas de hoje parecem tê-lo esquecido.

6 comentários:

  1. Há uma espécie de amnésia que ataca toda a gente. Como se o presente se sustente sozinho!

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  2. Bem merecia ser homenageado. Além de tudo era um SENHOR. A memória é curta para muita gente. Outros nem sabem que existiu.

    Tempos bem difíceis. Se fosse hoje teriam demitido o PM- Almirante Pinheiro de Azevedo- quando os mandou à bardamerda.

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  3. Memória selectiva, Carlos.
    Cada vez mais.
    Aquele abraço, boa semana

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  4. Esquecimento ou falta de interesse?
    Ambas as hipóteses demonstram o ridículo que grassa um pouco por todo o lado.

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  5. Jornalistas?Desculpe, mas está a falar a sério?Onde?Ah , está a referir-se aos Mérdias?Certo...

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  6. Eu não falaria em desinteresse ou amnésia, antes ignorância.

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