quinta-feira, 31 de março de 2016

BANIF: um case study?


Deixa lá ver se percebi bem o que foi afirmado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BANIF….
O banco Santander queria comprar o BANIF ao melhor preço possível.
Alguém com responsabilidades  no Santander comunica a um jornalista amigalhaço que o BANIF está falido e vai ser alvo de uma resolução. Um jornalista, director do Diário Económico, vai nessa noite à TVI ( por acaso dirigida por um outro jornalista especializado em questões económicas ex-director do Jornal de Negócios).
A notícia começa a correr em rodapé na TVI 24.Confrontado com ela, pelo próprio jornalista, o então presidente do BANIF, Jorge Tomé, nega peremptoriamente, garante tratar-se de uma notícia sem fundamento, caluniosa e muito grave, mas  o ex-director do Diário Económico opta por confiar na sua fonte e a notícia é dada com grande destaque no jornal da meia noite.
No dia seguinte há uma corrida aos depósitos.  Uma semana depois o BANIF é vendido ao desbarato.
Haverá uma relação causal entre a notícia e a venda do BANIF? O caso BANIF será um exemplo da promiscuidade existente entre jornalismo económico, negócios e política?
Não tenho resposta para estas perguntas mas, como não há ainda ninguém no banco dos réus,  tudo isto se deve reduzir a meras coincidências com a liberdade de informar.
No entanto, como há liberdades que me provocam alguma urticária, pergunto:
 Até quando teremos de pagar bancos falidos? 
Será que algum dia veremos algum dos responsáveis pela  falência dos bancos,  condenado?
 Quanto tempo mais temos de levar com  jornalistas que nos vendem notícias falsas como se fossem verdadeiras? 
E, finalmente, será que algum dia ficaremos a saber quais as ligações entre os jornalistas "de economia" e os interesses económicos, e os motivos que os levam a veicular notícias falsas?



4 comentários:

  1. Era bom que os nomes viessem tudos para a praça pública como o fazem na minha terra e que começassem a ser presos.
    Mas isto é a minha opinião , Carlos.

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  2. Mas por que carga de água é que todos os pobres deste país têm sempre que arcar com as asneiradas dos donos do dinheiro ou sejam eles quem forem.

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  3. NUNCA há fumo sem fogo, Carlos.
    Não há ligação entre a notícia e os desenvolvimentos do caso??
    Conta outra!!

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    1. Claro que há ligação, Pedro. Por isso é que considero a notícia lamentável.

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