terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Mata o teu porco e... conhece o teu corpo

Não é pelo facto de a comunicação social tuga nada ter noticiado, que se deve ignorar que apesar de estarem mais de 100 mil agentes nas ruas na noite de fim de ano, em França foram incendiados mais de 800 automóveis. Apenas menos 100 do que na mesma noite do ano anterior, quando o policiamento ainda era apenas o normal para a época.
Poucos dias antes, na Córsega, os bombeiros foram chamados a um bairro problemático. Aí chegados foram alvo de uma emboscada e agredidos. Na sequência do incidente, os corsos saíram à rua em protesto contra o ocorrido , gritando palavras de ordem contra os árabes e, pelo caminho, aproveitam para saquear um templo muçulmano.
Entretanto, a mesma comunicação social dá grande destaque à aprovação, pelo governo polaco, de uma lei que visa permitir ao estado o controlo dos meios de comunicação social públicos. Medida que, aliás, já tinha sido anteriormente ensaiada pelo governo húngaro mas que, no caso polaco, provocou uma  hilariante reacção de Bruxelas. Alguém acredita que a ameaça retirar o direito de voto à Polónia se concretize?
Surpreende-me, também a reacção da comunicação social tuga, com destaques de primeira página e editoriais empolgados. É que em Portugal não é preciso criar nenhuma lei para  o Estado controlar os midia públicos. Como tem sido possível constatar nas últimas semanas, os próprios midia privados autocensuraram-se durante quatro anos, para não beliscar o anterior governo. Se tivessem sido mais expeditos e menos medrosos, notícias de acontecimentos como o das urgências de S. José, ou de concursos fantoches na função pública teriam vindo a público enquanto o governo estava em funções e não apenas agora.

3 comentários:

  1. Estou cansada de tanta hipocrisia. Nem sei se vou recuperar.

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  2. A CS portuguesa está bem domesticada : veja-se o modo com protege Marcelo RS

    Amigo, bons sonhos

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  3. Vou acompanhando (alguma) comunicação social portuguesa, Carlos.
    Porque aí quem faz a selecção sou eu.
    Não posso pronunciar-me acerca do geral porque confesso não ter elementos para isso.

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