sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A candidata

Durante algumas semanas a comunicação social andou a alimentar o  "romance" da sucessão de Paulo Portas. 
Ninguém tinha dúvidas que Nuno Melo não se candidataria, mas era preciso criar "suspense" e acalmar as hostes centristas que não vêem com bons olhos uma mulher à frente do partido.
Obviamente,o homem de Joane não estava minimamente interessado em abandonar o exílio dourado de Bruxelas, mas alimentou o filme, para não se criar a ideia, no seio dos centristas, de que não havia alternativa a Cristas. 
Nuno Melo deu uma entrevista à RTP 3 para encher chouriços, na manhã do dia seguinte comunicou ao partido e ao país que não seria candidato, para não quebrar o compromisso com os eleitores que o elegeram deputado europeu ( cof, cof, cof!) e ao início da noite, aproveitando a boleia dos telejornais, Assunção Cristas comunicou ao país que  seria a herdeira de Paulo Portas ( não disse " cumprindo assim um desejo de Paulo Portas" mas o país inteiro percebeu).
Admito que Assunção Cristas venha a ser uma excelente presidente do CDS e louvo-lhe a coragem de aceitar o desafio ingrato de suceder a Portas, mas sugiro-lhe que tenha mais cuidado com os seus discursos, porque o de ontem (lido) deixou muito a desejar. 
Não vou descer ao pormenor de dissecar o discurso da candidata, basta pegar na primeira frase para perceber que há muito a corrigir:
" É uma decisão que tomei com o meu marido e a minha família..."- assim começou Cristas. Está mal!
Em primeiro lugar, Assunção Cristas tem de aprender a conciliar os tempos dos verbos. Misturar presente com passado numa mesma frase, ainda por cima tão curta, não abona nada em favor da candidata, no concernente ao uso da língua portuguesa. 
Já a ideia de separar marido e família, tem que se lhe diga. Pode agradar a algum sector dentro do CDS, mas tenho as minhas dúvidas que colha apoios muito abrangentes. Como diria o outro, os efeitos desta distinção é uma faca de dois legumes...

7 comentários:

  1. Não aprecio o estilo desta senhora. Já uma vez , vi-a na TV , que parecia uma peixeira , não lia discurso nenhum , não se lhe prendeu a língua e só faltou bater com a mão na anca..
    M.A.A.

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  2. ~~~
    Se M.A.A. permitir, subscrevo o seu comentário...
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    1. Permito e até fico satisfeita . Quer seja para louvar ou malhar e tiver apoiantes , é sinal que ainda estou lúcida .
      M.A.A.

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  3. Tão mauzinho, Carlos..... eh eh eh... Coitadinha, a senhora é fraquinha...

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  4. Esquecendo "O Candidato" que também foi um bom filme, na falta de programação aos Sábados, hoje temos logo de seguida dois bins filmes para rever: "Orgulho e Preconceito" às 22:15 e a seguir "O Diário de Bridget Jones". Para quem quer ver uma análise interessante uma análise interessante, na RTP 3 tem "O Princípio da Incerteza". Para mim basta-me estar lá o Prof. Viriato S. Marques. A helena Matos tolera-se porque aqui fala mais como historiadora do que reaccionária e há sempre um convidado de nível.Tudo isto porque no Eixo do Mal já não suporto ouvir a CFA.

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  5. Assunção Cristas, a antiga ministra da agricultura avança para a liderança do CDS-PP sem ser conhecido qualquer adversário.

    Uma boa notícia? Talvez para o partido que corta com as políticas de Paulo Portas.

    Não se zangue, Carlos, mas eu acredito mais nas políticas de Paulo Portas ou, mais precisamente, na sua inteligência.

    Abraço amigo da amiga "tuga", Teresa

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  6. Assunção Cristas é uma estrela em ascensão, parece-me até muito bem preparada, pode ser uma agradável surpresa. Vamos ver é se no terreno tem arcaboiço para liderar um partido de direita.

    Pegando numa sua frase; «Já a ideia de separar marido e família, tem que se lhe diga.»

    Aqui reconheço que está a ser esperta, quer agradar a todos ao mesmo tempo. Assim como que não quer a coisa, até pode levar a água aos seu moinho.

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