sábado, 31 de dezembro de 2016

Dia do Postal Ilustrado (34)- Especial Ano Novo




Termino com um postal de Boas Festas bem humorado.



Posso garantir que não se trata de publicidade enganosa. Em 1994 desenhei um móvel para a minha sala e pedi ao sr Carlos, competentíssimo marceneiro de Gondomar, que o executasse.
Não só reproduziu fielmente aquilo que lhe pedi, como o fez com competência, qualidade e a baixo preço. O móvel continua impecável mas, como ele ainda há umas semanas me dizia, nunca mais faria nenhum na vida igual ao que lhe pedi.
Sou, pois, detentor de uma peça única. Concebida por mim e criada pelo meu homónimo cujo trabalho só não recomendo, porque o sr. Carlos já está reformado há uns anos e esclarece que a reforma é para colher os frutos do trabalho que se fez ao longo da vida.
Desde que se reformou só quebrou essa promessa uma vez: para fazer um pequeno artefacto que facilitava a locomoção à minha Mãe.
E assim me despeço dos postais de Natal e de 2016.
Tenham um fabuloso ano de 2017.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (30)

Esta canção, interpretada por  John Lennon, fica muito bem a encerrar este ciclo de canções de natal
Até 2017. Que seja um  ano de muito boas colheitas para todos vós é o que desejo a todos os leitores do CR.
A partir da próxima semana, as Memórias em Vinil voltam ao formato normal. Vou tentar surpreender-vos com canções que andam perdidas pelos sótãos das recordações.
Desde já fica prometido que em 2017 e a começar em Janeiro, vai haver rubricas novas e boas surpresas por aqui. Apareçam!

Prémios Escorpião de ouro ( INTERNACIONAL)

Por engano, ontem voltei a publicar os prémios nacionais. Peço desculpa aos leitores pelo lapso. Aqui ficam, então, os prémios internaionais

Prémio Barco do Amor - para o empresário americano que fechou a empresa durante 5 dias e levou os funcionários para um cruzeiro nas Caraíbas

Prémio Elle était si jolie – Para a UE, depois de ter sido conhecida a vitória do Brexit
Prémio Kinder Surpresa – para as empresas de sondagens que se enganaram rotundamente  nas previsões das eleições americanas e nos resultados do Brexit



Prémio  Há mar e mar - para os turistas que trocaram as férias em países do norte de África por férias em Portugal
Prémio encenação- Ex aequo para o atentado que vitimou o embaixador russo em Ancara 

Prémio Eu tenho dois amores?- Para Erdogan que andou a cortejar a Europa e acabou a namorar com a Rússia

Prémio knock, knock, who's there? Para Donald Trump que todos diziam ser um palhaço, mas no dia das eleições, depois de abertas as urnas, apareceu como o novo inquilino da Casa Branca

Prémio Poliamor - Para  Vladimir Putin que em  2016 se apaixonou por vários ditadores e ditadoras que emergem pelo mundo, especialmente na Europa.

Prémio Ai aguenta, aguenta- Para a Europa, à espera do próximo ataque terrorista
Prémio Janela Indiscreta -  Para o consórcio de  jornalistas  de investigação que aprendeu uma nova forma de vender jornais: lança-se um "leak" qualquer ( do Panamá às Ilhas Virgens, da política ao futebol) deixam-se cair uns nomes e umas suspeitas e quando o tema arrefece, "descobrem" uma nova fonte de  suspeitas, com novos personagens

Prémio Licor Beirão-  Para os americanos. Os democratas ofereceram-lhes Hillary Clinton mas, como não gostaram do presente, trocaram-na pelo Trump

Prémio  Inferninho – para o ano de 2016 que foi o mais quente desde que há registos
Prémio Bacalhau Pascoal – Para a extrema direita que não para de crescer nas sondagens em todos os países da Europa E incha, e incha e incha
Prémio Deutschebank– para Renato Sanches que foi contratado pelo Bayern de Munique, mas não sai do banco

Prémio Mundial Confiança- Para Donald Trump, pela frase “ podia dar um tiro a alguém na 5ª Avenida e não perdia um voto"
Prémio Não Matem o Mensageiro- Para os brasileiros que saíram à rua a pedir  o impeachment de Dilma e no dia seguinte perceberam que tinha sido pior a emenda que o soneto

Prémio Ménage à trois- Para François Hollande. Não só pela duplicidade amorosa, mas também pela duplicidade política.

 Prémio  Paciência de chinês- Para Xi JinPing. O presidente chinês vai movendo as peças no tabuleiro do Monopoly Games, conquistando poder político e económico

Prémio Ingratidão - Para os alemães idolatraram Merkel enquanto fez da Alemanha líder da UE, mas desamigaram-na por causa dos refugiados

Prémio o Pecado mora ao lado - Para Schaueble pelas  constantes  intromissões na vida política dos parceiros europeus e pelas lições de moral em matéria de finanças, mas faz vista grossa ao que se passa na Alemanha, nomeadamente no Dueutsche Bank

Prémio Com a Verdade m'enganas-  Para  a Coreia do Norte.Kim Jong Un continua a fazer ensaios nucleares falhados, mas a Coreia do Norte assume-se cada vez mais como potência nuclear

Prémio Não Venhas Tarde- Para Obama que no final do mandato conseguiu provocar a ira de Israel, por causa dos colonatos, mas se esqueceu de encerrar Guantánamo

Prémio Julio Verne - Para o presidente da Colômbia que fez um acordo de paz fictíciocom as FARC, tendo recebido o Nobel da Paz. O problema é que os colombianos não queriam

Premio Tirem-me Daqui – Para Matteo  Renzi que deixou o governo italiano com um suspiro de alívio

Prémio We are the World- Para todos os lideres mundiais que se esqueceram de África, abandonando-a à sua sorte

Figura Internacional do Ano

Nos Monopoly Games da cena mundial, Vladimir Putin foi quem mais ganhou. 
Foi determinante na questão Síria, restituiu à Rússia um papel no  panorama mundial que já não conhecia desde a desagregação da URSS e venceu o braço de ferro com a Europa. Cereja no topo do bolo ( na perspectiva de Moscovo, obviamente) terá desempenhado papel fulcral na vitória de Donald Trump e com isso conseguido desanuviar as relações com os EUA. Ou mesmo, vir a ser um seu  precioso aliado.

Figura Nacional do Ano


António Costa mostrou que em política, a negociação continua a ter um papel determinante. A construção da geringonça e a forma como ela tem funcionado é uma prova inequívoca disso.  Igualmente importante foi ter conseguido demonstrar que havia forma de ultrapassar a crise sem fazer sofrer de forma tão dramática milhões de portugueses. Afinal havia alternativa. António Costa foi a sua face mais visível.

Prioridades

Entraram em vigor, há  dias, novas regras no atendimento público. Nada tenho contra as prioridades estabelecidas pelo governo ( grávidas, pessoas acompanhadas de crianças até 2 anos, portadores de deficiência ou incapacidade física igual ou superior a 60% e  idosos) mas ainda não percebi como se arrumam estas prioridades entre si.  Também não me parece que a condição de grávida, incapacidade, ou idoso, deva ser considerada como prioridade tout court.  Parece-me mesmo descabelada a aplicação de uma multa até 1000€ aos infractores.
Reúno duas condições para atendimento prioritário ( incapacidade de 90% e idade superior a 65) mas pela minha parte podem estar descansados, porque só em caso de emergência irei invocar a lei para passar à frente de toda a gente.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (29)


Ontem trouxe-vos Elvis, hoje Chuvk Berry. Um tom de rock no Natal até fica bem, não vos parece?

E os vencedores do Escorpião de Ouro são...

Como prometido, aqui estou  a anunciar os vencedores dos Prémios Escorpião de Ouro que, depois do interregno provocado pela crise, regressam este ano.
Hoje divulgo os vencedores nacionais (o Prémio Carreira só será divulgado à noite)
Na próxima quinta feira, terei o prazer de  vos desvendar os vencedores dos prémios internacionais.




Premio Start up-  Para Cavaco Silva, o facilitador de negócios que conseguiu  andar disfarçado de PR durante 10 anos

Prémio Sensodyne- Para Marcelo Rebelo de Sousa,  pelas suas selfies

Prémio Professor Pardal - ex-aequo para António Costa, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins, que conseguiram construir uma inédita geringonça. E funciona!

Prémio Speedy Gonzalez - para Sampaio da Nóvoa, pela velocidade meteórica com que passou pela política.

Prémio Eu é que sou o Presidente da Junta- para Adolfo Mesquita Nunes que, com ar professoral, deu a cara pelo CDS para garantir que os temas escolhidos por António Costa na sua comunicação de Natal, confirmavam as políticas de sucesso do anterior governo.


Prémio a Europa connosco- para Fernando Santos, que conduziu a selecção portuguesa à vitória no Euro 2016

Prémio Second Life – Para  Sandra Felgueiras  que considerou  Pedro Dias, o homicida de Aguiar da Beira, uma pessoa cativante, quase encantadora

.
Prémio Sempre em pé – Para Tiago Brandão Rodrigues que, apesar de ter sido torpedeado e vítima de uma tentativa de assassinato político por parte dos lobbies das escolas privadas, se mantém firme na liderança dos destinos da educação.


Prémio Desampara-me a loja- Para Assunção Cristas que nem sequer quer ouvir dizer que o PSD a vai apoiar em Lisboa


Prémio Bobo do ano - ex aequo para José Gomes Ferreira, Camilo Lourenço e António Costa ( o jornalista que na véspera do estoiro do BES continuava a dizer que era um banco seguríssimo) pelas suas profecias em relação ao colapso do país, acompanhadas de advertências sobre o brutal aumento de impostos






Prémio  O quarto segredo de Fátima - para o cartaz do BE “ Jesus também tinha 2 pais”



Prémio Alzheimer-  para Marilu  e Assunção Cristas, que atravessam um período de perda de memória preocupante, como se constata nestas situações


Prémio Marretas- Para a dupla Cavaco/Passos. Já passou mais de um ano, mas eles continuam a acreditar que ganharam as eleições 


Prémio Complexo de Édipo - para o Expresso, pelo desaparecimento  das notícias sobre os Panama Papers


Prémio Novas Oportunidades- ex aequo para os assessores que foram demitidos por terem falseado as habilitações   no curricula


 Prémio E agora que é que eu faço?- Para Pedro Passos Coelho por ter recebido uma tampa de Santana Lopes


Prémio Agarrem-me senão – Para  João Soares que prometeu duas bofetadas a Vasco Pulido Valente e   Augusto Seabra, mas ficou pelas ameaças


Prémio As 50 sombras de Grey– Para José António Saraiva pelo livro em que relata conversas privadas de teor sexual, com figuras públicas

Prémio  Janela Indiscreta - Para a juíza Capitolina, que considerou normal e legítimo escrever um livro  que devassa da vida sexual de figuras públicas a partir de conversas privadas


Dr Jekill  e Mr Hyde – Para Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, pelas posições contraditórias que por vezes tomam em relação à geringonça


Prémio Multiopticas – Para o autor da Lei que pretende aplicar o IMI em função das vistas da casa


 Prémio Sonotone- Para o Diabo, que Passos Coelho anda a chamar desde Julho, mas não vem porque está surdo


Prémio Listerine- Para o taxista que disse que as leis são como as virgens. Nasceram para ser violadas


Prémio Loja dos 300- para as 26 estrelas Michelin atribuídas a Portugal


Prémio Pursenid ( E faz o sr dr juiz muito bem) - para Carlos Alexandre pela frase “ sou o saloio de Mação, com créditos hipotecários, que tem de trabalhar para os pagar"


Prémio Prescanova- para o grupo parlamentar do PSD pela peixeirada que fez depois de um sec de estado ter alvitrado que um deputado laranja  sofria de disfunção cognitiva temporária


Prémio Quando o telefone toca – para Durão Barroso, convidado para trabalhar na Goldman Sachs


Prémio Estradas de Portugal- Para Marcelo Rebelo de Sousa, por razões óbvias


Prémio Renova- Para o Correio da Manhã. Por razões ainda mais óbvias


Premio Leite de Colónia – para Jerónimo de Sousa pelo seu comentário sobre Marisa Matias

Prémio La Vache qui rit-  Para Fausto Coutinho, o assessor da ministra do Mar que, a propósito das suas habilitações literárias  escreveu no curriculum publicado em DR, " matriculou-se na Universidade Lusófona de Lisboa que, devido à sua intensa actividade profissional  não chegou a frequentar"


Prémio Ó Abreu, dá cá o meu!– para os lesados do BES

Prémio Santa Casa /Euromilhões/ Vai ao Totta- para as  escolas privadas que se manifestaram nas ruas para exigir ao governo que obrigue os contribuintes a pagar os estudos de gente que não quer frequentar a escola pública.

Prémio Garganta Funda-  Para Cristiano Ronaldo que num jogo do Euro 2016, na altura da marcação das grandes penalidades, disse para João Moutinho:
"Anda lá bater, tu bates bem. Se falhares, que se f..."


Prémio restaurador Olex- Para José Mourinho que continua a tentar recuperar a fama de Special One, apesar de estar careca de saber que isso não será fácil


Prémio Turismo de Portugal- Para Pedro Dias que andou 35 dias fugido, acabando por  promover a divulgação turística de uma zona do país  pouco conhecida dos portugueses



Prémio Preservativos Control –  Para a Juventude Centrista, que pretende que a abstinência sexual seja ensinada nas escolas


Prémio Luís de Matos- Para Maria de Belém que, depois das eleições presidenciais, desapareceu da cena política

Prémio "desculpem mas já não sei o que digo" para Marilú  pelas razões aqui explicadas:







Prémio Revelação- Para os Pokemon, as estrelas do Verão tuga


Prémio Velho do Restelo- Para Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças Públicas que passou o ano inteiro a dizer que o governo ia falhar todas as metas

Prémio Maria Vai com as outras – para as redes sociais


Prémio Último Tango em Paris - Para Carlos Moedas, membro do anterior governo que disse que a geringonça tinha posto pela primeira vez o país no caminho certo. Ao ouvir as declarações do "seu" comissário, PPC ter-se-á sentido como Maria Schneider...


Prémio Daqui não saio- para Carlos Costa que continua à frente do BP, apesar das inúmeras asneiras que tem feito e custaram muitos milhões aos contribuintes.

Premio  Há petróleo no Beato – para os membros do governo que aceitaram ir ver jogos do Europeu a convite da GALP.


Prémio Servilusa – para as carpideiras laranja que lamentam a perda dos jobs, enquanto o chefe foi pm.

A pitonisa bêbada


Pedro Passos Coelho passou o ano inteiro a criticar as medidas do governo, a anunciar o apocalipse com o regresso da bancarrota e, talvez fruto de um golpe de sol, anunciou ao país a vinda do diabo em setembro.
Propostas alternativas? Não me lembro de nenhuma.
Os rendimentos das famílias aumentaram,  o défice foi reduzido, baixou o desemprego, o regresso dos feriados não diminuiu a produtividade, houve paz social.Nenhuma das profecias de Passos Coelho se concretizou.
Tanto desacerto nas previsões do ex-pm, fazem-me lembrar uma pitonisa bêbada que perdeu a capacidade de interpretar os oráculos.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (28)

E quem se lembra que em 1968 Elvis Presley cantava canções de Natal levando as fãs ao êxtase?

Quinta feira vou à feira



Augusto Santos Silva, numa conversa em privado com  o ministro Vieira da Silva durante o jantar de Natal do PS, comparou as negociações no âmbito da concertação social  a uma feira de gado.
Santos Silva é suficientemente experiente para saber que num jantar onde são admitidos "certos" jornalistas, não há conversas privadas.  Ao descurar essa regra tramou-se, pois um jornalista captou as suas palavras e utilizou-as para fazer um brilharete no seu programa. Não vou aqui discutir se fez bem ou mal. Apenas sublinho que se tratou de uma conversa privada, pois é importante para o que vem a seguir.
A pedido do jornal i alguns parceiros sociais reagiram com relativa indiferença. No entanto, como  a comunicação social precisa de alimentar novelas e conflitos, foi à filial do Júlio de Matos, na S. Caetano à Lapa, sacar  a opinião de Duarte Marques,  um louco avacalhado que costuma aparecer por lá para dizer e escrever disparates.
Pois este deputado que com toda a convicção aprovou a criação do Dia do Cão, mas  se indignou quando o PS propôs a criação do Dia Contra a Homofobia e defendeu de forma calorosa que o combate ao desemprego era uma questão de fé, reagiu como cabresto pronto para a lide e desancou Augusto Santos Silva.
Que Duarte Marques não tenha vergonha, não me espanta, porque não tem espelho. Que sofra de amnésia parece-me normal, pois  é um requisito para ser deputado do PSD. Que utilize as palavras de Santos Silva para atacar a acção do governo é que já me parece próprio de alguém com disfuncionalidade cognitiva e perturbações mentais graves. Coisa que não nos deve espantar, se nos lembrarmos que o seu mentor é Pedro Cosme Vieira, o Professor Chanfrado

Salário mínimo: vamos a contas?

Não vale a pena andar com paninhos quentes a contornar a questão e a tentar encontrar justificações para a   diminuição da TSU , referente a trabalhadores que sejam contratados. Tratou-se de uma cedência do governo, para conseguir o aval dos patrões e isso não me deixa tranquilo em relação a futuras cedências.
Daí a armar um escarcéu, como fez Heloísa Apolónia, vai uma grande distância.
Em minha opinião, o mais importante foi conseguir aumentar o salário mínimo em 27 euros, o que vai melhorar ( ainda que poucochinho) a vida de meio milhão de portugueses. É verdade que 6,7 euros vão ser pagos por todos nós, mas isso é uma gota de água no orçamento de cada um e, a verdade, é que pode ter retorno, pois  havendo criação de emprego  aumentam os descontos para a segurança social.
Dito isto, espero que a redução da TSU  não se torne regra, quando houver aumento do salário mínimo.
Resta-me acrescentar que fiquei mais escandalizado ainda com a reacção de alguns patrões ( nomeadamente na área da restauração) que logo aproveitaram o tempo de antena dado pelas televisões para fazerem ameaças de despedimentos, porque os seus estabelecimentos não aguentam um aumento de 20€ por trabalhador.
Seria ridículo, se não fosse nojento!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (27)




Esta não é uma memória em vinil, mas é uma belíssima canção de Natal, interpretada  por uma das minhas mulheres favoritas. Para ouvir e recordar isto, vale a pena esta pequena batota. Não concordam?

Escorpião de Ouro: Prémio carreira


A culminar a atribuição dos Escorpiões de Ouro, que divulguei aqui esta tarde, declaro como vencedora do Prémio Carreira a Miss Swaps.
As razões estão  sobejamente explicadas neste vídeo onde a cretina do sistema mostra toda a sua incompetência.

A geringonça aumentou a carga fiscal?



Pelo menos foi isso que durante o ano inteiro Passos Coelho, Assunção Cristas e trupes partidárias associadas, com lugar cativo na comunicação social, nos andaram a dizer durante todo o ano.
José Gomes Ferreira, Camilo Lourenço e outros jornalistas armados em economistas ( ou vice versa) estiveram de serviço para dar credibilidade ao que os seus patrões ideológicos proclamavam. Mas a realidade é tramada e o INE, no final do ano, veio demonstrar (Com números e não com paleio de feira) que afinal a carga fiscal diminuiu.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (26)



Não, a Mrilyn não veio embrulhada num presente do Pai Natal, mas gostei desta descoberta. E vocês?

Desculpem a interrupção...

... mas é só para saber se essa coisa do espírito natalício termina hoje e podemos todos voltar ao normal, ou se prolonga até aos Reis.
Não faço a pergunta por desdém. É mesmo amargura.

O regresso dos escorpiões



Durante os anos da crise, fui obrigado a suspender a entrega dos prémios Escorpião de Ouro, por falta de verba.
Agora, que a geringonça me permite respirar um bocadinho melhor, recupero a tradição do Crónicas do Rochedo e, a partir de amanhã serão divulgados os laureados a nível nacional e internacional.

A morte saiu à rua

2016 ainda não terminou, mas pode dizer-se que tem sido um ano de um extenso obituário de gente que nos era tão familiar. Como é o caso de George Michael que  nos deixou neste dia de Natal.
 "Different Corner" é, juntamente com "Careless Whispers", uma das minhas favoritas



Mas não é possível falar de George Michael sem o associar aos Wham. Esta canção estava programada para as "Memórias em Vinil", mas fica já hoje aqui, como parte do meu tributo. Obrigado, George!


domingo, 25 de dezembro de 2016

É só uma sugestão...

Terminada a ceia  de véspera de Natal e comido o almoço do dia,o Natal 2016 está quase no fim. Espero que não tenham cometido muitos excessos e fiquem com recordações felizes destes dias.
Entretanto, aproxima-se o final do ano. Já decidiram que vinho vão ter à mesa?
Se ainda for a tempo...

sábado, 24 de dezembro de 2016

Dia do Postal Ilustrado (33)- Especial Consoada


Foi assim no Natal de 1959.Eu tinha 10 anos, a minha avó materna tinha falecido dois anos antes. Uns primos  enviaram este cartão de Boas Festas à minha Mãe.
57 anos depois mantém-se actual.
Votos de  um Natal Feliz para todos os leitores e amigos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (25)

Infelizmente há muita gente que ainda não sabe. Ou então, não percebeu... que estamos no Natal, por isso, escolhi esta banda para lembrar os mais distraídos.

A Gata Borralheira e o espírito natalício



Começo por advertir os leitores que não sei bem o que é isso do espírito natalício. Não sei se alguma vez convivi com ele, nem se é uma espécie de bênção que cai sobre nós, ou se compra no supermercado e em centros comerciais.
Suponho  que seja uma coisa que ataca as pessoas em Dezembro. Porquê? Porque só neste mês é que entro nas lojas, sou sempre acolhido com um sorriso e na altura de sair, há sempre alguém que me deseja Boas Festas ou Feliz Natal. No resto do ano, na maioria dos estabelecimentos, entro nas lojas sem ouvir um "bom dia ou boa tarde" e, se não comprar nada, é muito provável que  saia sem trocar uma palavra com os/as empregados/as.
Presumo, pois, que o espírito natalício esteja relacionado com o consumismo e é nesse momento que começo a perceber porque sou  completamente desprovido de espírito natalício:deve haver pouca gente tão parca a consumir como eu. Já as pessoas que andam afogueadas nas ruas, entram e saem das lojas num frenesim de fim de mundo e transportam com um ar feliz carradas de presentes ( a maioria deles inúteis) devem ter um espírito natalício muito aguçado.
Pelo que constato nas ruas, o espírito natalício torna o trânsito infernal , provoca acidentes inexplicáveis e obriga as pessoas, mesmo quando sintam uma dor interior que lhes amachuca a alma,  a afivelar um sorriso. Quem, nas proximidades do Natal,  exiba um semblante carrancudo ou de sofrimento, corre o risco de ser rotulado de ímpio ou, pior ainda, de ter mau feitio. Eu, à excepção de dar graças por ainda andar por cá, não tenho grandes razões para sorrir nesta época do ano. Bem pelo contrário, porque o Natal, representa tudo aquilo que eu não sou. Talvez por isso, quando soltei as amarras para me desprender das amarguras que o Natal me traz, os melhores natais da minha vida foram passados em climas tropicais, ronronando com almas gémeas a quem o espírito natalício não bafejou.
Ao longo da vida percebi que esse espírito significa, em muitos casos,  reunir a família durante dois dias, fingir que todos se dão bem como os anjos, mesmo que se detestem e utilizar os presentes para mostrar o desprezo que se tem por uns e a ternura que se sente por outros. A  troca de presentes inúteis e desfazer-se dos monos recebidos entre Natais, deve ser também uma demonstração de espírito natalício.
O qual também tem uma vertente hipócrita.
É nesta altura que as pessoas têm pena dos pobrezinhos, angustiam-se com as guerras e criticam os políticos por não se entenderem na promoção da paz.
Quando o Natal acaba o espírito natalício desaparece ou transforma-se em abóbora como o coche da Gata Borralheira. Assim que se despedem  com a certeza de que apenas se encontrarão dali a um ano, mas prometendo telefonar em breve a marcar um encontro, o mundo volta à normalidade. Os rostos voltam a fechar-se,  as saudações reduzem-se ao essencial, fazem-se recriminações aos gastos excessivos,  contas aos excessos de gorduras e doçuras consumidas.
Soltam-se as críticas à flatulência incontida do tio Eufrásio, à toilette da prima Bernarda, ao presente mexeruca oferecido pela tia Belmira, sobejamente conhecida pela sovinice, e o pai Gastão dá um enxerto de porrada na mulher, porque a aletria estava intragável, as rabanadas secas, o bacalhau salgado, e a culpa foi da tia Beatriz que o quis envergonhar  e deixar mal visto perante o resto da família. 
Perante tantas culpas,  os sonhos de Natal da tia   transformaram-se num pesadelo.
O que vale é que para o ano há mais. O Natal é em casa da tia Gracinda e sabendo-se como ela é fraca em culinária e preparações festivas, não há-de faltar pretexto para a criticar.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (24)


Hoje é a vez de Mariah Carey vos cantar as Boas Festas.
Boa noite!

Se não considerarem a pergunta ofensiva...

A situação é extremamente grave e não há que branqueá-la ou fazer como a avestruz, mas gostaria muito de saber quantos destes pais indignados deixam os filhos dormir noites seguidas ao relento à porta do Meo Arena, por causa de um concerto, sem que isso lhes provoque quaisquer receios.
Podia fazer mais 50 perguntas similares, mas não vale a pena, porque não quero maçar ninguém com perguntas incómodas.
Era só isto, obrigado.

Das inutilidades

O Tribunal de Contas veio confirmar que o anterior governo era um grupo de gente de más contas e avessa ao cumprimento das leis.
Já sabíamos, pelos exemplos dados por Passos Coelho,  que o governo anterior agia à sua imagem e semelhança. Por isso, fartou-se de cometer irregularidades nas contas  e fez ouvidos de mercador às advertências do Tribunal de Contas. Está no genes daquela gentalha agir contrariamente àquilo que proclama.
Governos anteriores, embora cometendo menos irregularidades, também se marimbaram para os avisos do Tribunal de Contas e nada me garante que este governo não faça o mesmo.
Assim sendo, se o Tribunal de Contas só existe para mostrar aos portugueses que os governos  podem ignorar as regras e praticar ilegalidades à vontade porque nada lhes acontece, talvez seja altura de ponderar se vale  a pena manter uma estrutura que só serve de polícia, mas não tem meios para deter e punir os criminosos.

Caramelos Vaquinha (15)

A frase:
" Desde que os políticos se meteram na estatística, cada número tem de ser escalpelizado."

O problema desta frase é estar incompleta. Só por essa razão a sua autora merece entrar para a colecção das Vaquinhas.
Tivesse Helena Garrido acrescentado " Desde que os jornalistas de economia se meteram na política, a leitura de cada número depende das suas opções ideológicas e partidárias"  e eu assinaria por baixo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (23)

Nas próximas noites, as memórias em vinil recordam algumas canções de Natal
Para começar, deixo-vos com os Queen.
Este disco não faz parte da minha discografia, mas os Queen fazem, por isso, aqui  hão-de voltar com outros sucessos.

Põe-te a pau, Nuno Magalhães!



A Juventude Centrista (CDS) quer  educação para a abstinência sexual.
Fica-me a dúvida: os jovens populares querem mesmo regressar aos tempos do Morgado,  defensor do acto sexual apenas para procriar, estão a mandar uma indirecta ao Nuno Magalhães, ou estão apenas a proteger a líder de comentários e  olhares libidinosos?
Seja qual for a intenção, espero que não convidem  Nuno Magalhães para dar aulas, pois correm o risco de diminuir a abstinência e aumentar o número de pais que não assumem a paternidade.
Entretanto, parece-me avisado pedir às mulheres portuguesas que recordem aos jovens centristas  o poema de Natália Correia ao deputado capado, perdão, Morgado.
Aqui fica, então o poema do Truca truca:



Já que o coito – diz Morgado –
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o orgão – diz o ditado –
consumada essa excepção
ficou capado o Morgado









Marcelo, o injusto





Marcelo foi à Cornucópia pedir ao ministro da cultura para não deixar fechar a sala, em nome da cultura.
Não teve qualquer problema em mostrar ao país como funciona o sistema da cunha. Teve a vantagem de ser transparente, mas mostrou quão injusto é o sistema. É que o PR esqueceu-se de interceder pelo Elefante Branco que tanto contribuiu para a cultura dos portugueses e todas as noites tinha assistências muito mais elevadas. 
O Elefante Branco, como espaço de diversão nocturna, era muito mais atractivo e tinha muito mais assistentes do que a Cornucópia. Além disso, não era elitista e as cenas que lá se representavam não careciam de interpretação. Eram absolutamente transparentes ( independentemente das vestes das meninas) e toda a gente que lá entrava sabia ao que ia. 
Agora a sério. 
Vai sendo tempo de Marcelo Rebelo de Sousa se conter. O ímpeto afectuoso que o leva a ir a todas, sem ponderar as consequências de algumas acções, um dia destes volta-se contra ele. Os tugas adoram festas, mas um dia percebem que a omnipresença da Constança nas festanças se torna incómoda. Não só para eles, mas também para o governo, em cuja esfera o PR não deve intervir. Enquanto Passos Coelho estiver à frente do PSD, não virá grande mal ao mundo mas, a partir do momento em que a agremiação da S. Caetano à Lapa for dirigida por alguém do agrado de Marcelo, o PR cairá na tentação de interferir cada vez mais na esfera do governo e agir de forma a beneficiar o seu partido. Aí o caldo pode entornar e expor clivagens entre governo e presidência que, neste período de convivência pacífica, não são visíveis.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (22)


Gigliola Cinquetti faz hoje 69 anos


Longe vão os tempos em que a jovenzinha italiana de 16 anos encantava a Europa com esta canção. 
Vencedora do Festival de SanRemo e do Festival da Eurovisão em 1964, "Non ho LÉta (per amarti) não foi um sucesso estrondoso, mas vendeu muitos milhões de discos e era muito apreciada nos bailes de garagem, Especialmente naqueles momentos em que a intensidade das luzes diminuía e os corpos se aproximavam em calorosos amplexos. Ai, ai!

Dar a outra face é...



...  mostrar ao povo alemão - e aos berlinenses em particular- a minha solidariedade no momento do cobarde atentado de Berlim. Mesmo sabendo que muitos deles apoiaram as medidas de Merkel e Schaueble que separaram milhares de famílias e condenaram à fome ( quando não à morte...) muitos portugueses e gregos.

Gente fina é outra coisa!




Christine Lagarde, a dama de preto que chegou a presidente do FMI porque alguém decidiu tramar Dominique Strauss Kahn com uma história muito bem enjorcada, sobre assédio sexual, foi acusada de negligência por um tribunal francês.
O caso remonta ao tempo em que Lagarde era ministra da economia de Sarkozy. A agora presidente do FMI terá lesado  os cofres públicos franceses em mais de 400 milhões de euros que, por alegada negligência da então ministra  foram parar aos bolsos de Bernard Tapie.
Face à condenação do tribunal, seria admissível que Lagarde fosse afastada do cargo de presidente do FMI, mas tal não deve acontecer, porque o tribunal que a julgou foi criado especificamente para julgar ministros e ex-ministros por erros cometidos durante as suas funções, mas não tem poder para aplicar penas. Logo, Christine Lagarde foi acusada, condenada, mas prosseguirá a sua vidinha de trafulha, negligente, distribuindo dinheiro  pelos amigos e tomando medidas que condenam à miséria milhões de pessoas em todo o mundo.
Gente fina é outra coisa. Pode roubar à vontade, que nada lhe acontece. A não ser que apalpe e tente fornicar uma empregada de hotel, claro.
Cada vez me sinto mais tranquilo com a dignidade e transparência que as mulheres  trazem à política.

Eu cá não sou de intrigas mas...

... no momento em que a crispação das relações entre Turquia e Rússia se desvaneceu e até parecia estar iminente um acordo entre Moscovo e Ancara, para retalhar a Síria e satisfazer os desejos expansionistas de Erdogan, a quem interessa a morte do embaixador russo na Turquia?
Quem quiser que responda, mas eu tenho as minhas suspeitas...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (21)


Confesso que quando vi este disco na minha arca musical, fiquei um pouco atónito. Lembrava-me bem da capa, tinha uma vaga memória da canção, mas sobre Michel Polnareff nada sabia. Nem sequer de outras canções interpretadas por ele. Fui à Wikipedia e nenhum dos títulos que lá aparecem me diz seja o que for. Fui ouvir este disco e pronto
Porque a época é de amor inicio a semana  com uma canção dengosa à "pimba".
" Love me Please Love me" (1966)  não é uma xaropada intragável, mas anda lá perto. É uma pimbalhada. Lembro no entanto mais uma vez os meus leitores, que esta rubrica não pretende trazer aqui apenas canções de que todos se lembram. Bem pelo contrário. O objectivo é recordar canções que foram sucessos ( e depois de ouvir esta canção recordei-me que teve realmente muito sucesso) e hoje estão praticamente esquecidas. Sem esquecer, no entanto, aqueles temas imortais que atravessaram várias gerações.
AVISO: As cachopas que aparecem no vídeo em biquíni, sem que se perceba o propósito, são competentes