terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A inutilidade nacional do ano





Os candidatos eram muitos ( Para que servia, por exemplo, NunoCrato? Ou os deputados do CDS o e do PSD que passaram o ano a abanar a cabeça para dizerem amen aos seus amados líderes?) mas a minha escolha vai para o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.
Não há memória de um inútil tão bem pago como ele, mas temos de levar em consideração que Carlos Costa aceitou servir de bobo, para proteger Maria Luís Albuquerque e Passos Coelho que o destrataram para proveito próprio.
Os rasteirinhos costumam ficar na fotografia no lugar dos lambe botas. Carlos Costa ocupou o lugar com gosto.

Figura Nacional do Ano

É verdade que António Costa teve o mérito de negociar com PCP e BE para conseguir um acordo entre os partidos de esquerda que permitisse correr com os talibãs, mas não me parece justo considera-lo, individualmente, como figura do ano.
Se é verdade que cabe a António Costa o mérito de ter acabado com o mito do arco da governação, também é certo que sem a concordância de Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, nunca teria havido acordo. E, especialmente Jerónimo, deve ter tido um trabalho hercúleo para convencer alguns dos dinossauros do comité central que, viabilizar um governo do PS, era a única solução para expulsar a direita do poder, defender os interesses dos trabalhadores e, já agora, lavar um pouco a face da argolada que o POCP cometeu em 2011, quando deu de bandeja o governo a Passos Coelho.
Assim, escolho este trio como Figura Nacional do Ano

Acontecimento nacional do ano

A expulsão dos talibãs

Depois de quatro anos e meio de terror, o governo de talibãs foi finalmente deposto, mas dificilmente os portugueses esquecerão as vicissitudes a que foram sujeitos por aquele grupo de fanáticos que assaltou o poder.
Eles mataram, saquearam, delapidaram o património e roubaram os pobres para dar aos ricos
 Tudo fizeram invocando o nome da santa troika, com a cumplicidade do cobrador de impostos Hannibal e o aplauso de um tiranete paraplégico.
Mas atenção! Os talibãs foram expulsos mas deixaram o país armadilhado, por isso, só poderemos respirar de alívio quando for desmontada a última mina que os terroristas colocaram no terreno. Até lá, ainda teremos de lamentar mortos e feridos. Seja em hospitais, seja no assalto a bancos, ou em empresas oferecidas pelos talibãs a amigos, à revelia de todas as leis em vigor quer em Portugal, quer no espaço comunitário.