sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Nunca regresses ao local onde já foste feliz?

Em 2004, o Chelsea era uma equipa mediana em Inglaterra e quase desconhecida na Europa. Em apenas um ano, Mourinho levou o clube ao título - que não conquistava há 50 anos- ganhou a Taça da Liga e projectou-o na Europa e só não foi finalista no ano seguinte, por causa de um clamoroso erro de arbitragem.
Além da notoriedade europeia que deu ao Chelsea, Mourinho foi o treinador que deu mais títulos ao clube londrino. Os adeptos adoram-no e, na primeira passagem pelo clube, os jogadores idolatravam-no. Um mau começo de época em 2007,- depois de nova conquista da Liga Inglesa -leva Abramovitch a despedi-lo em Setembro, perante a estupefacção dos adeptos. Vai para Itália, onde ganha tudo à frente do Inter,incluindo a Liga dos Campeões Europeus. 
Em 2013 regressa a Londres e o Chelsea volta a conquistar a Liga Inglesa no ano seguinte, mas é notório que não há entre Mourinho e os jogadores a mesma  empatia da primeira passagem por Inglaterra. 
A presente época começa mal mas, apesar dos maus resultados, os adeptos continuam a dispensar-lhe o maior carinho. Chega a ser arrepiante a manifestação de apoio dos adeptos antes de um jogo, após uma série de maus resultados. 
Alguns jogadores, porém, fazem-lhe a vida negra e manifestam no balneário o seu desagrado com os métodos de Mourinho. Há quem diga que o desentendimento do treinador português com a médica/massagista, Eva Carneiro, terá desencadeado uma reacção do balneário, privado de alguns favores prestados pela massagista. 
O certo é que os maus resultados sucederam-se e com o Chelsea apenas a um ponto da zona de despromoção, Abramovich não teve alternativa. Sem força para impor Mourinho aos jogadores, nem hipóteses de despedir algumas estrelas, optou por rescindir com o treinador que lhe deu momentos de glória.
São muitas as lições que se podem tirar desta situação, sendo a mais fácil argumentar que Mourinho está a ser vítima de uma injustiça. Não é assim tão linear. Mourinho foi vítima de um sistema que tão depressa glorifica, como crucifica, consoante os resultados, mas também de um balneário maioritariamente hostil.
Dizia ontem a um amigo que Mourinho regressará uma terceira vez a Londres e voltará a ser feliz. Ele respondia-me com a sabedoria popular:
"Nunca regresses ao local onde já foste feliz..."
Não vou por aí, mas gostava de saber a opinião dos meus caros leitores...

Alerta aos senhores deputados, a propósito de reposições...

O governo vai repor as pensões, reformas e salários roubados pela corja que vendeu este país a interesses estrangeiros e vai aliviar a maioria dos contribuintes de uma sobretaxa manhosa inventada pelo Gaspar. Até aqui, tudo bem.
Gostaria no entanto que o governo esclarecesse quando é que vai reduzir a contribuição dos servidores do estado para a ADSE que o anterior governo quase triplicou, num ignominioso saque aos funcionários públicos.
Lembro, a propósito, que o próprio governo de mafiosos pafiosos reconheceu que a receita foi um esbulho, tendo ultrapassado largamente as necessidades do sistema de saúde.
Já vai sendo hora de os senhores deputados colocarem este problema ao governo, até porque a reposição dos descontos para a ADSE em 1,25% ( agora é de 3,5%) representa, para muitos funcionários públicos, uma devolução de rendimentos superior ao que vão receber graças à diminuição da sobretaxa e a reposição de parte dos salários.