terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Activos tóxicos

Vai sendo tempo de Pinto da Costa perceber que Lopetegui é, neste momento, um activo tóxico do qual o FC do Porto se deve descartar rapidamente.
O treinador basco não só não rentabiliza jovens jogadores da equipa B, como comete a proeza de desvalorizar jogadores como Imbula, Brahimi ou Tello e de alienar activos como Quaresma.
Acresce que ver este FC do Porto a jogar é uma seca! Quem se desloca ao estádio, só o faz por grande amor ao clube.
Em dois anos Lopetegui - apesar de ter plantéis de luxo- não consegue empolgar ninguém. Pior do que isso, falta-lhe a garra portista, pelo que não consegue transmitir aos jogadores a mística do clube. Jovens jogadores, como Ruben Neves, correm o risco de ser preteridos por amarem o clube.
Lopetegui pode ser uma pessoa muito estimável, mas não tem estofo para treinar os azuis e brancos. Ver a forma como organizou a equipa para defender o resultado nos últimos 15 minutos do jogo com o Nacional, foi deprimente. Lopetegui que me desculpe, mas queremos treinadores audazes e guerreiros, não queremos um treinador medroso e quase acobardado, perante um adversário muito inferior.
Deixe de ser teimoso, sr Pinto da Costa. Reconheça que errou ao contratar Lopetegui e arranje um treinador decente que nos devolva a alegria de festejar títulos na Av dos Aliados

O grande embuste

Quando se iniciou a Cimeira do Clima, em Paris, escrevi que o pior que nos podia acontecer era a COP 21 terminar com um acordo anunciado como um sucesso, apenas para enganar papalvos.
Infelizmente, foi isso mesmo que aconteceu. O Acordo de Paris é um enorme embuste que não vai alterar (quase) nada.
Como escrevia aqui no dia 30 de Novembro, um acordo que mantenha inalterável o mercado do carbono, será sempre coxo. Infelizmente, foi isso mesmo que aconteceu...
O facto de não ser vinculativo em matérias tão importantes como a utilização de combustíveis fósseis como fonte de energia, é apenas um exemplo do voluntarismo expectante que enforma todo o acordo. Mas há mais. Muito mais...Traçar metas, mas não estabelecer regras vinculativas que permitam atingi-las, é ficar dependente da vontade de cada país e sem mecanismos eficazes para detectar se os compromissos assumidos estão a ser cumpridos. Razões mais do que suficientes para considerar o Acordo de Paris, um retrocesso em relação ao Protocolo de Quioto.
 Não menos importante é o "falso" Acordo de Paris não só deixar no ar imensas dúvidas sobre os mecanismos de fiscalização ( diria que são mesmo inexistentes) como continuar a empurrar com a barriga a resolução de problemas fundamentais: o sistema produtivo, as fontes energéticas, os comportamentos ambientais, os padrões e hábitos de consumo são apenas algumas das questões centrais quando se debatem os problemas do clima, que não podem ficar à mercê da vontade de cada país.
Os cidadãos continuam a ser enganados e não há sinais que deixem de o ser a partir de 2020, quando o Acordo de Paris entrar em vigor.