segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Ainda há esperança?

Até ao momento, Cavaco Silva ainda não disse que o BANIF é um banco seguro, portanto os depositantes ainda podem ter alguma esperança. A não ser que... quando Cavaco exigiu a António Costa estabilidade do sistema financeiro, já soubesse a m.... que aí vem!
Pela minha parte não esqueço que Costa disse, após a primeira reunião pós eleitoral com a trupe do PSD/CDS, que o ainda governo PaF andava a esconder a situação real do país...

Aliviado? Olhe que não... Olhe que não!

Há uma semana França estava em choque com a vitória da FN nas eleições regionais francesas.Marine Le Pen festejava, Sarkozy recusava desistir em favor dos socialistas para derrotar a FN na segunda volta, o PSF entrava em transe e abdicava em favor dos Republicanos, nas regiões em que não tinha hipóteses de vencer.
Uma semana depois a FN não conseguiu vencer em nenhuma das 13 regiões, graças à aliança do PSF com os partidos de esquerda.
Apesar da vitória em 7 das 13 regiões, a estratégia de Sarkozy  penalizou os Republicanos, que há dois meses acreditavam numa vitória esmagadora.
O PSF, que desistiu nas regiões em que estava em terceiro lugar favorecendo os republicanos ( que não abdicaram de nenhuma região) conseguiu, apesar de tudo, vencer em  5 regiões. É certo que garantir a derrota da FN  custou-lhe estar ausente durante cinco anos nas regiões onde desistiu, mas isso  impediu a vitória da extrema-direita em, pelo menos, duas regiões. 
Mais uma vez, a ascensão da FN não passou de um susto, mas não há muitas boas razões para que nos sintamos aliviados. Importa lembrar que a FN triplicou o número de mandatos em  relação às eleições de 2010  e aumentou o número de votos da primeira para a segunda volta.
Seria bom, portanto, que os resultados de há uma semana não fossem rapidamente esquecidos, para que um dia os franceses não acordem perante a inevitabilidade de terem um governo de extrema-direita, porque os votantes nos partidos do sistema se abstiveram, ou porque a esquerda não soube unir-se contra a FN.
E, já agora, recorde-se que dentro de 18 meses teremos as presidenciais francesas, onde Marine Le Pen está bem posicionada nas intenções de voto.