quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Este homem é um senhor!

A forma como António Costa reagiu ao facto de não ter podido discursar em Paris porque, alegadamente, o governo de Passos não terá inscrito Portugal, é sinal de que se respira bem melhor neste país. 
Em vez de cavalgar a onda de indignação que se criou nas redes sociais e em alguma imprensa e aproveitar para acusar o governo anterior de desleixo, António Costa desvalorizou o incidente, remetendo-o para a esfera da burocracia.
Costa sabe que não lhe faltarão oportunidades para acusar o governo, por ter mentido aos portugueses, ludibriando- os com números falsos. 
Na verdade, para além da sabujice da sobretaxa, nem o desemprego diminuiu, nem a economia está a crescer ( bem pelo contrário), mas Costa optou por uma via inteligente e, em vez de levantar a voz e fazer acusações na comunicação social, optou por deixar a direita espetar-se ao comprido, com explicações bacocas. Ouvir Cecília Meireles  ou Paulo Portas justificarem a estagnação do investimento e o abrandamento da economia com o facto de ter havido eleições é, no mínimo,ridículo.
Costa vai somando pontos, enquanto a direita ressabiada revela a sua índole caceteira e anti democrática.

A moção de rejeição e o efeito boomerang

Os PAF's vão apresentar uma moção de rejeição, alegando que o governo e António Costa é ilegítimo, porque foi a coligação que ganhou as eleições. No fundo, porém, é a raiva e o mau perder que leva a direita a apresentar esta moção. 
Só que a raiva não é boa conselheira e por isso os PAF estão a meter uma argolada que a esquerda agradece. 
Com efeito, uma vez que a moção irá ser rejeitada pela maioria que sustenta o governo, torna-se evidente que essa maioria tem toda a legitimiade para governar.