quarta-feira, 25 de novembro de 2015

De ajudantes a guarda costas

No tempo de Cavaco Silva, os secretários de estado eram ajudantes. Com Pedro Passos Coelho evoluíram muito e passaram a guarda costas.
Dois casos neste governo são bem ilustrativos ( embora não sejam únicos): Paulo Núncio e Sérgio Monteiro.
O primeiro é o que aldraba as  contas e encena as patranhas aos eleitores na área fiscal. Desde a lista VIP, até ao recente caso da devolução da sobretaxa, este amigo de Paulo Portas tem sido a cara de tudo quanto é vigarice na área das finanças. Quanto à oxigenada ministra Marilú, a verdadeira mentora das vigarices, passa entre os pingos da chuva, como se nada fosse da sua responsabilidade.
Já Sérgio Monteiro, é um guarda costas com alguma independência criativa. Todas as vigarices nos transportes públicos têm a sua assinatura e, noutras privatizações tão escuras como a a EDP, ou em PPP, deu forte contributo para a concretização dos negócios. 
Passos Coelho, grato pelo serviços prestados, escolheu Sérgio Monteiro para liderar a venda do Novo Banco. Com ele à frente da negociata, está garantido mais uma privatização ruinosa para os contribuintes portugueses e uma boa entrada de dinheiro nas contas de alguns beneficiários da negociata.
Tal como aconteceu com os submarinos, não haverá culpados nem corruptos em Portugal. Cavaco serve de encobridor, dando tempo a este governo para eliminar todas as provas que possam  levar as autoridades a seguir o rasto das vigarices.
Se Miguel Macedo tivesse aprendido alguma coisa com a dupla Passos/ Portas, teria encarregado um dos seus secretários de estado de tratar dos vistos gold. Pouco avisado, agiu sem a protecção de um guarda costas e agora corre o risco de vir a ser julgado.