quarta-feira, 24 de junho de 2015

Que se lixem as eleições?

O governo (Nuno Crato) decidiu adiar uma semana o início do ano lectivo.
Isso quer dizer que o governo já combinou a data das eleições com Cavaco, não é?
Tendo em atenção que as aulas podem começar até 21 de Setembro e muitas escolas fecham dias antes das eleições, aposto que a data das legislativas será 27 de Setembro. Assim, ninguém se apercebe das barracas habituais no início do ano lectivo.

A TAP e a sabedoria popular

Hoje o dia começou  com o governo a assinar o contrato em que se compromete a oferecer a TAP ao dono da Barraqueiro ( cujos autocarros na última semana se espetaram quase diariamente) o qual, por sua vez, serve de barriga de aluguer a um brasileiro que, tendo em consideração as regras europeias, não  poderia tornar-se dono da TAP.
O governo teve pressa em fazer esta oferta e nem cuidou de prestar atenção à sabedoria popular.
" Depressa e bem não há quem…" 
Ou "  À mulher de César não basta ser honesta, precisa  parecer". E este negócio, à vista desaramada, não parece nada honesto, pois está envolto num secretismo muito suspeito.
Passos y sus muchachos deviam escutar o povo.

A direita do courato e a crise grega


Foto da Net


O Syriza cedeu em muitos pontos, mas não ultrapassou algumas linhas vermelhas impostas por Tsipras: a  redução de  pensões e de salários e  o aumento  da energia, por exemplo, foram questões em que não recuou. 
É inegável que foi obrigado a recuar mais do que pretendia e prometera aos gregos, mas pode dizer-se que foi uma derrota? Não. Aposto mais no empate, pois ambas as partes salvaram a face. 
Quem parece não gostar  do acordo é a direita do courato. A direita  de Passos, Portas e Marilú, mas também  do Observador, do Blasfémias e da D. Helena que gosta que lhe apalpem as mamas. A direita do courato  queria sangue, porque os gregos são uns corruptos e mereciam ser castigados.  Mesmo que isso significasse mais sacrifícios para nós, o fim do euro e uma eventual guerra  na Europa ( que inevitavelmente irá acontecer). A direita do courato  está inconsolável. 
Talvez se anime um pouco, quando o acordo for votado no parlamento grego. É que, segundo alguns analistas, poderão ser os partidos gregos de direita a viabilizar o acordo, pois as divisões no seio da coligação e do próprio Syriza, tornarão muito difícil a aprovação do acordo, sem votos favoráveis de deputados de partidos de direita. E, se assim for, Tsipras tem um grande problema para resolver.

Quadra saojoanina




O coelho é um animal
O cavaquinho um instrumento
Mas que fiz eu de mal
Para ter de aturar dois  jumentos embirrentos?