quinta-feira, 18 de junho de 2015

Dissertações à volta do pote

Fartei-me de escrever sobre o assunto e defendi que a verdadeira reforma de Estado terá de passar, obrigatoriamente, por acabar com esta pouca vergonha que todos conhecem, mas calam, e a que ninguém quer pôr termo para não afugentar a clientela.
Não é um problema exclusivo do PSD. O PS age exactamente da mesma maneira e o CDS, quando lhe dão uma abébia ( lembram-se  das nomeações do Mota da Vespa para a Segurança Social?) aproveita de imediato para reclamar o seu quinhão.
O que é inovador é haver alguém que ponha a boca no trombone e tenha a coragem de dizer: o rei vai nu!

A TAP está primeiro

Vai mandar bocas na tua terra ,ó merdoso!




Subir Lall, o merdoso do FMI para quem as soluções do mundo seriam fáceis se todos os países fizessem como o seu e deixassem morrer milhões à fome, à porta de palácios de multimilionários, diz que só é possível manter as pensões em Portugal se o governo aumentar os impostos.
Gostaria de lembrar a esse chuleco o que decidiu o  Tribunal Constitucional alemão  sobre o assunto e a posição tomada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem:
O Tribunal Constitucional  alemão equiparou as pensões à propriedade, pelos que os governos não podem alterá-las retroactivamente. A Constituição alemã, aprovada em 1949, não tem qualquer referência aos direitos sociais, pelo que os juízes acabaram por integrá-los na figura jurídica do direito à propriedade. A tese alemã considera que o direito à pensão e ao seu montante são idênticos a uma propriedade privada que foi construída ao longo dos anos pela entrega ao Estado de valores que depois têm direito a receber quando se reformam. Como tal, não se trata de um subsídio nem de uma benesse, e se o Estado quiser reduzir ou eliminar este direito está a restringir o direito à propriedade. 
Este entendimento acabou por ser acolhido pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. 

Eu cá não sou de intrigas mas...


... parece-me que a Marilu também precisava de levar uns cortes...