segunda-feira, 15 de junho de 2015

A segunda infância de um Anibalóide

A caminho da Bulgária, Cavaco voltou a ser uma criança anibalóide. Talvez motivado pela conversa sobre aviões ( juntamente com submarinos, são os brinquedos preferidos desta coligação) Cavaco respondeu às perguntas de jornalistas com o mesmo estratagema das criancinhas quando ficam sem argumentos para contrariar os adultos:“ Eu ganhei quatro vezes com mais de 50%! Nha, nha nha nha nha…”
O inquilino de Belém não percebeu que os portugueses se estão c...... para o que ele diz  e só querem ver-se livres dele o mais depressa possível?

Os professores que os eduquem!

As associações de pais querem que as férias dos filhos sejam reduzidas a um mês, e  apenas no Verão.
Sinceramente não compreendo estes pais que procuram descartar-se dos filhos o máximo de tempo possível.Eu sei que nos tempos que correm é  muito difícil para os pais conciliarem o trabalho com o acompanhamento dos filhos, mas eles têm de respeitar o direito das crianças ao lazer e o seu espaço para brincar e conviver fora dos muros da escola.
O que as associações de pais pretendem não é apenas uma violência. É, acima de tudo, descartar a responsabilidade pela formação e educação dos filhos e entregar essa tarefa aos professores. Apesar de em muitos outros países os pais terem dificuldades acrescidas no acompanhamento dos filhos,não conheço nenhum país europeu onde não haja férias intercalares. Os pais portugueses, porém, querem pôr os seus interesses acima dos interesses dos filhos e isso parece-me intolerável.
Parafraseando Daniel  Sampaio, é preciso inventar novos pais. Estes falharam a sua missão..

O facto da semana




Esta semana Cavaco condecorou a troika por intermédio de Teixeira dos Santos e assim avalizou, ainda que inadvertidamente, a política do governo de Sócrates que ele próprio ajudou a derrubar. Mas estas incoerências de Cavaco não são o facto mais relevante desta semana em que Pedro Passos Coelho foi ao Portugal dos Pequeninos fazer a figura triste que a foto documenta de forma exuberante. 
As inúmeras críticas a Carlos Alexandre ( Marcelo Rebelo de Sousa e Pacheco Pereira incluídos) pela decisão de manter Sócrates em prisão preventiva só podem surpreender quem não preza os valores da democracia e considera normal que um cidadão seja preso preventivamente para ser investigado.
O grande facto da semana também  não foi a publicação, pela revista Sábado, de um interrogatório de Sócrates. O segredo de justiça tem sido tão vilipendiado em Portugal, que já ninguém se espanta. O que foi verdadeiramente surpreendente, foi ter-se sabido, durante o Eixo do Mal e na homilia dominical de Marcelo, que a direcção da revista Sábado confirmou que a divulgação do interrogatório foi do conhecimento do ministério público. Mais... a transcrição do interrogatório foi oferecida a vários órgãos de comunicação social.
A Procuradora Geral da República diz que vai investigar. Mas investigar o quê? Não é ao MP que compete garantir e proteger o segredo de justiça? Então é muito fácil encontrar responsáveis, não é? O problema é que a PGR  não está nada interessada em encontrar os responsáveis. Este sistema serve na perfeição aos propósitos do MP de fazer julgamentos em praça pública. Seja no caso de Sócrates,  no de Leonor Cipriano, ou qualquer outro caso mediático em que seja necessário encontrar um culpado para saciar a sede de vingança da "populaça".
Como ontem escrevia Pedro Marques Lopes ( outro insuspeito de ser apoiante de Sócrates) no DN, " quando perceberem que não é de Sócrates que se está a falar, mas dos direitos de todos nós, é capaz de ser demasiado tarde".

Espera-se o pior

Num mês em que o governo anunciou cortes na segurança social e admite a necessidade de mais medidas de austeridade se não conseguir descer o défice abaixo dos 3%, as sondagens indicam que, apesar de os eleitores preferirem por larga maioria as propostas do PS, às dos partidos da coligação estes são menos penalizados do que o PS nas intenções de voto dos portugueses.
Se alguém perceber, agradeço que me explique...
Em Outubro espera-se o pior. A síndrome de Estocolmo atacou em força os portugueses que se voltaram a endividar a níveis anteriores a 2011.
Depois queixem-se, se o Passos vier dizer que estamos a viver acima das nossas possibilidades...