domingo, 14 de junho de 2015

Nem de propósito...

Na sexta -feira, a propósito dos 30 anos de entrada de Portugal para a UE escrevi aqui, sobre a utilização abusiva dos fundos comunitários por parte de Passos Coelho.
É esta a seriedade que Pedro e Paulo nos impingem.

Festas de Lisboa



Em tempo de crise como a que Portugal atravessa, a sardinha é um luxo gastronómico ao alcance de apenas uma pequena franja dos cidadãos lisboetas. Sendo as Festas de Lisboa, festas populares, o logótipo deveria reflectir a realidade da cidade e do país, não sugerindo o consumo de um peixe que,não tarda nada, estará ao preço da lagosta.
Se a UE não os tivesse proibido, tornando-os um pitéu pouco popular,  apenas ao alcance de quem os consegue comprar na candonga, ou pode ir comê-los a Espanha, onde  abundam, sugeria que o jaquinzinho passasse a ser o símbolo das Festas de Lisboa.
Afastada essa possibilidade, ocorreu-me que os caracóis poderiam desempenhar o papel de embaixadores das Festas de Lisboa. São económicos e também proporcionam bons cartazes. Só que esbarrei com a petição de um grupo de patuscos que pretende proibir o consumo de caracóis, pelo que não querendo colocar em dificuldades o presidente da câmara, abandonei essa hipótese.
Pensei, pensei, pensei e acabei por me lembrar de um animal fácil de encontrar, simpático e barato: a minhoca. 
Não façam esse esgar de nojo, please! A minhoca é uma espécie de caracol sem casca, logo muito mais fácil de comer. E proporciona  excelentes espetadas, asseguro-vos. Ou então grelhadas com bacon. 
Experimentem e depois digam lá se a minhoca não é uma boa sugestão para cartaz das Festas de Lisboa do próximo ano...


Bibó Porto (54)






O Porto visto por Dina de Souza ( aguarelas)