segunda-feira, 25 de maio de 2015

A coligação respira confiança

Quando a ministra das finanças se dá ao luxo de anunciar ao país que não hesitará em cortar as pensões aos actuais pensionistas, isso significa que a coligação respira confiança numa vitória nas legislativas de Outubro. Mas não só... Também quer dizer que a segurança social só será entregue ao partido dos contribuintes e pensionistas, se aquele ministro que tem cara de traque atacado por hemorróidas, acatar as ordens de Marilú.
Esganiçado e em bicos de pés, lá veio ele hoje garantir que, por enquanto, o assunto não está a ser discutido. Não disse, no entanto, que se oporá à medida, o que deixa os pensionistas muito descansados, obviamente...
O partido dos contribuintes e pensionistas, já não é o que era. Desde que Portas se vendeu por um lugar com vista para o Jardim Zoológico, passou a ser o partido do capacho.
Como lhe compete, Marcelo Rebelo de Sousa veio defender Marilú. Desta vez encontrou um argumento imaginativo: a declaração da ministra foi fruto do entusiasmo, por se encontrar entre jovens.
Pronto, ficamos a saber que Marilu está a atravessar a crise da meia idade. 

Os infiltrados

Grande escândalo! A Igreja Maná tomou de assalto o PDR de Marinho e Pinto e a comunicação social indignou-se. Não havia necessidade... lá porque os 300 militantes trazidos em autocarros, pagos sabe-se lá por quem são todos brasileiros e fazem parte de uma seita, há razão para tanto escândalo?
O PSD também foi tomado de assalto por uma seita, dirigida por uma loira e um mentecapto, que além de destas manobras escuras, mantém como refém o partido do Portas, ameaça matar os pensionistas à fome e não é por isso que os portugueses deixam de votar neles. 

Igualdade é...

Já tinhamos três canais de televisão para coelhos, agora temos também um canal para cães. 

Espanha em tempo de mudança

Dos resultados das eleições de ontem em Espanha, ressaltam alguns factos interessantes, para além dos que já aqui referi:
- A Espanha mudou. Pode mesmo falar-se de uma revolução, mas não ainda do fim do bipartidarismo. Só as eleições legislativas de Outono poderão confirmar a tendência.
- À direita, não lhe chega vencer as eleições para governar, porque perdeu mais de 2,5 milhões de votos e a esquerda é maioritária em 10 das 13 regiões autónomas.
- O PP apenas terá relativa facilidade em formar governo em Castilla y Leon, La Rioja e Murcia
- O PSOE, apesar de ter perdido mais de 750 mil votos, aproximou-se bastante do PP e pode fazer alianças à esquerda em 8 regiões, incluindo Madrid. 
- Barcelona será governada pela esquerda nascida de movimentos populares, nos barrios, emergindo assim do verdadeiro apoio popular. Será muito interessante analisar o que se irá passar nos próximos meses na Catalunha- e que não deixará de ter reflexos em toda a Espanha.
- Em Madrid, o PP conseguiu vencer por um deputado o movimento Ahora Madrid, que integra o PODEMOS, mas dificilmente formará governo, porque uma aliança do Ahora com o PSOE garante uma maioria confortável. 
- O aparecimento de forças políticas como o PODEMOS e o Ciudadanos não terá sido suficientemente mobilizador, para levar os espanhóis às urnas. Comparando com os resultados de 2011, houve mesmo um ligeiro aumento do número de abstencionistas.
Não é possível projectar o resultado das eleições autonómicas e municipais para as legislativas de Outono, mas há fortes indícios de que numa manhã de segunda feira do próximo mês de Novembro, a Espanha vai acordar ingovernável, se a esquerda não se entender. O PP , mesmo vencendo as legislativas, dificilmente conseguirá formar governo, pois o Ciudadanos não parece ter ainda força suficiente para servir de muleta a Rajoy.

Que fazer com esta vitória?

Apesar de todos os casos de corrupção, da elevada taxa de desemprego e da austeridade, o PP venceu as eleições autonómicas e municipais em Espanha.
Foi, no entanto, uma vitória amarga. Apesar de ter vencido em 10 das 13 regiões autónomas, o PP perdeu mais de 2,5 milhões de votos e terá muita dificuldade em formar maiorias para governar, pois se a   esquerda  se aliar, poderá dirigir a maioria das regiões, deixando o PP na oposição.
Vai ser interessante seguir o que se irá passar em Espanha nos próximos dias.
Talvez seja a última oportunidade da esquerda espanhola.
(Em desenvolvimento)