sexta-feira, 1 de maio de 2015

Estranha forma de defender os trabalhadores


Peço desculpa se incomodo algumas pessoas mais sensíveis, mas não consigo confiar num dirigente de uma central sindical que apoia a greve dos pilotos da TAP, mesmo sabendo  que a maioria dos outros sindicatos está contra.
Eu sei que o governo está a ser arrogante e teimoso, mas o sindicatos dos pilotos comporta-se da mesma forma com a sua intransigência que não contribuirá para salvar a TAP, mas sim para desvalorizar e destruir milhares de postos de trabalho.
Não posso confiar num dirigente de uma central sindical que defende a greve de um grupo profissional que está a pôr em risco milhares de postos de trabalho da TAP e se marimba nos apelos dos restantes trabalhadores para cancelar a greve, porque  estão apenas a velar pelos seus interesses e sabem não correr quaisquer riscos de ficar desempregados se a empresa falir.
Afinal, quais são os trabalhadores que a CGTP defende? Os mais favorecidos?
Não posso confiar em Arménio Carlos quando  se põe  em bicos de pés para dar entrevistas a um jornal do regime  e não se coíbe de afirmar que a TSU do PSD ( que apenas reduz a  parte dos patrões) é melhor do que a do PS que ( sendo à mesma muito controversa)  reduz  a TSU de patrões e trabalhadores.
Não posso confiar num dirigente  que usa a  CGTP  para fazer chicana política  e  servir de simples correia de transmissão do PCP  para atacar o principal adversário político, fazendo o jogo da direita.
Fazer do PS o maior inimigo, não é novidade. Dar lastro a um governo simplesmente porque se quer descredibilizar o rival, é canalhice de putos.
A CGTP  merecia um dirigente melhor. A UGT idem idem, aspas aspas.
Com dirigentes assim não admira que as pessoas se afastem cada vez mais do sindicalismo, uma das maiores conquistas dos trabalhadores.
Lamento mas,  no Dia do Trabalhador, não podia deixar de expressar a minha repulsa pelas declarações de Arménio Carlos a propósito da greve da TAP. 

Enfim, a LIBERDADE!

No dia 25 de Abril de 1974 estava na EPI, em Mafra. Não pude sair e só à noite foi possível ter a certeza de que o pesadelo terminara.
Tivemos ordem de "soltura" no dia 30 de Abril  e no dia seguinte, em Lisboa, pude então pela primeira vez respirar em LIBERDADE!