segunda-feira, 27 de abril de 2015

Um momento de inspiração



António Costa disse que a coligação é um casamento de conveniência, mas não apresentou um fundamento credível.
Eu  já tinha escrito isso em 2012, mas  apresentei um fundamento : Pedro e Paulo inspiraram-se  no casamento de duas figuras bem conhecidas.

Todos diferentes, todos iguais

Huguinho, Luisinho e Zezinho reuniram-se para escolher uma nova brincadeira que quebrasse a monotonia diária dos passeios de bicicleta e dos jogos da bola.
Huguinho sugeriu que assaltassem o frigorífico do Tio Donald e fizessem um picnic com as namoradas. Todos concordaram e elogiaram a ideia do Huguinho. Apanhados em flagrante, Luisinho e Zezinho acusaram o Huguinho de ter sido o mentor da ideia. 
Foi mais ou menos o que aconteceu com a proposta de três deputados do CDS, PSD e PS que decidiram brincar à Censura, impondo um exame prévio durante a campanha eleitoral. Todos concordaram que a ideia era excelente  mas, confrontados com a crítica generalizada, apontaram o dedo acusador a Inês Medeiros por ( alegadamente) ter sido a autora da ideia.

Como Paulo Portas se diverte a gastar o nosso dinheiro

Paulo Portas tinha comunicado à AR que partiria para Nova Iorque, em serviço oficial, no sábado ( dia 25 de Abril) ao meio dia. 
Inesperadamente, apareceu na cerimónia da AR. À hora do jantar reuniu-se com o noivo Passos num hotel de Lisboa para anunciar a coligação.
Conclui-se que partida de Paulo Portas no sábado para Nova Iorque não era imprescindível. Provavelmente nem o serviço oficial  seria assim tão premente caso contrário, não teria adiado a viagem para assinar o acordo de coligação.Fá-lo-ia após o regresso.
Não se conclui, mas presume-se, que a partida no sábado lhe permitiria  gozar um domingo em Nova Iorque à custa do contribuinte e serviria para justificar a ausência das cerimónias comemorativas do 25 de Abril.
Quando se pedem sacrifícios aos portugueses Portas - cujos gastos em Nova Iorque a imprensa já divulgou- vai passar o fim de semana a Nova Iorque, sem que haja justificação plausível? 
Já agora, podem explicar-me por que razão a cerimónia de assinatura do acordo de coligação se realizou num hotel ( com os custos inerentes)? 
Ouvi alguém dizer que a escolha da data foi simbólica. Treta! Esta gente está-se borrifando para o 25 de Abril.Apenas quis retirar da agenda mediática as propostas dos economistas para o programa do PS. 
Devo reconhecer que até foi uma boa jogada. Não precisavam era de gozar os contribuintes.
Adenda: Não haverá por aí nenhum jornalista interessado em divulgar a agenda de Portas nos EUA?

O acordo ortográfico convida ao absentismo

Antes do acordo ortográfico escrevia-se “ Alto e pára o baile!” 
Significava  mais ou menos deixem de mandriar e vão trabalhar
Com o novo AO escreve-se “Alto e para o baile”
O que pode ser interpretado como  deixem de trabalhar e vão gozar a vida