quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ainda vai a tempo de confirmar

Eu passo por lá todos os anos.
Se nunca por lá passou,não sabe o que está a perder

Apalpem-me as mamas, que eu gosto!





"A Helena Matos, no Blasfémias, não vê mal em que se espremam as mamas das mulheres como forma de provar que estejam a amamentar. Certamente que o plural é abusivo; ela fala por ela e por pessoas como ela. A Helena, como boa liberal, com certeza não se importa que o patrão lhe aperte as mamas para confirmar se está ou não a amamentar, para poder gozar um direito - o escândalo, um trabalhador com direitos! - que lhe é conferido pela lei. Para a Helena é normal e, confesso, estou curioso para saber como têm sido as entrevistas de emprego de Helena Matos ao longo dos tempos. Se é que alguma vez foi a alguma. Terá feito o teste da virgindade (http://www.hrw.org/pt/news/2014/12/01/onu-oms-condena-testes-de-virgindade)? Será que foi devidamente avaliada, com direito a palpação?

As questões legais já estão mais do que esclarecidas aqui (http://www.hrw.org/pt/news/2014/12/01/onu-oms-condena-testes-de-virgindade) e aqui (http://manifesto74.blogspot.pt/2015/04/espreme-mama-se-nao-der-leite-nao-ha.html). 
Enoja-me esta merda de ser suposto aceitar tudo. Enoja-me neste caso específico a pessoa em causa ser uma mulher, ou qualquer coisa parecida, que eu, nestas coisas, partindo do princípio da Helena, só acredito quando vir.

Comparar exames médicos normais, como faz Helena Matos, a ter de esguichar leite pelas mamas para provar o que quer que seja a um patrão ou a um chefe, consegue ser um nível acima da filhadaputice do César das Neves.

Ser uma mulher a escrevê-lo prova que a imbecilidade não tem género. E voltamos aqui a uma questão central: a luta é de classes, não é de género. A mulher que escreveu aquilo não deixa de ser mulher. Uma mulher de merda, mas uma mulher.

Creio que a Helena estará antes a projectar as suas necessidades - legítimas - na generalidade das mulheres. Ora imaginem lá o José Manuel Fernandes a apalpar as mamas da Helena Matos, antes de convidá-la para opinar no covil de fachos que dirige? Não é uma imagem bonita?"

Ricardo M. Santos, in Manifesto 74

O embuste low cost



Não deixa de ser surpreendente que um governo dito liberal tenha tomado a decisão de obrigar todos os postos de abastecimento a vender combustíveis low cost.
Como era de esperar, o resultado foi prejudicial para os consumidores. Em apenas três dias, os combustíveis low cost  aumentaram mais de 2 cêntimos  e atingiram o preço a que estavam os menos aditivados (95) há uma semana. A partir de hoje pagamos por combustíveis sem aditivos, o mesmo  que pagávamos pelos aditivados. E estes rapidamente se aproximarão dos preços dos combustíveis super aditivados (98) ou Premium.
Claro que a justificação será a do costume mas, a breve prazo, iremos perceber  a amplitude  do embuste. O aumento dos combustíveis low cost  irá reflectir-se  nos postos de abastecimento das cadeias de distribuição, reduzindo a diferença entre estes e os das gasolineiras tradicionais ( BP, Galp ou Repsol). 
Todos ficarão a ganhar, menos os consumidores.
Para compor o ramalhete o governo deu um forte contributo. Como não sabe legislar e faz tudo às três pancadas, "esqueceu-se" de  legislar sobre a informação aos consumidores. Quer isto dizer que as gasolineiras continuam a estar obrigadas  a exibir os preços dos combustíveis de forma visível( uma iniciativa do ex secretário de estado socialista Fernando Sarrasqueiro absolutamente inócua), mas o consumidor não tem informação sobre o tipo de combustíveis a que se referem os preços ( ver foto)
É no que dá tomar medidas - que até acredito serem bem intencionadas- sem  pensar nem prever as consequências. O governo, claro, dirá que é o mercado a funcionar.

Agora sim, estou muito mais confiante neste governo!

As propostas dos economistas convidados pelo  PS são uma fantasia. Onde é que se viu governar para as pessoas?  
Boas são mesmo as do governo que governa para as empresas e para os gajos do guito. Com grande sucesso, há que reconhecê-lo. Depois de tanta austeridade, a nossa troika tuga  continua a cumprir os seus objectivos: fazer crescer  a dívida pública ( aumentou para 234,6 mil milhões em Fevereiro)  e  ultrapassar a Grécia no risco de pobreza.