terça-feira, 21 de abril de 2015

Sim, a alternativa existe!


Vale a pena seguir o link e ler este artigo do insuspeito Pedro Santos Guerreiro, para desmistificar a ideia de que PSD e PS são iguais. E talvez seja também altura de perceber por que razão Costa é diferente de Seguro.
A alternativa à austeridade cega existe e a melhor prova disso foi a reacção imediata dos partidos do governo, que se vai ver obrigado a discutir o futuro do país e abandonar os jogos florais do jardim da Marilú Celeste.

Vocês sabem do que estou a falar...

Não sou de roer as unhas mas que começo a ficar impaciente, não há como negar. E vou sofrer muito durante duas horas. 
O que vale é que estou preparado para o pior cenário...

Mudança de táctica

Em 2011 Passos Coelho mentiu aos portugueses, prometendo exactamente o contrário do que viria a fazer quando chegou ao pote.
Agora, como  os portugueses já  conhecem o valor da palavra de Passos Coelho,  utiliza outro argumento. Se aguentarem todas as medidas de austeridade que vos proponho ( cortes nas pensões, salários mais baixos, trabalhadores a pagarem a TSU das empresas, fim do estado social, do SNS e estágios a fingir de empregos), vamos ter um país fantástico.
A muleta  bate palmas, lança uns risinhos nervosos e concorda. Vamos ter um crescimento do camandro

A coligação PSD/CDS é inevitável?

Nem por isso.  
Por vontade de Passos Coelho não haveria coligação nenhuma. Está farto das birras do Portas, o Pires de Lima apesar de dizer que é um soldado disciplinado, às vezes ameaça abandonar o quartel  e, last but not the least, Passos acredita mesmo que pode ganhar as eleições apresentando-se sozinho .
No entanto, não será fácil Passos Coelho desenvencilhar-se dos meninos mimados e impertinentes do CDS.
Dentro do PSD a maioria quer manter a coligação. Por muito que Passos lhes diga que o CDS é um empecilho, só atrapalha e seria muito mais confortável  apostar numa vitória sozinho e  depois  convidar o CDS, fragilizado, a servir de muleta, do que ir a votos em coligação e sujeitar-se às chantagens de Portas.
No grupo parlamentar do PSD poucos são os que compram esta teoria  e argumentam que, caso o PSD  perca as  eleições, Portas irá a correr lançar-se nos braços de António Costa.  Por uma vez, há que dar razão a Passos e elogiá-lo pela  coragem em assumir riscos.
Só que, repito, será muito difícil a Passos  manter esta  posição. O  CDS está disposto a abdicar de todas as suas bandeiras – como já se viu no recuo  em relação à TSU, à extinção da taxa extraordinária do IRS e às pensões dos reformados-  para  manter  um lugar no pote.
 Bem pode argumentar Passos que  Portas não é de confiança  e  dizer que só aceita ir a votos coligado se o CDS assinar um acordo pré- eleitoral, onde fique determinado o número de ministérios que lhe cabem em caso de vitória. Só que ele também sabe que o CDS será exigente, porque acredita valer mais do que efetivamente vale e  isso é um obstáculo a um acordo prévio.
Não tenho dúvidas que se Passos pudesse decidir sozinho,  prescindiria da muleta do CDS.  Não sei é se conseguirá fazer valer a sua tese. Os defensores da coligação não deixarão de esgrimir as sondagens que apontam para a possibilidade de PSD e CDS, coligados, poderem ter maioria absoluta.  Como a seu tempo se verá, este argumento é enganador. As eleições do Outono irão trazer grandes  surpresas, pela dispersão de votos nos “pequenos” partidos que pela primeira vez entram em cena. Se o CDS concorrer sozinho,  ficará reduzido a uma expressão minimalista. Talvez um táxi seja demasiado grande para transportar os seus deputados. Os portugueses penalizarão mais o CDS – que consideram um partido imprestável-do que o PSD. Portas sabe disso. Passos também.  
Por isso mesmo penso que, não sendo a coligação inevitável, acabará por se concretizar por força das pressões internas no seio do PSD e pela vontade de Portas se manter agarrado ao pote.. 
Restará a Passos forçar o CDS a aceitar  um acordo pré-eleitoral que o reduza à sua insignificância. Não será fácil.

A Gaiola das Malucas

Marco António Costa foi o porta voz da indignação do PSD, motivada pelo salário de 10 mil euros atribuído ao presidente da RTP  e pediu explicações ao CGI da estação pública.
A resposta não se fez esperar: o salário foi aprovado por Poiares Maduro e Maria Luís Albuquerque.- esclareceu o CGI
À primeira vista parece que o PSD é uma espécie de Gaiola das Malucas. Mas não é. Eles sabem muito bem o que fazem  e como fingir que se indignam  com uma filha da putice. Como se o chefe do bordel não soubesse de nada!