segunda-feira, 20 de abril de 2015

E que tal encontrar o ponto de equilíbrio para a idade da inocência?

Há dias, em Inglaterra, um jovem de 13 anos  foi condenado a prisão perpétua por ter assassinado uma mulher.
Hoje, em Espanha ( Barcelona), um outro jovem, também de 13 anos, entrou na escola com material para fabricar cocktails molotov e uma besta, matou um professor, feriu uma professora e três alunos à flechada . Está sob custódia, porque é inimputável

Sarkozy tentou, durante o seu mandato, aprovar uma lei que responsabilizasse os filhos inimputáveis. A proposta gerou forte controvérsia e acabou por não ser aprovada.

Entre uma sentença de prisão perpétua e a inimputabilidade há uma amplitude abissal. A proposta de Sarkozy não contribuirá, certamente, para reduzir a criminalidade juvenil, mas há que encontrar urgentemente um ponto de equilíbrio entre a prisão perpétua e a inimputabilidade.
Não podemos é continuar, impassíveis, a olhar para o aumento da criminalidade juvenil e encolher os ombros ou desculpar os crimes com a idade da inocência.

Lágrimas de crocodilo





As Primaveras árabes  sonhadas pelos EUA e encorajadas, apoiadas e fomentadas pela Europa,  redundaram  num mar de sangue na Síria, no Egipto, no Iraque, ou na Líbia. Derrubaram-se ditadores e favoreceu-se a instalação da Lei da Selva.
 Pior do que dar um tiro no pé, foi abrir mais uma caixa de Pandora de consequências imprevisíveis
A invasão da Líbia ( a pretexto do cumprimento de uma resolução da ONU) foi um dos maiores erros políticos e estratégicos da UE. No tempo de Kadhaffi a Líbia era um tampão que diariamente  impedia a entrada na Europa de milhares de emigrantes.
Derrubado Kadhaffi, instalada a Lei da Salva em toda a região, consumadas as perseguições étnicas e religiosas, milhares de homens, mulheres e crianças fogem do terror que o Ocidente instalou no norte de África e demandam a Europa - já não apenas em busca de melhores condições de vida, mas tentando salvar as suas vidas.
O Mediterrâneo transformou-se num gigantesco cemitério. A invasão de imigrantes e refugiados provenientes dos países do Norte de África está a criar graves problemas à Europa e a pôr a nu a hipocrisia e desumanidade dos líderes europeus que nos governam.
Durante muitos anos a Europa não só tolerou as ditaduras de Ben Ali, Mubarak e Kadhaffi ( para não falar de muitas outras…) como as apoiou. E ganhou muito dinheiro com elas. Só em 2010, vendeu aos ditadores africanos quase 400 milhões de euros em armamento, que hoje está em grande parte nas mãos do ISIS, por causa da tragicomédia da Primavera Árabe.
Hoje, os líderes europeus dizem-se muito chocados com a chacina que está a ocorrer no mediterrâneo mas, como já aconteceu anteriormente, as medidas para impedir este massacre reduzir-se-ão a atirar dinheiro para cima do problema e, quiçá, a mais um pacote de medidas securitárias visando coarctar mais um pouco a liberdade dos cidadãos europeus.
Entretanto, o problema vai agravar-se nos próximos tempos, perante a inércia da UE. Aberta a caixa de Pandora, os lideres europeus não sabem como reagir, porque não sabem o que se está a passar.

Os caras pálidas

Na semana passada escrevi este  post sobre as manifs no  Brasil.
Embora tenha recebido apenas dois comentários de leitores, recebi igual número de mails e um telefonema de familiares brasileiros desmentindo o que eu escrevera. O mais veemente e inflamado, foi o telefonema. Apesar de esse familiar viver em Portugal, garantia-me que amigos em S. Paulo tinham estado presentes e afiançavam que  os manifestantes tinham ultrapassado largamente o milhão. Ou seja, 10 vezes mais do que a Folha de S. Paulo noticiara.
Alexandra Lucas Coelho também estava em S. Paulo e foi ver. E como a considero absolutamente insuspeita, aqui fica o que ela escreveu no "Público" e reforça a minha convicção sobre as manifs anti Dilma

A prova do ketchup