terça-feira, 14 de abril de 2015

Post com dedicatória

Isabel do Carmo escreveu hoje um artigo no DN  onde arrasa, com provas irrefutáveis, o panfleto anti Sampaio da Nóvoa  escrito por João Taborda da Gama no mesmo jornal e iliba o ex- reitor da Universidade de Lisboa de quaisquer responsabilidades na reprovação de Saldanha Sanches. Pelo contrário, demonstra que ele fez tudo o que estava ao seu alcance, para evitar o "chumbo".
O artigo também serve para desmascarar este embusteiro consultor de comunicação que à boleia de João Taborda da Gama- e cumprindo as ordens de quem lhe paga- aproveitou para escrever um post asqueroso onde faz acusações  torpes e soezes a Sampaio da Nóvoa desprovidas de qualquer inteligência e reveladoras da sua profunda ignorância e má fé.

Da série " O que tu precisas é de um espelho"

Umbiguismo




Já várias vezes escrevi sobre o umbiguismo da comunicação social tuga, onde o noticiário internacional é fraco e, a maioria das vezes, se reduz a copypaste do que se publica lá fora. 
Já expliquei o menosprezo pelo noticiário internacional com o facto de o Portugal Sentado ter invadido as redacções. O destaque noticioso  do que se passe de relevante fora da Europa e dos Estados Unidos não é decidido nas redacções. Está dependente do destaque que é dado na imprensa e televisões internacionais. E de alguns interesses políticos e económicos dos seus proprietários, obviamente.
Não me espantou, por isso, que os media indígenas - e provavelmente também a blogosfera e as redes sociais- não tenham dado grande destaque ao massacre de Garissa.
Há dias, num jantar com jornalistas amigos,  falávamos  sobre a indigência informativa sobre Garissa e a opinião foi unânime: houve causas suplementares - a morte de Manoel de Oliveira e também a quadra pascal-  que determinaram o alheamento dos media em relação a Garissa. No entanto - e nisso também fomos unânimes- se o massacre tivesse ocorrido num país europeu, o destaque teria sido idêntico ao dado ao Charlie Hebdo. 
Aliás, ontem mesmo, assistimos a outro episódio revelador do umbiguismo informativo tuga. No mesmo dia morreram Gunter Grass e Eduardo Galeano. Todas as televisões deram grande destaque ao autor de "Tambor de Lata" mas a morte de Galeano, autor de um dos mais importantes livros sobre a História da América Latina ( "As Veias abertas da América Latina"), apenas foi referida em alguns noticiários em nota de rodapé.
À comunicação social tuga falta mundo e a noção do ridículo. É pequenina, pacóvia e provinciana como o país. 
O Expresso  foi indagar junto  de directores de jornais, rádios e televisões as razões para o eclipse noticioso em relação a  Garissa. Vale a pena ler.

A queda do mito



Paulo Macedo foi considerado, durante muito tempo, o melhor ministro deste governo. Comentadores e comunicação social garantiam que o ministro da saúde estava a reestruturar o SNS sem por em causa a sua manutenção.
O último trimestre de 2014 começou a revelar sinais de que afinal não era bem assim. Os caos das urgências, a dificuldade em encontrar alguns medicamentos e a morte de doentes com hepatite C porque o ministério andou meses a encanar a perna à rã, começaram a levantar desconfianças em relação a Paulo Macedo. Quem deixa morrer pessoas nos hospitais, por razões económicas não pode ser bom ministro.
Depois veio Passos Coelho  com aquela intervenção pulha "salvar pessoas da morte sim, mas desde que não seja muito caro" e ficamos todos a perceber que Paulo Macedo era um pau mandado que apenas fazia o que a dupla Marilu /Passos mandava. Finalmente, quando surgiu a notícia de que o governo estava a transferir as verbas dos hospitais públicos para os privados,  ficou clara a dimensão do embuste: a função de Paulo Macedo à frente do ministério da saúde tem como único objectivo entregar o SNS aos privados, tornando-o num negócio rentável. 
Ontem a TVI exibiu uma reportagem sobre o caos nas urgências e o país inteiro ficou a saber que  a saúde em Portugal é um pesadelo ( VER VIDEO ACIMA).
O mito "Paulo Macedo melhor ministro deste governo"  caiu definitivamente. É um crápula igual aos outros, apenas um bocadinho mais sofisticado na forma como está a destruir o país.

Política de terra queimada

Enquanto não venderem o país a retalho, não destruírem o SNS, a Segurança Social, privatizarem os bens essenciais e não destruírem por completo o tecido social, fazendo de Portugal uma colónia de escravos ao serviço de europeus ricos, esta escumalha que se apoderou do país, com o alto patrocínio de um palhaço, não descansa.