sexta-feira, 10 de abril de 2015

Conversas com o tra(ves)seiro



A dívida não aumentou, apareceu ( Maria Luis Albuquerque)
O governo fez todas as reformas. Só falta concluir a redução dos custos de trabalho. (Pedro Passos Coelho)
Antes que apareça mais dívida por aí e o Passos decida concluir a reforma que falta,sugiro que descansem confortavelmente na almofada financeira da Marilú.
Eu sei que era melhor assaltar-lhe o cofre. O problema é que  entretanto deve ter sido arrombado  e o dinheiro agora cabe numa almofada.

Tenham um excelente fim de semana

Os indignados

Há muita gente incomodada no PS, porque António Costa terá, supostamente, feito abortar a escolha de João Proença para suceder a Silva Peneda na presidência do Conselho Económico e Social. Facto que já foi desmentido, mas não deixa de merecer alguma reflexão.
Tendo em consideração o passado de João Proença na defesa dos direitos dos trabalhadores, a decisão de António Costa parece-me sensata e não- como argumentam alguns seguristas- movida por sentimentos de vingança. Entregar a presidência do CES ao ex secretário geral da UGT era lançar  pela janela milhares de votos de trabalhadores.
Igualmente razoável é a proposta de adiar para depois das legislativas a escolha do sucessor de Silva Peneda, propondo que o lugar seja ocupado, até à nomeação do sucessor, por outo membro do CES. Se vivemos há cinco anos sem um presidente da república, qual é o problema de ter um presidente do CES em regime de substituição, durante uns meses? 
O PSD rejeita esta possibilidade, alinhando com os seguristas. Quer que a  AR escolha já o sucessor de Silva Peneda. Compreende-se. Dava-lhe imenso jeito, mas o problema é que precisa de dois terços dos votos e isso não está ao seu alcance, sem o apoio do PS.
Obviamente que também compreendo o incómodo e a indignação dos seguristas. Ter um apoiante do ex-lider à frente do CES seria uma mais valia para a estratégia de desgaste de Costa -  a sua principal ambição. Esgrimir  o  argumento do "saneamento" de Proença, apesar de patético, colhe a simpatia de alguns incautos. 
Bem diferente, porém, será o desejo da maioria dos portugueses que se querem ver livres deste governo e dos seus aliados. Pelo menos foi o que entendi quando militantes e simpatizantes do PS elegeram António Costa.


O partido dos porteiros

O coordenador dos porteiros e o porteiro adjunto conferenciam sobre as capacidades do  porteiro Rogério



Miguel Relvas é considerado  o homem que dentro do PSD abre melhor as  portas para facilitar negócios. Há tempos, o ex-dono da Tecnoforma  declarou que   contratou Passos Coelho, porque ele abria as portas todas.
Soube-se agora que Rogério Gomes, coordenador do programa eleitoral do PSD e ex-patrão de Pedro Passos Coelho, também é dotado de especial apetência para abrir portas.
O PSD está, pois, transformado num partido de porteiros cujo sustentáculo  no governo é assegurado por um homem que, curiosamente, se chama Portas. Será  (Paulo) Portas uma porta  constantemente aberta, manipulada pelos porteiros do PSD? 
Dada a irrelevância e passividade do líder do CDS/PP ( lá está... Porteiros de Portas) nas decisões do governo, suspeito que sim. 

Candidatos a Belém


É favor  tirar a senha e aguardar que chamem pelo seu número. Obrigado.