quarta-feira, 8 de abril de 2015

Vai chamar pai a outro!



O bom cristão Nuno Magalhães, lider parlamentar do CDS-PP recusa assumir paternidade de uma criança de 4 anos, apesar de  já ter sido comprovada através de dois testes de ADN.
( Não, não é um caso apenas do foro privado do deputado, como muito bem se percebe pelo texto para que remete o link)

O juiz decide?

Um despacho do secretário de estado do ensino superior, José Ferreira Gomes,  determina  que na sequência do processo da "licenciatura" de Miguel Relvas, a Universidade Lusófona  deve declarar, até 15 de Abril, a nulidade dos actos de creditação em 152 processos e proceder à cassação de diplomas e certificados  que tenham sido atribuídos, depois de ouvidos os interessados.
O "Público" noticia hoje que Miguel Relvas ainda não foi contactado pela Universidade. Em resposta a uma pergunta do jornal, Miguel Relvas  terá dito:
" Não sei de nada. O meu processo, como é público, está no Tribunal Administrativo e é a este que compete decidir. Já não é o ministério (da Educação) a decidir".
Confesso que estou um bocado baralhado. Então agora é a justiça a determinar a validade de uma licenciatura? E qual é o papel do ministério da educação? Fazer figura de parvo?

O filho de fascistas que quer ser Presidente da República

 A entrevista de Fernando Medina ontem à noite à TVI confirmou as minhas expectativas. Além de ser ponderado e transmitir uma imagem de competência e seriedade, inspira confiança, tem um discurso desempoeirado e sem clichés. Reúne  condições  para fazer um excelente mandato e tornar-se uma figura de proa do PS, tendo a adicional vantagem de não ter frequentado a Universidade dos Jotas que tantos maus frutos tem dado ao país. Espero é que resista  à tentação de aceitar um cargo ministerial caso o PS vença as eleições e o coiso, pastel, inquilino de Belém der autorização a António Costa para formar governo. ( É bom não esquecer que  o sr Aníbal disse que não daria posse a um governo minoritário, estando disposto a manter em funções este governo até zarpar para a Coelha onde irá fazer companhia aos mui honestos e honrados amigos e vizinhos Dias Loureiro e Oliveira e Costa).
A imprensa do costume e outra normalmente considerada mais séria, como o Espesso, não resistiram a noticiar a ascensão de Medina, fazendo manchetes como " o filho de comunistas que chegou a presidente da câmara de Lisboa".   Outros não esqueceram de sublinhar que Fernando Medina veio do Porto mas, em jeito de compensação,  adiantaram que é fervoroso benfiquista.
Pessoalmente, sinto muito orgulho em ver um portuense  à frente da câmara de Lisboa e não me faz qualquer mossa que seja  benfiquista ou goste de gravatas azuis. Quanto à sua filiação, apraz-me registar que conheci a mãe nos meus tempos de estudante e constato que ela lhe transmitiu o gene de uma pessoa bem formada.
Finalmente, espero que essa mesma imprensa que tanto se esmerou a divulgar a filiação partidária dos progenitores de  Fernando Medina, como se de um estigma se tratasse, não se esqueça de proceder em conformidade quando Marcelo Rebelo de Sousa apresentar a sua candidatura a Belém. Sugiro desde já um título: o filho de fascistas que quer ser Presidente da República. 

Era e não era andava lavrando...

Era e não era
Andava lavrando,
Chegou uma notícia
Que seu pai era D. Fernando.

Sentado de pé,
num banco de pau,
feito de pedra
Um jovem ancião
Bondoso e mau

A ler um jornal sem letras,
À luz de uma vela apagada,
Calado apregoava:
"A terra é uma bola quadrada"

E o pobre do Fernando,
lesto como o caracol,
sobe parede abaixo,
no seu jeito mole.

Bateu-lhe desafortunada a fortuna
e bem-afortunado o azar,
Antes do nascimento,
Sempre depois e nunca mais

Tinha o pai pra nascer
E a mãe pra morrer.
Que havia o moço de fazer?
Deitou os bois ás costas,
Pôs o arado a correr.

Quis saltar o valado,
Saltou um arado.
Se não era cão
Mordia-lhe um cajado.

Entrou numa horta,
Viu um pessegueiro
Carregado de maçãs,
Avelãs e fruta madura.

Veio de lá o dono dos pepinos:
- Ó ladrão dos meus marmelos!
Quem te mandou a ti andar a roubar as cerejas
Que tinha guardado
Prós meus meninos?

Agarrou num melão,
Atirou-lhe com um pepino

Acertou-lhe num artelho,
Fez-lhe sangue num joelho.

Esta cega rega já tinha várias versões. Agora, Christine Lagarde inventou mais uma: