sexta-feira, 27 de março de 2015

Quem me traz aquilo de que gosto muito?


Pelo sim, pelo não, deixo fotografia, não vá andar por aí algum procurador a espiolhar e julgue que estou a pedir dinheiro. NÃO! São mesmo éclairs da Leitaria da Quinta do Paço no Porto.

Cretinos!

O negócio do dia

Em Janeiro os hospitais tinham 200 camas ocupadas com idosos que já tinham alta clínica, mas não podem regressar a casa  por não terem condições económicas para o fazer.
Se os idosos têm carências económicas ( e muito provavelmente afectivas), não seria melhor entregar às famílias as verbas que o governo vai gastar nos subsídios aos lares?
Obviamente que a medida não pode ser imposta, até porque  muitos desses idosos nem família terão, mas nos casos em que ela exista, tenha condições  e  interesse no acolhimento,  porque não  privilegiar a inserção dos idosos no meio familiar,em vez de os depositar em lares?
Ah, pois e tal, é preciso ajudar o negócio dos lares de idosos, não é?

Listas e listinhas ( Da Casa Pia ao Bando dos 4)

Estou escaldado com listas  desde o tempo do caso “Casa Pia”, quando começaram a circular na comunicação social listas  com nomes de políticos  envolvidos. 
Este  governo, porém, adora listas. De deputados, de dirigentes da cor que esperam nomeações  de última hora, de candidatos a conselhos de administração de empresas públicas e entidades reguladoras, de pedófilos ou de VIP’s.  
A  ideia de criar uma lista de pedófilos é tão aberrante, que nem mereceria mais comentários, não se desse o caso de hoje  ter sido conhecido o caso deste padre. Pergunto à senhora ministra: deve ou não ser incluído na tal lista, um padre  condenado por pedofilia, que continua  autorizado a lidar com menores? 
Nas últimas semanas, a estrela das listas é a dos VIP das Finanças. Um vasto conjunto de personalidades públicas teria sido colocado numa espécie de Red Light District  do ministério de Marilú  e. cada vez que alguém os apalpava ( em termos informáticos, obviamente...) acendia-se uma luzinha vermelha e o prevaricador era alvo de um processo disciplinar.
Inicialmente, apareceram listas com muitos nomes de figuras públicas que estariam inscritos nessa lista.  Hoje, o presidente do sindicato veio esclarecer que só quatro nomes constavam dessa lista: Cavaco, Passos Coelho, Paulo Portas e o toureiro Paulo Núncio.  Como chegou a esta conclusão?  Cruzando os nomes dos funcionários alvo de processos disciplinares, com os alvos das apalpadelas  buscas.
Devo dizer que considero a existência de apenas quatro nomes muito irrealista. Por um lado, porque aparecer  um secretário de estado ao lado de três pesos pesados, me parece  descabido. Se lá está Paulo Núncio, por que razão não está a ministra? Terá recusado? Então, nesse caso, sabia da existência da lista. Não foi ouvida nem achada? Então não devia calar-se.
Uma lista de apenas quatro nomes também me parece muito curta mas, a confirmar-se, ainda torna o caso mais grave e susceptível de tirar outras ilações.
Finalmente, a composição paritária das listas( 2 do PSD e 2 do CDS) ainda levanta mais suspeições. A lista só  faria sentido se respeitasse  a proporcionalidade da representação dos dois partidos no governo.
A ideia de que em Portugal temos um Bando dos 4, como em tempos existiu na China, é algo que não encaixa. Salvo se os quatro nomes estivessem a ser utilizados como cobaias que serviriam de teste, antes da inclusão de outros nomes...
Talvez nunca se venha a saber toda a verdade sobre a lista VIP, nem a lista dos pedófilos venha a ser criada. Mas há uma certeza: mais do que adorar listas, o governo gosta de se meter em encrencas por causa delas.  
Mesmo quando  existem só para enganar o pagode, como é o caso das listas da CRESAP. A estas o governo não liga nenhuma. Continua a escolher os candidatos de acordo com os seus critérios político-partidários e, para ultrapassar dificuldades, nomeia para cargos dirigentes pessoas em regime de substituição que se prolongam indefinidamente nos cargos.
Foi o que aconteceu, por exemplo, com a nova directora geral da Autoridade Tributária. Apesar de ter chumbado em dois concursos anteriores, o secretário de estado e a ministra não tiveram qualquer pudor em nomeá-la para o cargo. João Bilhim já protestou mas nem o governo lhe deu ouvidos, nem a generalidade da   comunicação social parece considerar o assunto tema muito importante. Dar voz aos partidos é mais fácil e mais barato, do que fazer investigação jornalística.