domingo, 22 de março de 2015

Quem diz a verdade não merece castigo

- Joãozinho, o que queres ser quando fores grande?

- Quero ser multimilionário, ir ao Elefante Branco, pegar na melhor puta, dar-lhe um Ferrari de mais de um milhão de euros, um Apartamento em Copacabana, uma Mansão em Paris, um Jato para viagens pela Europa + um cartão Visa Infinite, e amá-la 3 vezes por dia...

A professora, não sabendo o que fazer com o mau comportamento do menino, resolve não dar importância à resposta e continua a aula:

- E tu, Joaninha?

- Quero ser a puta do Joãozinho!

( Imaginem lá qual foi a fonte que me enviou esta história...)

E se um dia a água deixar de brotar das torneiras?





Assinala-se hoje o Dia Mundial da Água. Pensei que talvez fosse útil recuperar este texto:
Habituados que estamos ao gesto quase automático de abrir a torneira várias vezes ao dia, irritamo-nos quando delas não jorra nem uma pinga, porque alguma avaria, ou deficiência no abastecimento, a impede de circular livremente, mas não nos passa pela cabeça que um dia a água deixe definitivamente de chegar a nossas casas e das torneiras não brote nem uma pinga. Mas a ameaça é real!
Já em 1995 o INAG ( Instituto da Água) alertava para a necessidade de os portugueses pouparem água, “ corrigindo os maus hábitos de desperdício”. Apesar da meritória intenção da campanha então realizada, os portugueses parecem nem ter perdido os maus hábitos de gastar água desenfreadamente, nem adquirido o bom hábito de beber diariamente em doses regulares cerca de 2 litros de água, quantidade necessária para restabelecer a que perdemos nas nossas actividades quotidianas.O assunto, repito, é demasiado sério para que continuemos a ignorar os sucessivos avisos que nos são transmitidos para pouparmos água.
Na Cimeira sobre Desenvolvimento Sustentável realizada em Joanesburgo, em 2002, os Governos presentes comprometeram-se a diminuir, até 2015, o número de pessoas sem acesso a água potável e saneamento básico. Apagados os holofotes da Cimeira, os Governos parecem ter-se esquecido das suas promessas e, alegando problemas financeiros ou apenas questões políticas, esmoreceram o seu entusiasmo em fazer campanhas para alertar os cidadãos.
A comunicação social, por sua vez, quase sempre apenas preocupada com “os assuntos do momento”, raras vezes trata do tema e demite-se do seu dever de informar sobre questões essenciais à vida, contribuindo assim para que temas que de quando em vez afloram como candentes, caiam no esquecimento.
O problema da escassez de água é demasiado grave para ser remetido “para debaixo do tapete”, ou para fazermos como a avestruz. Mesmo nos países onde o abastecimento de água é abundante, a discussão do assunto é relevante mas, por norma, encarado como uma competência dos técnicos e dos políticos. No entanto, a sociedade civil não pode eximir-se ao debate ou tomar posição sobre temas tão importantes como a propriedade das redes de distribuição ( pública ou privada?), a regulação, o livre acesso, o preço, as políticas públicas ou o impacto de algumas infra estruturas no meio ambiente, susceptíveis não só de destruírem espécies, mas também de acelerarem a desertificação e contribuírem para aumentar a escassez de água. E é bom que todos nos vamos preparando não só para o aumento do custo da água, mas também para a possibilidade ( cada vez menos remota) de a breve prazo sermos confrontados com a imposição de racionamentos.
Hoje assinala-se, também, o Dia Mundial da Árvore. A propósito: sabe quantas árvores custa um hamburguer? Se não sabe, descubra aqui

Bibó Porto (42) - A Brasileira





A Brasileira é um dos mais emblemáticos cafés do Porto. Estabelecimento centenário (1903) por onde passaram várias gerações de portuenses ilustres, A Brasileira  passou pelo mesmo calvário de muitos outros edifícios históricos deste país.
Em 2013, depois de várias transformações e adaptações comerciais mal conseguidas ( numa das suas salas chegou a estar instalado um Caffe di Roma sempre às moscas), encerrou as suas portas. Muitos pensaram que só as abriria no dia em que um banco, recuperado da crise, a adquirisse.  
No Verão de 2014, soube-se que iria reabrir  como hotel de luxo, mas mantendo as salas de café e restaurante.
A reanimação de A Brasileira  fica a dever-se ao empresário e  ex-jogador do FC do Porto António Oliveira mas a data da sua reabertura, prevista para final do ano, pode estar comprometida.
Um grupo de larápios assaltou as instalações no último fim de semana pela calada da noite, roubando peças de valor incalculável: caixilhos e revestimentos em cobre, puxadores das portas, espelhos de alabastro, candeeiros originais e rodapés foram arrancados da sala principal, deixando as paredes praticamente despidas.
Além de peças de cobre, bronze  e ferro, algumas das quais com centenas de quilos,  levaram também o corrimão de toda a escadaria, cujo valor cultural e histórico incalculável.
Perdeu-se, assim, uma parte importante do património da cidade, vendido ao quilo e ao desbarato. Resta a esperança de as obras de recuperação mitigarem o desgosto da perda de um símbolo da cidade que talvez pudesse ter sido evitado, não fora a incúria de muitos e a esperteza dos larápios.