sexta-feira, 20 de março de 2015

Os alemães só nos prejudicam

Um azar nunca vem só.
Já não bastava que nos tivesse caído em sorte o Bayern de Munique, ainda por cima fazemos o segundo jogo fora!
Já agora, aqui fica o meu palpite. A zebra desta eliminatória vai ser o Mónaco que eliminará a Juventus.

Mãozinha de vaca*



Não pensava voltar  a escrever sobre a patética intervenção de Maria Luís Albuquerque  em Pombal. Qualquer resquício de mentalidade salazarenta mete-me asco.
Esta manhã, porém, ao ler uma chamada de capa do DN  fui obrigado a revisitar o tema. “ O Tesouro tem os cofres mais cheios do que nunca, mas essa reserva custa dinheiro”- destaca o DN na primeira página.
Fui ler. 
Fiquei então a saber que  ter os cofres cheios nos está  a custar uma pipa de massa em juros  e que, por via disso, a nossa dívida aumentou. Para quem diz que é preciso proteger as gerações futuras, deixar-lhe uma herança  de 231 mil milhões de dívidas, não me parece boa ideia.
Fico perplexo quando uma  ministra das finanças – professora numa qualquer universidade esconsa onde PPC  se licenciou- gere o país como o Tio Patinhas .  Acredito que ela, como eu, tenha passado tardes inteiras a ler as histórias da  Disney mas, infelizmente, não tirou as devidas ilações do comportamento do pato avarento.
Marilú  não deve ter lido  O Avarento de Esopo e certamente nunca ouviu falar de Scoorge, a personagem de Dickens.  Talvez tenha lido o “Auto da barca do Inferno” e se tenha identificado com o agiota  Onzeneiro, mas ninguém espere que tenha lido “A Divina Comédia”.
Não terá  visto o Avarento de Molière. Se viu  Os Sete Pecados Mortais (Seven), só deve ter tido olhos para o Brad Pitt e no caso de ter visto “Feios Porcos e Maus”, das duas uma: riu-se muito mas não percebeu nada, ou optou pelo lado errado da história.
Acredito que Maria Luís seja uma boa economista, mas duvido que seja culta e tenha da governança  de um país uma noção mais lata do que um cofre cheio de dinheiro.  Alguém no conselho de ministros lhe devia ter perguntado para que serve um cofre cheio de dinheiro num país com fome.  Quando o euro estourar vai servir-lhe de muito…
De uma ministra das finanças espera-se  que saiba  que Avareza  não é só um pecado mortal. Também é mesquinhez . E  problema patológico que deve ser tratado por especialistas (embora não tenha cura, pode ser atenuada). 


Expressão  utilizada para caracterizar pessoa que se priva de tudo, para não  gastar dinheiro. Também conhecido como  Unhas de fome.

Tá tudo doido?


Li num relatório da OCDE, divulgado há cerca de  duas semanas, que uma em cada cinco das pessoas que trabalham  sofre de uma doença mental.
Na altura pensei com os meus botões: não há razão para alarme, porque toda a gente sabe que o trabalho dá saúde, por isso dentro de alguns anos o número de trabalhadores com doenças mentais será diminuto.
Por razões que agora não vêm ao caso, fui obrigado a ler o relatório com mais atenção e, aí, fiquei preocupado.
É que, de acordo com o relatório, metade dos trabalhadores sofrem de problemas mentais ao longo da sua vida.  Comecei logo a imaginar que num país azarado como o nosso pode acontecer que todos os membros de um governo ( creio que se incluem na classe dos trabalhadores)  sejam afectados por uma doença mental durante o período de quatro anos em que exercem funções. Os esquecimentos sistemáticos do pm e os últimos acontecimentos com diversos membros do governo aumentaram a minha preocupação.
Também li nesse relatório  que o custo das doenças mentais  está estimado em 3,5% do PIB  e comecei a sentir muitas comichões que me deixaram preocupado, até porque nessa altura estava a ouvir um debate na AR. ( Fui imediatamente ao médico, mas está tudo bem, podem ficar descansados) 
No âmbito da pesquisa que estava a fazer,  li um artigo em que o autor defende que as classes economicamente mais débeis têm mais tendência a contrair doenças mentais e lembrei-me logo do nosso pm que, por dificuldades financeiras, não cumpriu os seus deveres fiscais e por esquecimento escapou aos deveres contributivos. De início preocupei-me, mas logo de seguida relaxei, porque alguém me lembrou  que afinal o pm  nunca trabalhou na Tecnoforma nem em lado nenhum enquanto foi deputado, logo os seus esquecimentos devem ter outras causas.
Bem, mas o que me deixou absolutamente alarmado foi o facto de um grupo de psícólogos ter dito que Cristiano Ronaldo precisava de ir ao divã.  Não é que eu não pense o mesmo... o problema é imaginar o drama nacional que esta notícia vai provocar. Se os visados fossem o pm ou o PR, ninguém ligava, mas CR7? O Bola de Ouro? Só pode ser inveja de espanhol. Vamos a eles!

Ostentação e indignidade é isto!

Anda por aí tanta gente indignada com a  reportagem da Paris Match sobre o Varoufakis, porque o gajo tem um apartamento com vista para a Acrópole e bebe bom vinho, mas não vejo tanta indignação com a ostentação do BCE.
Gastar 1,3 mil milhões de euros na construção da nova sede é uma ofensa aos milhões de pobres que as instituições europeias criaram com as suas desumanas medidas de austeridade. Isso, sim, merece a minha repulsa e o meu protesto.
Fiz contas por alto e aquele dinheiro dava para pagar os salários dos funcionários públicos portugueses durante mais de um século.