quinta-feira, 19 de março de 2015

Terá estagiado no Correio da Manha?

A mulher do Tio Patinhas e a filha de Salazar



Eu pensava que Tio Patinhas era um irrevogável celibatário mas estava rotundamente enganado. Há algum tempo já que corriam rumores sobre o casamento, mas desconhecia-se quem era a eleita do mais famoso milionário da BD.
Ontem, no Pombal,  ( que até fica perto de Fátima) Maria Luís Albuquerque revelou o segredo da identidade  da mulher do Tio Patinhas ,numa  mensagem  a um grupo de jovens  da claque laranja:
“Temos os cofres cheios!” – disse com um rasgado sorriso.
De imediato os  jornalistas  que se deslocaram ao Pombal, a convite do Lomba, concluíram que  essa mensagem só poderia ter sido proferida pela mulher de Tio Patinhas.
No entanto,  quando alguns jovens  se levantaram dizendo que iam pedir um empréstimo ao banco, para aproveitar a onda,  Maria Luís barrou-lhes  o caminho dizendo  que o dinheiro não era para gastar, era mesmo para ficar nos cofres para “qualquer eventualidade”. Esta atitude da ministra das finanças gerou uma divisão entre os jornalistas. Enquanto uns reforçavam a sua convicção, alegando que o ar jovial de Marilú nos últimos tempos se deve aos banhos que toma no cofre do Patinhas, outros colocavam a hipótese de Marilu ser  a filha de Salazar, cuja existência o ditador sempre negou.
 Ainda a polémica não se tinha esgotado já  a ministra, em resposta  a uma pergunta de um jovem, respondia: 
“ Ide e multiplicai-vos”
Levantou-se um burburinho na sala mas, descartada a hipótese de Maria Luís ser uma enviada de Deus ( apesar de estarmos perto de Fátima, essa hipótese é pouco verosímil)  alguém fez uma pergunta sobre as listas VIP
Alegando cansaço por estar a falar há uma hora ( quanto tempo duram as aulas na Universidade onde a ministra dá aulas e teve Passos Coelho como aluno?)  Marilú abandonou a  sala.
Talvez alguns leitores tenham esboçado um sorriso perante estas declarações da ministra mas, se querem o meu conselho, NÃO SE RIAM!
Vão assistir, nos próximos meses, a mensagens deste jaez - que pensávamos serem um exclusivo do pm- por parte de muitos membros deste governo. Parecem estúpidas, mas produzem o efeito desejado junto dos eleitores.
Os tugas salivam cada vez que lhes dizem que os cofres do país estão cheios. Esse é, aliás, um dos argumentos invocados por muitos para defenderem que estávamos melhor no tempo do Estado Novo. Se  Salazar tinha os cofres cheios e havia reservas de ouro a dar com um pau, é porque o governo era bom e poupadinho. A pobreza extrema, as perseguições políticas, o Tarrafal, a censura, eram apenas pormenores que em nada beliscam a “grandeza de Salazar”
Acreditem em mim. O país mudou muito depois do 25 de Abril, mas o tuga não!

Não há duas hipóteses

A única saída para o caso das listas VIP  é a demissão de Paulo Núncio
Porque deve Paulo Núncio ser demitido?
A resposta é muito simples.
  Se sabia  da  sua existência, deve ser demitido porque  foi conivente e deu autorização para que fosse criada.
Se não sabia ( como o próprio e o pm afiançam) então é um banana e um imbecil, incapaz de controlar os serviços  que estão sob a sua alçada.

Os esquerdalhos

As  críticas ao refrear do ímpeto reformista  do governo, feitas por Subir Lall, em nada alteram a minha opinião de que o homem é um escroque.  Até as reforçam.
Não sou ingénuo. As críticas são um favor do FMI  a este governo. O  tom em que são proferidas e o  até agora inédito mediatismo assumido por Subir Lall reflectem bem que anda ali trabalho de spin doctors do governo ( não foi por acaso que a SIC foi escolhida para a entrevista exclusiva)  visando reforçar a ideia, junto da opinião pública, de que este governo que sempre prometeu ir além da troika está a bater-lhe o pé.  Com determinação e firmeza.
O que realmente me surpreendeu foi ver membros do governo a reagir com uma linguagem pouco habitual, típica daqueles que os figurantes da coligação habitualmente apelidam de linguagem de esquerdalhos.
Pires de Lima –  actor numa peça onde Passos Coelho realiza o seu sonho de barítono frustrado-  utilizou uma linguagem agressiva pouco habitual nas hostes da coligação para criticar as declarações de uma instituição internacional. Foi esse exagero  que traiu a encenação  desta comédia de costumes levada à cena  pelo governo, com o alto patrocínio do FMI. 
Admito que o exagero tenha sido deliberado. Eles sabem que o tuga gosta de espectáculo e de quem defenda o país “lá fora”. Gente “com tomates”, capaz de bater o pé a quem nos quer fazer mal. 
O tuga continua tão iletrado como antes do 25 de Abril e engole qualquer patranha encenada que lhe venda traidores e ladrões como patriotas. 

Uma lição de altruísmo na Feira de Carcavelos


Numa entrevista ao jornal espanhol ABC, Berlusconni reconheceu que pagou a algumas das mulheres que participavam nas festas "bunga bunga", por altruísmo.
Provavelmente terá aprendido a ser altruísta com  um feirante de Carcavelos (foto).