quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

É assim que se tratam os bons alunos?

Por agora, só estamos com Termo de Identidade e Residência mas, não tarda nada, ainda nos metem uma pulseira electrónica e nos obrigam a controlar o peso todos os dias, porque andamos a comer acima das nossas possibilidades.
Bruxelas coloca Portugal sob vigilância apertada

Preocupado, obviamente



Ontem manifestei alguns receios sobre abusos na justiça, aventando a hipótese de se ter iniciado uma caça às bruxas.
Juristas, advogados e comentadores de direita têm manifestado publicamente a sua preocupação pela forma como decorreu a detenção e afirmado que se trata de uma detenção ilegal. Tal como eu, não contestam a possibilidade de Sócrates ser culpado, mas sim as constantes e selectivas fugas de informação e o facto de ter sido detido para investigação, sem que tenham sido respeitados os mais elementares princípio de um estado de direito. Como, aliás, ficou bem claro no artigo da advogada Paula Lourenço no boletim da Ordem dos Advogados.
Hoje, em entrevista ao Público e à Radio Renascença, a Procuradora Geral da República foi questionada sobre algumas das questões que aqui coloquei ontem e, confesso, as suas respostas não me deixaram nada tranquilo.
Finalmente, a  auditoria  independente realizada ao DCIAP traça um  retrato da justiça em Portugal que deixa qualquer cidadão preocupado, como muito oportunamente a Estrela Serrano lembra
Obviamente, há razões para estar preocupado com a justiça, quando vejo que, além do que é visível em relação aos procedimentos, se põe  em causa o regular funcionamento de uma importante  instituição como  o DCIAP, onde o pessoal da investigação é escolhido através de rigorosos critérios de amizade pessoal.

Há, mas não são verdes



Manhã gélida de  Janeiro.  Neva. Embora um pouco a contra gosto, chefe do governo, ministro do ambiente  e assessor de imprensa enfrentam a neve para fazer um spot que testemunhe o compromisso ambiental do governo. 
As eleições aproximam-se e é preciso impressionar os eleitores.
Ninguém planta árvores em Janeiro, mas  a câmara fixa uma árvore que vai ser plantada naquela manhã. Depois detém-se nos membros do governo, enregelados, segurando copos de plástico com café quente e guardanapos de papel. Diante das câmaras chefe do governo e ministro do ambiente dizem algumas palavras de circunstância sobre a importância de preservar a floresta. Depois apelam aos consumidores para terem comportamentos sustentáveis. A câmara volta a focar a árvore, o assessor de imprensa ordena que termine a filmagem com um zoom.
Estão todos a tiritar. Os membros do governo  entregam os copos de plástico, os guardanapos e lenços de papel ao assessor de imprensa.
O que é que eu faço com isto?- pergunta o assessor encalacrado
Faça o que quiser, mas despache-se, porque está um frio do caraças e temos de ir embora
O que é que eu faço à árvore? – pergunta o realizador do spot
Deite-a fora! Ninguém planta árvores em Janeiro e essa árvore já está morta- responde o assessor, enquanto deita para o chão os copos de plástico, guardanapos e lenços de papel, que espezinha furiosamente.
A cena passa-se na série Borgen que a RTP 2 exibiu no início deste ano, mas podia ter-se passado em Portugal, a propósito da Fiscalidade Verde.
É tão hipócrita como o spot da série Borgen. Não passa de um assalto aos nossos bolsos, mascarada de defesa do ambiente.

A Murcona

Apesar de a imprensa alemã confirmar que Maria Luís pediu a Schaueble para se manter firme e duro, a ministra das finanças continua a negar essa evidência.
Talvez tenha sido por isso que, durante um comício do Bloco de Esquerda no Porto, alguém disse que a ministra estava a ser  Murcona.
O linguarejar nortenho por vezes é sublime, pela assertividade com que traduz certos estados de espírito. Não deve haver, na língua portuguesa, melhor palavra do que MURCONA para definir Marilú e os seus colegas agachados perante o imperialismo alemão.
Perdão... eu escrevi colegas? Peço desculpa, mas não quis ofender.Fui influenciado pelas declarações da própria ministra.