domingo, 22 de fevereiro de 2015

Bibó Porto (38) - Uma praça multiusos


Quando eu vivia no Porto a Praça D. João I – situada em plena Baixa- era onde  ia apanhar o autocarro para regressar a casa ( Sim , um igual àquele verde de dois andares que se vê no postal).  Em dias de chuva abrigava-me nas arcadas fronteiras ou tomava um cimbalino no Rialto, enquanto esperava a chegada do autocarro.
Ladeada pelo Rivoli e pela Rua Sá da Bandeira e escoltada pelo Palácio Atlântico ( do então Banco Português do Atlântico) e pelo edifício Rialto, a praça D. João I foi mudando de fisionomia ao longo dos anos, sendo a transformação operada em 2001 a mais significativa, quando foi retirada a fonte central
Hoje é um local onde decorrem diversos eventos. Quando passar por lá, tanto pode encontrar uma praça despida, como transformada em pista de gelo, estádio de futebol, galeria de arte, feira de artesanato, ou mesmo  centro de acolhimento do Festival da Francesinha.


 Embora não tenha grande interesse turístico, quando lá não decorrem eventos, a Praça D. João I foi, em 1965, palco de uma revolução extraordinária que passou despercebida no país, apesar de ter sido percursora de uma nova era, que se iniciaria  duas décadas mais tarde. Sabe qual foi essa "revolução"?

Flic flac à retaguarda



Não percebo a razão de andar por aí tanta gente revoltada com as reacções do governo( especialmente de Passos Coelho e Marilú) à confissão de Juncker.
Só uma pessoa com um mínimo de dignidade consegue perceber o que é ser humilhado. Ora dignidade  é uma coisa que ninguém neste governo sabe o que é, porque estão todos habituados a andar de côcoras a pedir favorzinhos.
Já quando, fechado o acordo  entre a UE e a Grécia, a dupla de trapezistas Marilu/ Coelho exibiu outro número em que é especialista: um flic flac à retaguarda. Apesar de ser um número muito mal conseguido, no final arreganharam  a taxa  naquele  convicto  sorriso plástico e apontaram para Rui Machete, em jeito de agradecimento, por lhes ter dado a deixa, previamente combinada.