sábado, 7 de fevereiro de 2015

Um código que devia estar sempre em vigor

Na entrevista de  João Lisboeta Araújo ao I, há vários pontos que merecem especial destaque, mas  retive este pequeno excerto, certeiro, que devia  estar sempre visível nas redações dos jornais, porque há códigos que nunca deviam cair em  desuso.  E já agora também nas escolas, para que as crianças percebam que muito daquilo que ouvem em casa não é exemplo a seguir.

Jornal I- É muito crítico da comunicação social. Não acha normal que a detenção e prisão de um ex-primeiro-ministro desperte uma grande atenção mediática?


JA- Aquilo de que me queixo não é das notícias. É do facto de serem tendenciosas e mal informadas. Normalmente com desprezo pela verdade, porque não são factuais, são opinativas. O caso justifica ser amplamente divulgado, o problema é que as notícias visam a destruição, a degradação de uma pessoa e isso aborrece-me. Muito do que foi dito é crime mas eu agora não tenho tempo de me ocupar disso. A seu tempo... Talvez seja pela minha idade, mas fui educado por um outro código, que já não vigora.

I-Que código?

JA- O de que não se bate numa pessoa que está caída, não se goza com um preso, não se brinca com um doente, não se ri de um soldado coxo na formatura. Foi o que aprendi. Mas o que assisto é a um bacanal contra uma pessoa que está presa e não se pode defender. Está sujeito a toda a maledicência, à fantasia, a falsidades e algumas coisas verdadeiras, mas não tem possibilidade de se defender.

Gerar riqueza

 Depois de vender tudo a preço de ocasião, o governo  acredita que o turismo e as exportações serão capazes de gerar riqueza suficiente para o país se desenvolver.
Esquece-se que só é possível aumentar as exportações se houver compradores e que, como aconteceu com outros países, um dia destes Portugal pode deixar de estar na moda. 
Quando isso acontecer, vamos viver de quê? De resgates?
A CE foi peremptória e esclarecedora no seu último relatório. Poderia até ter utilizado as palavras de PPC e escrever " acreditar que as exportações e o turismo vão gerar riqueza suficiente para Portugal se desenvolver, é um conto de crianças". 
Preferiu ser dócil em vez de ser dura e limitou-se a dizer "a recuperação portuguesa vai continuar a depender da procura interna".
A maioria fez-se desentendida e fixou-se no sucesso do combate ao desemprego ( outro conto de crianças gerado pelo INE).
PPC e Marilú foram brincar aos médicos.

O PCP nunca me desilude

Mais uma vez, o PCP aliou-se à direita. Desta vez para chumbar  projecto de lei  que alargava a procriação médica assistida a todas as mulheres