quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Mete e tira e volta a meter

Ontem Mario Draghi disse que não havia mais dinheiro para os bancos gregos.
PPC y sus muchachos exultaram. Tsipras tinha de se vergar.
Os mercados  reagiram mal à decisão de Draghi
Hoje o presidente do BCE veio dar o dito por não dito. Afinal sempre há dinheiro. 
Confesso que não percebo nada desta embrulhada, mas palpita-me que não foram só os mercados que obrigaram Draghi a recuar. 
Em actualização:Neste momento, em Atenas, uma multidão imensa está nas ruas a apoiar  a posição do governo do Syriza  em relação à troika e à União Europeia.
Relamente não somos a Grécia.

Das prioridades deste governo

Este automóvel que o governo oferece todas as semanas, podia salvar a vida a um doente com hepatite C. 


Deixa-se morrer uma pessoa porque, alegadamente, não há 48 mil euros para comprar o medicamento que a salvaria, mas gastam-se todas as semanas 40 mil euros em sorteios de  automóveis para premiar os contribuintes.
Sabe-se depois que afinal o preço do medicamento passou a ser de 28 mil euros e que a farmacêutica disponibilizou, gratuitamente, tratamentos para 100 doentes. Só uma pequena parte deles foram utilizados.
A doente morreu porque o processo que lhe permitiria aceder ao medicamento andou em bolandas, emaranhado nas redes da burocracia.
Outros doentes estão condenados a morrer, se o medicamento não for disponibilizado, mas o governo continua a ser renitente, porque está em negociações com a farmacêutica, para baixar o preço.
As pessoas não podem ser joguetes no meio de uma página EXCEL em que a ministra das finanças e o ministro da saúde  se deleitam a fazer contas, sem cuidar de salvar vidas.
Viver num país em que de um dia para o outro se disponibilizam 4 mil milhões de euros para entregar a um banco, mas se esgrimem mil e um argumentos para poupar 28 mil euros que salvariam uma vida, é repugnante.
Isso não invalida que considere um crime o laboratório que produz o medicamento ganhar 5 mil por cento. 
Não há limites para o desaforo do mercado a funcionar, mas tem de haver limites a um governo que prefere oferecer automóveis, a salvar vidas.
Isso tem um nome e os responsáveis deveriam ser julgados. Mas o maior culpado não é Paulo Macedo. 

Passos Coelho é um monstro!

Fico-me por aqui, porque por muito que me esforce não consigo encontrar  a resposta adequada para responder a este pulha!
Alguém diga a esse monstro, que uma vida não tem preço.