quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Regabofe é (7)

Nomear um grupo de amigos e coreligionários para um pretenso Conselho Geral Independente, cujos únicos objectivos são destituir o presidente da RTP e servir de biombo do governo é política. Porca, mas política.
Regabofe é pagar a cada membro  do CGI 500€ por reunião, mais despesas de deslocação e representação e considerar inaceitável que o salário mínimo suba para 525€.

A Igualdade de género segundo o(s) Pateta(s)




Passos Coelho sempre defendeu que o governo não se deve imiscuir na vida das empresas. Ainda recentemente o reafirmou  no caso BES, ou  para justificar a razão de não tentar impedir a venda da PT.
Mas se a sobrevivência de empresas  chave da nossa economia  em mãos portuguesas não preocupa o governo, há outras matérias em que o governo não hesita em interferir na vida das empresas.
Ainda ontem, a secretária de estado para a iguladade, Teresa Morais, acompanhada do secretário de estado da economia, Leonardo Mathias, reuniram com 29 empresas cotadas em Bolsa, com o intuito de identificar as medidas que devem ser tomadas para promover o equilíbrio entre homens e mulheres nos lugares decisórios de  topo das empresas.
Se isto não é ingerência, não sei o que lhe chamar..
A verdade é que o governo está a levar o assunto muito a sério e tem já agendada nova reunião com confederações e associações empresariais, porque, segundo Leonardo Mathias, esta desigualdade, além de ser um problema civilizacional, tem impacto na economia, porque as mulheres ganham menos do que os homens.
Concluindo: o governo está-se marimbando para a pobreza, que garante estar em regressão ( apesar de os números mostrarem o contrário), considera o desemprego um mal necessário, que procura minimizar com estágios e cursos de formação patéticos, deixa morrer pessoas nos hospitais por falta de assistência, ou porque ( alegadamente) não tem dinheiro para comprar o medicamento para a hepatite C, mas está muito preocupado com a igualdade de género nos LUGARES DE TOPO das empresas....privadas!
Seria caso para rir, não fosse  uma demonstração de patetice em modo pré-eleitoral para papalvo ver.
Kiss my ass!

A privatização dos transportes públicos




Muito se tem falado, escrito e comentado, sobre a privatização da TAP, que este governo de fanáticos pretende concretizar a breve prazo, perante a indiferença da maioria dos portugueses.
Já aqui manifestei a minha discordância sobre a privatização da TAP e lamentei a passividade tuga, mas está em curso uma onda de privatizações muito mais lesiva para o dia a dia dos portugueses, de que pouco se tem falado. Refiro-me aos transportes públicos de Lisboa e Porto. Trata-se de um crime sem nome que ameaça destruir  uma das grandes conquistas de Abril.
O que se avizinha num futuro próximo- assim que sejam concretizadas as privatizações- é o regresso à Lei da Selva em que cada uma das empresas concessionárias irá tratar da sua vidinha e dos seus lucros, menosprezando o interesse dos utentes.
Já temos o exemplo do desmembramento da Rodoviária  Nacional, que deixou populações inteiras privadas de transporte adequado, obrigando muitos cidadãos a fazer uma deslocação de um dia para tratar de um assunto que se resolve em meia hora, porque as operadoras rodoviárias só põem a circular viaturas de manhã cedo e ao final da tarde. Assim se diminuiu, por via indirecta, o acesso  das populações aos hospitais e centros de saúde, se infernizou a vida de crianças em idade escolar e se contribuiu para que muitas empresas encerrassem.
Concretizada a privatização / concessão das empresas de transportes públicos, teremos a supressão de carreiras, o aumento do preço dos passes, quiçá o fim dos passes intermodais que permitem acesso a vários transportes de forma articulada e assistiremos (indiferentes?) à entrada em vigor do sistema de transportes públicos exclusivamente voltados para o lucro. 
E talvez se concretize a proposta de Álvaro Santos Pereira, de redução dos itinerários do Metro a partir das 21 horas, deixando populações como as da Amadora, Odivelas, ou mesmo Lumiar e Benfica, sem metropolitano a partir daquela hora.
O caminho faz-se caminhando e Sérgio Monteiro parece imparável na sua obstinação de destruir a rede de transportes públicos de Lisboa e Porto.


Eu já desconfiava...

"A justiça em Portugal é lenta, cara, de difícil acesso e difícil compreensão"- diz Gabriela Knau, relatora das Nações Unidas