sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Post para beatos e ratas de sacristia

A direita está indignada porque António Costa aplaudiu a vitória do Syriza e não se pronunciou sobre a derrota do PASOK, o seu partido irmão.
Alto e pára o baile! 
Já que clamais  fraternidade, tenho a dizer-vos uma coisa. Eu nunca defenderia um meu irmão que  humilhasse a minha família  aliando-se a um grupo de bandidos e condenasse inocentes à fome, para ficar com a herança. Foi isso que o PASOK fez, quando se aliou à direita. Ficou sem herança e sem poder e foi muito bem feito.
E vocês, beatos e ratas de sacristia, condoídos com o silêncio de Costa? Já lançaram uma petição para ilibar o Ricardo Salgado que roubou milhares de portugueses com falcatruas?

Com a boca no trombone

Às pinguinhas, Ricardo Salgado vai libertando informação sobre as reuniões que teve com políticos, por causa do BES. Vai  chamando os bois pelos nomes e, nesta segunda carta, já acrescentou o nome de Portas e corrigiu o número de reuniões que teve com membros do governo, Cavaco e Barroso.
As chocas estão, por agora, no redil, à espera de ordens para retirar o touro da arena.
Um dia destes, Salgado é bem capaz de por a boca no trombone, se Cavaco continuara fazer-se desentendido e a negar que alguma vez tenha falado sobre o BES.
O azar dele é que a memória não se apaga e as suas declarações em Julho, ficaram registadas para a posteridade.

Os contos de crianças explicados a um mitómano

A agência Bloomberg - em editorial intitulado Os esquerdistas malucos da Grécia têm uma boa ideia” – defende a recuperação económica da zona euro através do alívio da dívida dos países mais atingidos pela crise;
No  editorial - Greece's Agonized Cry to Europe- o New York Times avisa a Alemanha " e outros países europeus" que deve perceber a mensagem vinda das eleições gregas e persistir no erro será mau para a Grécia mas, sobretudo, perigoso para a União Europeia;
Ainda no New York Times, Paul Krugman escreve  um artigo (  Ending Greece's Nightmare) que o plano económico do Syriza é mais realista que o da troika  que classifica como "uma fantasia"  Krugman defende mesmo que o programa do Syriza devia ser mais radical;
Na Deutsche Welle, estação de rádio e televisão alemã, pode ler-se um artigo de opinião assinado por Jasper Sky ( Solidarity with Greece makes economic sense)que  aconselha a Alemanha a ser solidária com a Grécia e os países do sul e acusa a Alemanha de ser antidemocrática, por não aceitar o resultado das eleições gregas;
Também  o governador do Banco de Inglaterra critica a política de austeridade imposta pela troika  e alerta que a recusa de os países ricos em ajudarem os países pobres, arrisca mergulhar a Europa numa nova década perdida
Entretanto, por cá, o emérito economista Passos Coelho -que tirou um curso por correspondência aos 40 anos -  diz que o programa do Syriza é um conto de crianças. 
Para tornar tudo mais claro anuncia a recusa em participar numa conferência euopeia sobre renegociação da dívida, proposta por Tsipras, acolhida de imediato pela Irlanda e encarada como uma hipótese interessantes pela França e pela Itália.
 Já não se trata apenas de subserviência. É o reconhecimento  de que se vendeu à Alemanha e os portugueses são meros empecilhos que o atrapalham. 

Tão transparente que até cega

Na quarta-feira, a maioria impediu  o ex-presidente do IGFEJ de ir à AR contar a verdade sobre o que se passou com o Citius. ( Esta maioria adora a verdade e a transparência, desde que não colida com a SUA verdade, que é a que nos impinge diariamente).
No dia seguinte ( ontem) o PSD  exibiu um tempo de antena em que enaltece as reformas da justiça de Paula Teixeira da Cruz. 
Como é habitual no PSD, o tempo de antena contém uma série de inverdades e algumas mentiras. Na S. Caetano já expulsaram a palavra verdade do vocabulário interno.
Disse-me uma joaninha que Paula Teixeira da Cruz exigiu a realização desse tempo de antena, para não se demitir. Fizeram-lhe a vontade. 
Percebe-se assim, ainda melhor, a ida do ex presidente do IGFEJ à AR. Iria tirar brilho ao tempo de antena ficcionado do PSD e demonstraria que a protagonista afinal não só é incompetente, como para se livrar de responsabilidades não hesita em acusar outros.